Review | Rayman: 30th Anniversary Edition traz nostalgia e legado

Conhecendo mais dessa franquia maravilhosa

Conhecendo mais dessa franquia maravilhosa

Lançado em fevereiro para celebrar os 30 anos da franquia, esta review de Rayman: 30th Anniversary Edition revisita um dos jogos mais importantes da história da Ubisoft. Sempre fui fã de jogos de plataforma, então admito que gostaria de ter visto um título inédito ou até um remake completo dos clássicos.

Ainda assim, como admirador da série, optei por analisar esta edição comemorativa. Mesmo esperando mais em termos de extras, revisitar a trajetória do jogo, desde sua concepção nos anos 90 até esta versão especial, foi uma experiência interessante. Entender como o projeto evoluiu e perceber o cuidado na preservação reforçou ainda mais meu apreço pela franquia.

Desenvolvida pela Digital Eclipse, Rayman: 30th Anniversary Edition aposta na preservação histórica aliada a melhorias modernas de qualidade de vida. O resultado é competente e respeitoso com o material original, embora menos ambicioso do que poderia ter sido para uma celebração desse porte.

Ressalto que o jogo está totalmente localizado para o português do Brasil, belo trabalho da desenvolvedora.

Esta review de Rayman: 30th Anniversary Edition foi feita em um PlayStation 5 base com um código cedido pela Ubisoft Brasil.

História e importância

Quando Rayman chegou ao PlayStation e ao Atari Jaguar em 1995, chamou atenção pelo visual detalhado e pela proposta menos linear dentro do gênero de plataforma 2D. Em vez de apenas correr até o fim da fase, exploramos mapas que funcionam como pequenos labirintos, com segredos e colecionáveis.

São seis mundos principais, cada um com seu chefe, além de poderes que podemos desbloquear para o nosso carismático protagonista, como soco à distância, agarrar em plataformas e planar. Esse design, que mistura progressão e exploração, ajuda a explicar por que o jogo teve papel central na consolidação da Ubisoft como gigante europeia da indústria.

O jeito de jogar permanece o mesmo

O jeito de jogar permanece intacto: plataforma 2D pensada para a exploração e domínio de movimentos. No entanto, a dificuldade histórica continua presente. O primeiro mundo sugere uma experiência acessível, mas os seguintes exigem mais habilidades com o controle na mão, mas, calma, não é um souls da vida.

A diferença agora está nos recursos modernos. A coletânea inclui salvamento rápido, save states e função de retroceder. Esses elementos não alteram o design original, mas reduzem a frustração. Errar um salto não significa mais repetir longos trechos.

Mesmo assim, algumas decisões de design seguem questionáveis. Certas áreas dependem de tentativa e erro, e isso faz parte da identidade do jogo. A boa notícia é que, com as ferramentas atuais, essa característica se torna “menos chata”, se é que você me entende.

Conteúdo da coletânea

A proposta da Rayman: 30th Anniversary Edition é reunir várias versões do mesmo título. Estão incluídas:

  • Versões de DOS, PlayStation e Atari Jaguar
  • Rayman Advance
  • Versão de Game Boy Color
  • Protótipo inicial de 1992

Na prática, as versões de console e PC são muito semelhantes. Já Rayman Advance sofre com limitações de tela, já que os sprites mantêm proporções próximas às originais, reduzindo o campo de visão. Funciona como curiosidade histórica, mas não foi a melhor experiência.

Por outro lado, a versão de Game Boy Color surpreende positivamente. Mesmo com limitações técnicas, adapta o design de fases de forma eficiente e mantém boa legibilidade.

O protótipo de 1992 é um registro interessante do processo criativo. Contudo, trata-se de uma prova de conceito rudimentar, com pouco conteúdo jogável além do valor histórico, mas que fez com que eu me sentisse em um verdadeiro túnel do tempo. Me fez relembrar de quando eu matava aula para jogar um pouco, mas não façam isso!

Gráficos e desempenho

Visualmente, o jogo continua sólido. As animações são fluidas e os cenários mantêm identidade própria. As opções de resolução e proporção de tela ajudam a adaptar o clássico aos padrões atuais.

O ponto mais controverso está no áudio. A coletânea traz uma nova trilha sonora, mas não permite alternar para as composições originais. Considerando que a música sempre foi parte importante da identidade do jogo, isso me fez pensar: “Cadê a trilha que tanto amamos?”

Pontos fortes

  • Preservação de várias versões
  • Recursos modernos como rewind e save state
  • Visual que envelheceu bem
  • Inclusão de material histórico

Pontos fracos

  • Poucos extras além das versões jogáveis
  • Ausência das trilhas sonoras originais

Considerações finais

Finalizo esta review Rayman: 30th Anniversary Edition dizendo que ela é uma ótima demonstração do cuidado com a franquia e como ela ajudou e ajuda a Ubisoft até hoje.

Por outro lado, fica a sensação de que a celebração poderia ter ido além. Faltam entrevistas, bastidores e conteúdo contextual que aprofundasse ainda mais a homenagem.

Como fã da série, saio satisfeito por revisitar um clássico que marcou época, mas também com a expectativa de que o futuro da franquia traga algo inédito ou um remake à altura de sua importância.

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Apaixonado por games, filmes, séries, músicas, HQ's e por cachorros. Jogos desafiadores são meus preferidos. Jogo, assisto, ouço, leio e, às vezes, exerço minha profissão de professor.