Bob Weir, guitarrista e cofundador da lendária banda Grateful Dead, faleceu aos 78 anos. A informação foi confirmada por um comunicado oficial publicado em seu perfil no Instagram no sábado (10).
De acordo com a nota, o artista morreu de forma tranquila, cercado por familiares e amigos, após uma luta contra um câncer. A causa final foram complicações relacionadas a problemas pulmonares preexistentes. “Infelizmente, acabou sucumbindo a problemas pulmonares preexistentes”, dizia o texto.
Weir integrou a formação original do grupo – inicialmente batizado de Warlocks – em 1965, em San Francisco, quando tinha apenas 17 anos. Ele se tornou uma peça fundamental na sonoridade do conjunto, símbolo máximo do movimento hippie e do rock psicodélico americano.
Ao lado do também guitarrista e vocalista Jerry Garcia (falecido em 1995), Weir passou três décadas em turnês praticamente ininterruptas com o Grateful Dead. Foi o vocalista principal e coautor de clássicos da banda como “Sugar Magnolia”, “One More Saturday Night” e “Mexicali Blues”.
A trajetória do músico se estendeu muito além do fim da formação clássica do grupo. Nas décadas seguintes, ele seguiu se apresentando com outros projetos, incluindo o Dead and Company. Este último fez uma série de apresentações em julho no Golden Gate Park, em San Francisco, para celebrar os 60 anos do Grateful Dead.
“Por mais de 60 anos, Bobby esteve na estrada”, destacava o comunicado. “Guitarrista, vocalista, contador de histórias e membro fundador do Grateful Dead, Bobby será para sempre uma força orientadora, cuja arte única remodelou a música americana.”
Com o falecimento de Weir, o baterista Bill Kreutzmann torna-se o último membro fundador vivo da formação original. O baixista Phil Lesh, outro cofundador, morreu em 2024, conforme informado no comunicado.
Nascido em San Francisco e criado em Atherton, Weir era o mais jovem da banda e, nos primeiros anos, destacava-se pela aparência mais “limpa” em comparação com os colegas, embora depois tenha adotado uma longa barba, assim como Garcia.
O Grateful Dead e sua base de fãs fiéis, que se autodenominam Deadheads, que costumavam seguir a banda em suas infindáveis turnês, tornaram-se um fenômeno cultural único. Em um discurso no ano passado, quando o grupo recebeu o prêmio MusiCares de Pessoa do Ano do Grammy, Weir resumiu o espírito da jornada: “A longevidade nunca foi uma grande preocupação nossa”.
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