Jujutsu Kaisen crítica episódios 48 e 49

Crítica | Jujutsu Kaisen – Episódios 48 e 49: Um retorno sombrio e empolgante

Estreia da terceira temporada nos dá boa amostra do que pode vir a ser o Jogo do Abate

Estreia da terceira temporada nos dá boa amostra do que pode vir a ser o Jogo do Abate

A tão aguardada estreia da terceira temporada de Jujutsu Kaisen, intitulada como Culling Game (em português, “Jogo do Abate”), chegou oficialmente na quinta-feira (8) com dois episódios responsáveis pela transição dos acontecimentos em Tokyo na última fase do anime e o que veremos na nova temporada.

Um battle royale amaldiçoado

Trazendo um tom ainda mais sombrio à obra, os primeiros episódios nos mostram Itadori, junto de Choso, seu irmão mais velho – mesmo que o parentesco ainda seja um tema confuso para o protagonista – fazendo a limpa em maldições que aterrorizam o que sobrou de Tóquio após os acontecimentos sombrios em Shibuya na última temporada.

Essa janela inicial da temporada, além de valorizar o estrago passado, também nos mostra o amadurecimento forçado de Itadori, visivelmente mais poderoso e focado. Pouco depois, somos então presenteados com um verdadeiro “battle royale amaldiçoado” quando Naoya Zenin e Yuta chegam na região para confrontar Itadori – proporcionando o aguardado encontro entre os dois personagens centrais da trama de Jujutsu até aqui.

Assim, temos duas lutas responsáveis não só por nos aquecer e dar um gostinho do que está por vir, como também deixar claro que as animações de batalha, ao menos inicialmente, seguem frenéticas e épicas, com coreografias exageradamente brutais, do jeito que aprendemos a gostar. É uma belíssima e empolgante amostra do que devemos acompanhar durante o arco do Jogo do Abate.

Mais tarde, descobrimos que Yuta estava ali, na verdade, para avisar e proteger Itadori, fazendo uma espécie de “teatro mortal” para convencer Naoya que seu desejo era matar o receptáculo de Sukuna. Assim, além de sabermos das verdadeiras intenções do também pupilo de Satoru Gojo, vimos a disparidade de poder entre ele e Itadori.

O luto e a culpa de Itadori

Tanto nos diálogos antes do confronto com Yuta quanto após a chegada de Megumi, já no fim do episódio, é evidente a culpa e o luto indireto carregado por Itadori pelas milhares de vidas ceifadas por Sukuna na última temporada, além do estrago causado pelos vilões em Shibuya – resultando assim na morte de aliados como Nobara e Nanami, além do selamento de seu sensei.

Com feições bem animadas e diálogos curtos, porém certeiros, Itadori nos convence de sua dor e, ao contrário do que pensa, foge de enfrentar a realidade sob o pretexto da penitência aplicada por ele mesmo de diminuir o estrago causado em Tóquio – o que é praticamente enxugar gelo.

Jujutsu Kaisen entrelaça bem vínculos e emoções

As emoções, inclusive, são muito bem tratadas, mesmo que rapidamente, por Jujutsu desde sua primeira temporada. Agora, dados os acontecimentos traumáticos recentes – e os que estão muito provavelmente por vir – a capacidade de desenvolver bem esses sentimentos torna-se ainda mais necessária, o que ocorre com sucesso nos dois primeiros episódios, assim como o feito de dar profundidade aos laços desenvolvidos entre os personagens.

Sem explicações demoradas – não me venham com fillers intermináveis como em Naruto -, Jujutsu Kaisen nos convence das relações e intenções de cada personagem importante, desde os já conhecidosdos Itadori, Megumi e Choso até os recém apresentados oficialmente irmãos Zenin, onde já podemos traçar características marcantes o suficiente para decidirmos gostar ou não de cada um – pode soar um pouco forçado e corrido as vezes, mas ao meu ver, é uma escolha narrativa necessária para que não seja maçante de acompanharmos.

Abertura e encerramento

Encerro a análise passando rapidamente pelas músicas temas que irão embalar inicialmente esta temporada. Jujutsu nos entrega mais uma obra de arte visual em sua abertura – AIZO não é uma canção tão marcante quando as anteriores, mas ainda é excelente, principalmente acompanhada de ilustrações nos deixam empolgados e curiosos para conhecer cada novo personagem e desafio.

Já o encerramento, Yoake no Uta, apesar de bastante significativo e muito bem ilustrado, não foge do que estamos acostumados em animes shonen: bonito e melancólico – ao menos comigo, é raro ocorrer de gostar muito de um ending, como foi com a divertidíssima Lost in Paradise na primeira temporada.

Jujutsu Kaisen retorna com seu episódio 50 na próxima quinta-feira (15). Não deixe de acompanhar esta aventura junto de nossas impressões dessa nova fase do anime durante as próximas semanas!

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Colaborador do Conecta Geek desde 2024, nasci no estado do Rio de Janeiro e alinho minhas maiores paixões à minha vocação através da produção de conteúdo. Entre as minhas áreas de maior domínio e experiência profissional estão o o universo geek, o automobilismo e os esportes em geral, principalmente o futebol. Certificado como Jornalista Digital e Social Media pela Academia do Jornalista, contribui no passado como Editor-chefe nos portais R7 Lorena e iG In Magazine e fui Colaborador do portal esportivo Torcedores.