Me lembro muito bem de quando o último reboot de Tomb Raider foi lançado para PlayStation 3, Xbox 360 e PC, em 2013. Lara Croft já era uma das minhas protagonistas favoritas nos jogos, e fiz questão de jogar no PC mesmo ele não suportando o jogo da forma ideal. Ainda assim, a experiência marcou tanto que, até hoje, esse Tomb Raider segue firme no meu top 10 pessoal.
Doze anos após o lançamento original, a aventura de Lara Croft chega ao Nintendo Switch e ao Nintendo Switch 2, abrindo espaço para revisitar esse jogo em formato portátil, algo que muda bastante a forma de aproveitá-lo. A proposta de Tomb Raider: Definitive Edition é clara: trazer um clássico moderno para um novo público e, ao mesmo tempo, oferecer uma nova leitura para quem já conhece cada trecho da campanha.
Um balde de água fria
Logo no início, o visual pode causar certa estranheza. Os cenários continuam muito bem trabalhados, com boa qualidade geral, mas as expressões faciais chamam atenção de forma negativa, principalmente nas cutscenes. Esse detalhe incomoda mais nos primeiros momentos, pois durante o gameplay essa percepção vai diminuindo até praticamente desaparecer, fazendo com que o foco volte totalmente para a ação e para a exploração.
Na jogabilidade, Tomb Raider se mantém extremamente sólido. A desempenho é estável, sem quedas de quadros, e o jogo entrega uma fluidez constante sem comprometer os gráficos. Isso faz com que tanto o combate quanto a exploração sejam bastante satisfatórios, mantendo a intensidade das sequências de ação e o ritmo mais cadenciado nos momentos de exploração e escalada.

No Nintendo Switch 2, a experiência ganha camadas extras graças às funcionalidades exclusivas disponíveis tanto no modo portátil quanto na TV. Jogando de forma portátil, o suporte total ao toque na tela permite navegar pelos menus e pelo mapa de maneira direta, deixando tudo mais intuitivo e prático, algo que se encaixa muito bem na proposta de jogo em movimento.
Outra adição que chama atenção é o modo mouse, ativado diretamente no menu de configurações. Com ele, é possível mirar e controlar a câmera utilizando o próprio mouse do Joy-Con 2. A ideia funciona bem, na prática, embora cause estranheza no início, principalmente pela posição do controle não favorecer tanto o acesso aos outros botões de ação. Isso fica mais evidente ao pressionar o botão de pulo, que é essencial durante praticamente toda a campanha de Lara Croft. Ainda assim, com um pouco de adaptação, o recurso se mostra funcional e interessante.

O que mais me surpreendeu nesta versão foi a presença do modo multiplayer completo, com todo o conteúdo já lançado em outras plataformas. Muitos remasters costumam trazer apenas a campanha principal, então encontrar todo esse conteúdo incluso chama atenção de forma positiva. Todas as funcionalidades citadas anteriormente funcionam também no multiplayer, com destaque para o suporte ao modo mouse, que se mantém ativo durante as partidas online e amplia as possibilidades de controle dentro desse modo.
Vale a pena?
Tomb Raider: Definitive Edition no Nintendo Switch 2 é uma versão abaixo do esperado, mesmo ela tendo uma performance excelente, os visuais poderiam ter sido melhor trabalhado. A sensação que me traz é de fizeram ela pensando no console antecessor e no final fizeram para o Nintendo Switch 2 para aproveitar as vantagens do console.
Apesar disso, o jogo continua sendo obrigatório para quem curte uma aventura com muita ação frenética, e principalmente para quem nunca teve a chance de jogar e agora poder jogar de forma portátil em qualquer canto.
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