O presidente da DC Comics, Jim Lee, elogiou a força dos mangás em entrevista ao site japonês Nikkei XTrend e afirmou que as obras orientais se tornaram um verdadeiro parâmetro para a indústria global de quadrinhos. Segundo ele, o sucesso do formato representa um “objetivo a ser alcançado” e revela uma conexão mais profunda com o público jovem do que os quadrinhos norte-americanos tradicionais.
Para Lee, os mangás se destacam por oferecerem histórias únicas e acessíveis, que vão além do universo de super-heróis. Ele aponta que, no Japão, essas obras estão mais próximas da literatura e abrangem uma variedade muito maior de gêneros, como esportes, culinária e dramas cotidianos, algo que amplia o alcance entre diferentes faixas etárias.

Outro ponto citado pelo executivo é a diferença cultural na forma como quadrinhos e animações são consumidos. Enquanto no Ocidente essas mídias foram associadas por muito tempo ao público infantil, no Japão elas são vistas como uma forma de arte sem limitação de idade, acompanhando o leitor ao longo da vida.

Esse cenário ajuda a explicar o crescimento do mercado. Uma pesquisa recente do Research and Markets projeta que a indústria de mangás ultrapasse 60 bilhões de dólares até 2033, impulsionada pela demanda internacional, expansão digital e sucesso de adaptações em anime. No Brasil, o reflexo também é claro: em 2025, foram lançados 676 volumes de mangás no país, com títulos como One Piece, Jujutsu Kaisen e Blue Lock dominando listas de mais vendidos.
Fonte: Fora do Plástico
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