Review | Persona 3: Reload para Nintendo Switch 2 – Empolgante, apaixonante e imersivo

Empolgante, apaixonante, deslumbrante e imersivo — são esses os sinônimos que melhor descrevem Persona 3 Reload em sua versão para Nintendo Switch 2. Lançado originalmente em 2006 para PlayStation 2, o título marcou o início de uma das franquias mais icônicas da Atlus. Desde então, a série recebeu diversas versões, como Persona 3 FES (PS2), Persona 3 Portable (PSP, com ports para consoles modernos) e o remake Persona 3 Reload (PC, PlayStation e Xbox).

Agora, é a vez do Nintendo Switch 2 receber sua versão — mas será que o game mantém o mesmo brilho e qualidade que garantiram excelentes avaliações nos outros consoles da nova geração? Vamos descobrir isso agora.

Um pouco sobre a história do game

Persona 3: Reload é um spin-off da clássica série Shin Megami Tensei — fato que muitos jogadores desconhecem. A franquia, hoje mundialmente famosa, tem origem em uma série de romances de ficção científica escrita por Aya Nishitani, que imaginou jovens utilizando um programa de computador para invocar demônios no mundo real — soa familiar, não é mesmo?

Lançado em 1992 para o Super Famicom (SNES), Shin Megami Tensei estabeleceu o universo e as mecânicas de combate que se tornariam marca registrada da série principal, como a escolha entre as rotas de Lei, Caos e Neutralidade, que influenciam diretamente o desenrolar da história.

Desenvolvida pela Atlus, a franquia consolidou-se ao longo dos anos como uma das mais respeitadas e desejadas do gênero JRPG por uma legião de fãs.

O desempenho no switch 2

Do meu ponto de vista, seria injusto comparar Persona 3 Reload no Nintendo Switch 2 com as versões para consoles de mesa. Esses sistemas naturalmente contam com mais potência para entregar gráficos, texturas e taxas de quadros superiores, algo que um dispositivo portátil não consegue igualar.

Ainda assim, no Switch 2, o jogo se mostra modesto, porém perfeitamente adequado aos padrões do console. Portanto, se você veio em busca de uma comparação direta com os consoles mais robustos, vai se decepcionar. Em vez disso, analisaremos cada aspecto do game no novo console da Nintendo de forma separada e justa.

Modo portatil vs Modo Tv

A vantagem de jogar no Nintendo Switch 2 é ter basicamente duas opções de portabilidade: o modo portátil e o modo TV. De início, é importante destacar que, dependendo da sua escolha, você poderá perceber diferenças significativas na qualidade de som e imagem do game.

Modo portátil

Esse é, de longe, o meu modo de jogo favorito. Passei muitas das primeiras horas do game jogando dessa forma e ressalto que, embora haja uma leve queda na taxa de quadros, isso não compromete a experiência em absolutamente nada. Os combates em turno continuam extremamente fluidos e dinâmicos.

Quanto à trilha sonora e aos efeitos sonoros do ambiente e dos NPCs, o compositor Atsushi Kitajoh, junto à equipe de áudio da Atlus (ATLUS Sound Team), conseguiu tornar o jogo ainda mais imersivo. O áudio 3D no modo portátil é tão bem trabalhado que, em alguns momentos, chega a assustar. Em diversas situações, enquanto caminhava pelas ruas, ouvia NPCs conversando em diferentes direções; ao fechar os olhos, era quase como estar realmente andando por Tatsumi Port Island, cidade fictícia onde ocorre o game.

A ambientação do game permanece impecável, seja caminhando pela cidade em um dia ensolarado ou enfrentando as Sombras no Tártaro. O jogo se adapta muito bem a cada um dos cenários aos quais já estamos acostumados, e essa característica permite que o jogador se torne ainda mais familiarizado com toda a mecânica da experiência do game.

Vale destacar que o tamanho das fontes, tanto nos diálogos quanto nos textos das telas de opções, está extremamente adequado no modo portátil. Além disso, o fato de o game estar em português do Brasil torna a leitura dos diálogos muito mais agradável e prazerosa.

Modo TV

Aqui, já deixo uma recomendação para aqueles que não têm muita familiaridade ou até sentem desconforto com o modo portátil. Embora as diferenças sejam poucas em relação ao modo portátil, vale ressaltar algumas delas.

As características de som e efeitos sonoros vão depender, em grande parte, do seu aparelho de TV — é claro! Porém, o Nintendo Switch 2 no modo TV não oferece suporte a Dolby Atmos ou DTS:X, contando apenas com áudio PCM Linear 5.1 sem compressão via HDMI. O que, de fato, é uma pena.

O Nintendo Switch 2, no modo TV, entrega resolução 4K com taxa de 30 FPS. Porém, os problemas de frame pacing — instabilidade na entrega dos quadros — faz o jogo parecer menos fluido, mesmo com os 30 FPS estáveis. Essa questão é ainda mais perceptível no modo TV do que no portátil.

Felizmente, a Atlus já está ciente desses problemas e planeja lançar patches para melhorar a estabilidade. No entanto, não há planos para adicionar um modo de 60 FPS no Nintendo Switch 2.

Outra vantagem em relação ao modo portátil é poder utilizar os Joy-Cons com o grip — aquele acessório que encaixa os controles e que pouca gente costuma usar. Pode parecer apenas um detalhe, porém, ao jogar dessa forma, os Joy-Cons oferecem mais agilidade na exploração do Tártaro e na caçada às Sombras raras, além de proporcionarem um conforto maior durante a jogatina.

Conclusão

Se você ainda não jogou Persona 3 Reload em outros consoles, aproveite esta obra-prima do mundo dos games no Nintendo Switch 2. Com toda certeza de que não vai se decepcionar — pelo contrário, deve ficar bastante satisfeito com a qualidade do título. Mesmo com os problemas de FPS, o jogo não perde seu brilho em nenhum momento.

Sinta-se imerso na trilha sonora em áudio 3D no modo portátil ou envolvido pela história profunda do game. Jogue sem receio, pois, com toda certeza, você vai querer revisitar essa jornada mais de uma vez.

Versão testada Nintendo Switch 2. Persona 3 Reload: Também está disponível para  PlayStation 4, PlayStation 5, Xbox One, Xbox Series X e Series S e PC. Agradecimento aos desenvolvedores do game pela cópia deste jogo para esse review.

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