O escritor Luis Fernando Verissimo morreu na madrugada deste sábado (30), aos 88 anos, em Porto Alegre (RS). Ele estava internado no Hospital Moinhos de Vento para tratamento de uma pneumonia e faleceu às 0h40. Filho do também escritor Érico Verissimo, publicou mais de 60 livros e se consolidou como um dos autores mais populares do país.
Nascido em 26 de setembro de 1936 na capital gaúcha, Verissimo iniciou sua trajetória literária em 1973 com o livro “O Popular: crônicas, ou coisa parecida”. A partir dali, sua produção se tornou vasta, transitando entre crônicas, contos, romances e sátiras. Obras como “A Mesa Voadora” (1982), “O Jardim do Diabo” (1988), “As Mentiras que os Homens Contam” (2000) e “Comédias para Se Ler na Escola” (2001) se tornaram sucessos de público e mantiveram sua popularidade em alta ao longo de décadas.
O humor sempre foi uma marca em sua escrita. Personagens como Ed Mort, o atrapalhado detetive que trabalha em Copacabana ao lado de “117 baratas e um rato albino chamado Voltaire”, levaram o estilo policial para a comédia. O personagem ganhou versões em quadrinhos, teatro, televisão e cinema, sendo interpretado por nomes como Luiz Fernando Guimarães, Paulo Betti e Fernando Caruso.
Outro destaque em sua obra é “O Clube dos Anjos” (1998), publicado pela Alfaguara. O romance narra os encontros de um grupo de amigos que se reúnem para jantares regados a vinho e boa comida, até que um misterioso chef dá início a uma série de mortes inesperadas. Considerado um dos trabalhos mais sólidos do autor, o livro foi adaptado para o cinema em 2020.
Verissimo deixa a esposa, Lúcia Helena Massa, e três filhos: Fernanda, Mariana e Pedro Verissimo. Com mais de 80 obras publicadas ao longo da carreira, seu legado literário permanece vivo pela combinação de humor ácido, crítica social e linguagem acessível que conquistaram diferentes gerações de leitores.
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