Preview | My Hero Academia: All’s Justice traz o encerramento de uma obra em forma de jogo

A convite da Bandai Namco, tivemos a oportunidade de testar antecipadamente o novo jogo baseado no anime “Boku no Hero Academia”, conhecido no Ocidente como My Hero Academia. Neste preview de My Hero Academia: All’s Justice comento minhas impressões iniciais sobre o sistema de combate e alguns dos modos de jogo que estavam disponíveis durante a sessão.

Plus Ultra!

A jogabilidade gira fortemente em torno do trio de personagens escolhido para a luta. É possível alternar livremente entre eles após um curto tempo de espera, o que deixa o combate mais cadenciado e exige decisões constantes durante as batalhas. Essa troca dinâmica dá ao jogo um ritmo próprio e faz com que cada confronto peça atenção ao posicionamento e ao momento certo de agir.

Os personagens acumulam duas barras de energia distintas. A primeira é a Rising, preenchida conforme atacamos ou recebemos dano do adversário. Ao completá-la, podemos ativar um estado temporário que concede um aumento de força, mudando o ritmo da luta por alguns instantes. Já a segunda barra é a Plus Ultra, responsável pelos ataques especiais.

Dependendo da quantidade de energia acumulada, é possível executar até três golpes especiais em sequência. Quando usamos mais de um especial, o jogo permite escolher qual personagem do grupo realizará o ataque seguinte, realizando a troca automaticamente ao final da ação.

Reprodução: Bandai Namc0

Nas primeiras partidas, confesso que tive certa dificuldade de adaptação. As mecânicas diferem um pouco de outros jogos de anime aos quais eu já estava acostumado. Um exemplo simples é o botão de impulso rápido: normalmente, eu estava habituado a pressionar repetidamente o X para correr, porém, aqui ele serve apenas para o pulo. Esse estranhamento inicial também apareceu na hora de atacar os inimigos, já que tive dificuldade em acertar o tempo correto dos golpes, mesmo com o auxílio dos combos automáticos. Com o passar do tempo, ficou claro que o jogo recompensa mais o planejamento e a leitura do combate do que a execução de longas sequências de ataques, e a partir daí o gameplay começou a fluir de forma mais natural.

Testamos alguns modos de jogo

Durante a sessão, tivemos acesso a quatro modos de jogo. O primeiro deles é o modo história, que apresenta diversas cutscenes responsáveis por recontar eventos do anime, com foco maior na temporada final lançada recentemente.

Foi possível jogar a luta do Bakugo contra o All For One, o que já dá uma boa noção de como as batalhas da campanha irão funcionar. Nesse modo, também tivemos contato com cenas criadas para recriar momentos marcantes do anime.

Há dois tipos de animação: algumas utilizam imagens estáticas com maior movimentação, quase como uma animação parcial, enquanto outras apostam em cenas totalmente em 3D. Para quem acompanhou o anime, esse modo tende a funcionar muito bem como uma extensão da obra original.

Reprodução: Bandai Namc0

O segundo modo apresentado foi o Team Up Mission. Nele, escolhemos três personagens para enfrentar diferentes tipos de missões espalhadas por uma cidade de pequeno porte. As atividades variam bastante, indo desde lutas diretas nas ruas até desafios de corrida contra o tempo e caças a alvos específicos, nas quais é preciso derrotar o inimigo o mais rápido possível. Além das missões principais, o cenário permite interação com lojas de conveniência e farmácias, onde é possível se curar ou obter alguma vantagem antes de iniciar um confronto.

Reprodução: Bandai Namc0

Outro modo disponível foi o Hero’s Diary. Aqui, jogamos com personagens da escola em missões próprias, sendo três desafios distintos para cada um. Os objetivos variam de acordo com quem está sendo controlado, e as histórias apresentadas não fazem parte de nenhuma obra oficial. Funcionam como episódios extras, quase como fillers, que ajudam a expandir um pouco mais o universo e os personagens.

Por fim, o modo batalha é aquele que provavelmente concentrará mais tempo dos jogadores. Trata-se do clássico modo de luta direta, comum em jogos do gênero. Nele, escolhemos três personagens, uma entre oito arenas inspiradas na obra e partimos para o combate contra a máquina ou outro jogador controlado pela CPU. As opções de personalização são simples, limitando-se ao tempo da luta e ao nível de dificuldade. Em contrapartida, a seleção de personagens chama atenção pelo tamanho, reunindo a maioria dos alunos da U.A., os principais vilões e heróis já conhecidos, como All Might e Endeavor.

Uma boa impressão

My Hero Academia: All Justice me deixou uma impressão bastante positiva. Ele apresenta os elementos esperados de um jogo de luta baseado em anime, mas acerta onde realmente importa para esse tipo de proposta: no gameplay. O foco em estratégia, aliado a um sistema acessível, faz dele uma boa opção para fãs da série que buscam um jogo de luta menos competitivo e mais voltado para partidas descontraídas, seja entre amigos ou em reuniões de família.

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