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Novo alvo dos brasileiros? Diretor de Sirât critica ‘ultranacionalismo’ no Oscar com ‘O Agente Secreto’ e gera revolta nas redes

O diretor franco-espanhol Oliver Laxe, que disputa o Oscar 2026 de Melhor Filme Internacional com Sirāt, provocou forte repercussão negativa no Brasil após fazer comentários considerados ofensivos sobre os membros brasileiros da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas. O longa concorre diretamente com O Agente Secreto, de Kleber Mendonça Filho, um dos filmes nacionais mais elogiados do ano.

Durante participação no talk show espanhol La Revuelta, exibido pela TVE, Laxe afirmou que os brasileiros que integram o corpo votante do Oscar seriam “ultranacionalistas” e que votariam em qualquer produção do país, independentemente da qualidade:

Há muitos brasileiros na Academia e nós os adoramos, mas eles são ultranacionalistas. Acho que, se os brasileiros inscrevessem um sapato no Oscar, todos votariam nele.

Apesar de, na sequência, elogiar Kleber Mendonça Filho e afirmar que O Agente Secreto é um filme “brilhante”, a fala já havia causado forte reação negativa. Nas redes sociais, cinéfilos, jornalistas e profissionais do audiovisual classificaram o comentário como desrespeitoso e reducionista, destacando que a declaração ignora tanto a diversidade do corpo votante quanto o funcionamento real do processo da Academia.

Atualmente, cerca de 70 brasileiros integram a Academia, número considerado pequeno diante dos mais de 10 mil membros espalhados pelo mundo. Para muitos críticos, o comentário reforça estereótipos e desconsidera o histórico de votações, que frequentemente premia produções internacionais mesmo quando há filmes nacionais concorrendo. Veja alguns tweets brasileiros sobre o caso abaixo:

Sobre Oliver Laxe e Sirât

Nascido na França em 1982 e filho de galegos, Oliver Laxe retornou ainda criança para a Galícia, na Espanha, onde construiu sua formação artística. Formado em comunicação audiovisual, o diretor chamou atenção desde seus primeiros trabalhos por uma abordagem sensorial e autoral.

Seu primeiro longa, Vocês Todos São Capitães, venceu prêmios no Festival de Cannes em 2010. Desde então, consolidou seu nome com títulos como Mimosas (2016) e O Que Arde (2019), ambos amplamente reconhecidos em festivais internacionais e também exibidos na Mostra Internacional de Cinema de São Paulo.

Além de diretor, Laxe já atuou como roteirista e ator. Mesmo com uma filmografia relativamente curta, é visto como um dos nomes mais relevantes do cinema autoral europeu contemporâneo, agora envolvido em uma controvérsia que colocou seu nome no centro do debate internacional.

Sirāt, vencedor em Cannes, acompanha a jornada de um pai e um filho em busca da filha desaparecida durante uma rave no deserto do Marrocos. O filme tem estreia prevista nos cinemas brasileiros para o dia 26 de fevereiro e chega embalado por elogios da crítica internacional, mas agora também cercado por uma polêmica que deve afetar a bilheteria por aqui.

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Colaborador do Conecta Geek desde 2024, nasci no estado do Rio de Janeiro e alinho minhas maiores paixões à minha vocação através da produção de conteúdo. Entre as minhas áreas de maior domínio e experiência profissional estão o o universo geek, o automobilismo e os esportes em geral, principalmente o futebol. Certificado como Jornalista Digital e Social Media pela Academia do Jornalista, contribui no passado como Editor-chefe nos portais R7 Lorena e iG In Magazine e fui Colaborador do portal esportivo Torcedores.