Na última quinta-feira (5), foi ao ar o sexto episódio da terceira temporada – o 53 no total – de Jujutsu Kaisen. Se no último capítulo a ação ficou em segundo plano, neste não só podemos ver Fushiguro e Panda em batalha contra Kirara, como também tivemos uma demonstração do potencial e da personalidade exótica de Hakari, um dos mais poderosos feiticeiros Jujutsu. Tudo isso com a maestria artística que o anime vem entregando em sua nova fase.
- Leia também: Crítica | Episódio 52 Jujutsu Kaisen faz cinema em forma de anime – e isso pode ser um pouco chato
Kirara e a constelação Cruzeiro do Sul
No episódio 52, um dos fatores que mais me incomodaram foi a falta de ação verdadeira. Não que todo episódio devesse ter batalhas, mas apresentar um Clube da Luta sem colocar em tela ao menos uma briga verdadeira – apenas uma encenação entre Panda e Itadori – é desapontador.
Porém, nesta semana, Jujutsu não só trouxe a infiltração de Fushiguro pelas sombras no maior estilo ninja, como também nos permitiu acompanhar uma luta inteligente e repleta de takes excelentes de Megumi e Panda contra Kirara.
Pela primeira vez podemos ver o feitiço da ex-aluna da Escola Jujutsu em ação. Em mais um blefe bem sucedido na temporada, Megumi descobre que a habilidade de sua adversária se baseia nas constelação Cruzeiro do Sul e seria necessário passar por todas as “estrelas” demarcadas por ela na ordem correta para enfim chegar à porta onde se encontravam Hakari e Itadori. Após vencer o embate direto com Kirara, Fushiguro pede sua ajuda e a convence de suas intenções, mas não antes de ser interrompido pela porta que queria alcançar sendo arremessada junto a um corpo.

Hakari e o debate: qual o tamanho da chama de sua paixão?
O corpo arremessado era o de Itadori, que enfrentava Hakari após o alerta de Kirara de maneira inusitada: aceitando seus golpes sem revidar – mais uma atitude questionável e impulsiva do protagonista, mas que viria se demonstrar efetiva.
Itadori, Fushiguro e Panda só queriam se aproximar de Hakari para pedir sua ajuda. O problema é que, devido ao conservadorismo do sistema, ele e Kirara abandonaram a Escola Jujutsu e tudo o que ela significava, em busca de liberdade e, no caso do poderoso feiticeiro, acender a chama de sua paixão novamente. É esse debate que, entre os diversos socos que poderiam matar seu desafiante, Hakari propôs a Itadori: “me convença de sua paixão e decido se aceito arriscar minha vida para lhe ajudar”.

Aqui, proponho uma reflexão; muitas vezes deixamos para trás ciclos que não se encaixam mais em nossas vidas, por mais apaixonantes que tenham sido no passado (religião, empregos, estudos, amizades, etc…) e buscamos novas paixões para suprir a falta desse ciclo e fazer essa mudança fazer sentido. No entanto, passamos também a questionar como pessoas que estavam conosco ou sequer conhecemos conseguem permanecer em tal situação, como se esquecêssemos o quanto pertencíamos a aquele ciclo anteriormente.
Isso, de certa forma, ocorreu com Hakari ao bater de frente com Itadori. E sua indignação só aumentou quando Yuji alegou “não ter paixão” e ser “apenas uma engrenagem”. No entanto, neste momento, ele também foi convencido pelo protagonista. Para Itadori, fazer parte do sistema e proteger a humanidade é o mais importante, independente do meio em que ele se encontra – ele pode não saber, mas aí está sua paixão, e ela transborda em seu olhar. Hakari o valorizou não por suportar seus socos, mas por se identificar com a chamas no olhar do protagonista, a mesma paixão que o movia no passado.
Kirara percebe isso e “quebra” seu namorado com uma frase. Hakari aceita ouvi-los e, consequentemente, ajuda-los a passar pelo Jogo do Abate e, o mais importante, libertar Gojo e interromper os planos de Kenjaku.
O tempo corre: o Jogo do Abate em movimento
No fim do episódio, porém, o grupo é interrompido por um alerta sobrenatural: uma criatura os avisa que um feiticeiro participante do Jogo Abate conquistou pontos de assassinato o suficiente e adicionou uma nova regra, que permite que qualquer participante tenha informações valiosas sobre todos os envolvidos no mesmo. Trata-se de Hajime Kashimo, poderoso feiticeiro que foi reencarnado por Kenjaku durante os eventos de Shibuya e já não conseguiu apenas 100 como 200 pontos por assassinar feiticeiros, aparentemente em busca de um oponente a altura, como Sukuna.
Porém, o episódio se encerra com uma dúvida: o alerta emitido ao grupo protagonista só ocorre, aparentemente, para participantes registrados no Jogo do Abate… quem ali já faz parte? Essa questão deve ser respondida na próxima semana.

Jujutsu Kaisen retorna com seu episódio 54, o sétimo da terceira temporada, na próxima quinta-feira (12). Não deixe de acompanhar esta aventura junto de nossas impressões dessa fase do anime durante as próximas semanas!
Leia também:





















Deixe uma resposta