Cinemateca celebra obra de José Rubens Siqueira em retrospectiva inédita
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Cinemateca celebra obra de José Rubens Siqueira em retrospectiva inédita

Mostra exibe 16 filmes do cineasta

Mostra exibe 16 filmes do cineasta

A Cinemateca Brasileira preparou uma homenagem especial ao cineasta José Rubens Siqueira, falecido em fevereiro deste ano. Entre os dias 20 e 23 de março, a instituição apresenta a “Retrospectiva José Rubens Siqueira”, que reúne 16 dos 18 filmes dirigidos pelo artista, muitos deles inéditos há décadas e pouco conhecidos pelo público. Todas as sessões são gratuitas, os ingressos serão distribuídos uma hora antes de cada sessão.

Nascido em Sorocaba em 1945, Zé Rubens, como era carinhosamente chamado, é mais lembrado por sua contribuição ao teatro, onde atuou como dramaturgo, diretor, ator e figurinista. No entanto, sua carreira no cinema, desenvolvida principalmente nas décadas de 1960 e 1970, é um capítulo fundamental da história do audiovisual brasileiro. A mostra inclui desde longas-metragens premiados até curtas de animação que marcaram época, como “Pequena História do Mundo” (1974) e ‘Hamlet” (1975), este último eleito um dos 100 melhores filmes de animação do Brasil pela Associação Brasileira de Críticos de Cinema (Abraccine).

Dentre os destaques da programação estão “Atenção: Perigo” (1967), que marca a primeira aparição de Sônia Braga no cinema, e “Amor e Medo” (1974), protagonizado por Irene Stefânia e José Wilker, aclamado por críticos como José Carlos Avellar e Carlos Reichenbach. Outro filme emblemático é “Clepsusana” (1969), parte do coletivo “Em cada coração um punhal”, considerado um clássico do cinema marginal paulista.

A retrospectiva também celebra a versatilidade de Zé Rubens, que, após um período de exílio em Londres durante a Ditadura Militar, retornou ao Brasil e se dedicou à animação. Seus curtas-metragens, exibidos no programa “Lanterna Mágica” da TV Cultura, são verdadeiras joias do gênero. Um exemplo é “Sonho de Glória’ (1975), criado a pedido de Elis Regina para sua turnê “Falso Brilhante”.

Além das exibições, a mostra contará com um debate mediado pelo cineasta Fernando Severo, amigo de longa data de Zé e responsável por idealizar o projeto de restauro e digitalização de sua obra. A abertura da retrospectiva, no dia 20 de março, às 18h30, será marcada por um brinde em homenagem à vida e ao legado de Zé Rubens. Confira a programação completa aqui.

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Resultado de uma experiência alquímica que envolvia gibis, discos e um projetor valvulado. Editor-chefe, crítico, roteirista, nortista e traficante cultural.