protagonista é problemático
Foto: reprodução/cnn brasil

Johnny Depp irá adaptar o clássico da literatura ‘O Mestre e a Margarida’ para o cinema

Livro de Mikhail Bulgakov nunca ganhou uma versão cinematográfica em inglês

Livro de Mikhail Bulgakov nunca ganhou uma versão cinematográfica em inglês

O Mestre e a Margarida, grande clássico da literatura do século XX, finalmente irá ganhar uma adaptação cinematográfica em inglês graças a Johnny Depp. O ator se uniu aos produtores Svetlana Dali e Grace Loh, que se dizem os detentores dos direitos da obra escrita por Mikhail Bulgakov (1891-1940), para levá-la às telas. É provável que ele também estrele o filme que ainda não tem um diretor confirmado.

A história foi publicada quando o autor já havia morrido, e com vários capítulos censurados, entre 1966 e 1967 na revista Moscow. Posteriormente, a história foi lançada em livro por uma editora parisiense, e se tornou mais conhecida ao redor do mundo. Mick Jagger, por exemplo, leu o livro nesta época e ficou inspirado o bastante. O músico compôs “Sympathy For The Devil“, um dos grandes clássicos dos Rolling Stones, logo após a leitura.

O Mestre e a Margarida une sátira, crítica social e fantasia ao mostrar o diabo, disfarçado como o Professor Woland, chegando na União Soviética, um estado oficialmente ateu.

Adaptação russa de sucesso do livro não chegou aos EUA

Pôster da adaptação russa do livro divulgação

Recentemente, uma versão para o cinema do livro esteve envolvida em uma grande polêmica. No ano passado, o romance ganhou uma adaptação para as telonas feita pelo russo Michael Lockshin. O longa, que estava pronto desde 2021, se tornou um blockbuster no país e recebeu críticas positivas em casa e nos países europeus onde foi lançado. Ao mesmo tempo, ele também incomodou as autoridades locais que tentaram banir o filme.

Esta versão não chegou ao mercado americano porque Dali e Loh se dizem os donos exclusivos dos direitos de adaptação do livro. Os dois conseguiram bloquear sua exibição nos países de língua inglesa. Lockskin disse que a obra estava em domínio público e que os produtores não tinham como provar serem os legítimos donos dos direitos do romance. Até o momento, o filme não chegou aos cinemas dos Estados Unidos.

Leia mais: