Um novo jogo indie Soulslike surge, buscando um espaço em meio a esse gênero tão explorado. A desenvolvedora Finish Line Games mesma de outros jogos como Skully e Maize, vem com a sua própria abordagem do estilo para competir com outros do gênero como Thymesia e Mortal Shell, veremos se o resultado desse trabalho a seguir.
O jogo tem duas dificuldades para se escolher, Herói e Mestre. As descrições são bem claras, a dificuldade herói será para aproveitar o jogo, conhecer e explorar o mundo de Yob e descobrir os seus mistérios, assim para entender o que aconteceu até chegar no seu final, em dificuldades e desafios não é o foco dessa dificuldade, morrer será algo raro aqui.
A dificuldade Mestre é o desafio, onde a dificuldade vai surgir, a Zoe aguenta menos golpes, morre com mais facilidade, os inimigos tem mais barra de vida, tem mais resistência e aguentam melhor o combate, aqui lutar bem, usar as habilidades, o parry e melhorar o equipamento, armadura e armas.

Uma jornada no mundo de Yob
Começamos o jogo na estação espacial no planeta de Yob, controlamos a Zoe uma jovem de personalidade forte e de poucos sorrisos. Ela desperta ao som de uma explosão e parte em busca de descobrir o que está acontecendo, vemos uma estação destruída e com vários robôs mortos. Ela acaba sendo atacada por robôs violentos, separada do seu pai e acaba presa em um sono criogênico por 20 anos, depois de tanto tempo quais mudanças terão acontecido?
A Zoe é resgatada por Doug, um robô que não está violento que explica um pouco o que ocorreu. Naquela noite as coisas mudaram, os robôs ficaram diferentes, chamam de A Noite da Queda, descobrir o que ocorreu e o motivo de levarem o seu pai, onde ele está depois de 20 anos, tudo faz parte do jogo.
No jogo as inspirações dos jogos Soulslike surgem mais forte, a historia é contada pelos personagens que encontramos ao longo da jornada, eles têm uma historia a contar, ajudar eles garantem boas recompensas, ler documentos e a descrição dos itens enriquecem o mundo do jogo e dá mais vida ao desolado mundo de Yob.

Combate simples que funciona e o M.I.T.T
A gameplay tem tudo o que estamos acostumados no estilo, armas e roupas, ataques fracos e fortes, esquivas, parry, além do diferencial do jogo o M.I.T.T. que permite usar ataques especiais, fazendo o diferencial do jogo com três técnicas diferentes lembrando a brincadeira de Pedra, Papel e Tesoura, no jogo são chamados de módulos Destruidor com um soco poderoso que quebra a defesa dos inimigos, atordoa e pode derrubar se for carregado, o módulo detonador que dispara um tiro de energia que ao carregar gera uma explosão, ótimo para derrotar vários inimigos e o por fim o modelo explosivo que funciona como um parry mas difícil de usar, o seu golpe carregado gera uma explosão ao redor da personagem.

As armas e roupas são outra coisa que própria do jogo, tem armas de uma mão mais leves, com golpes rápidos e que consomem menos vigor e as armas pesadas que causam mais dano, mas são mais devagar, consomem mais vigor e conseguem desequilibrar os inimigos com mais facilidade. Elas têm move sets diferentes e trocar de uma para outra vai gerar uma estranheza por conta dos golpes diferentes, as armas pesadas são as melhores só para deixar claro.
As roupas vão aumentar a defesa, saúde, vigor, velocidade de ataque e escudos de defesa da personagem; esses escudos são usados ao bloquear os golpes inimigos e quando a Zoe não tem eles, ela não consegue defender os golpes inimigos e sofre dano.

A música do jogo é bem presente durante os combates, encontro com inimigos e ao enfrentar os chefes, bem elétrica e empolgante, ajuda a saber se o inimigo lhe identificou e começou o combate e quando todos os inimigos são derrotados ela acaba.
O jogo possui todo um sistema de coleta de materiais, itens e créditos que é o dinheiro do jogo, usado para comprar diversos itens, barras de vida, armas, armaduras e materiais para melhorar todo o equipamento, das armas até a armadura, o M.I.T.T.T pode ser melhorado ao derrotar inimigos fortes, os chefes do jogo e entregando ao robô engenheiro na casa do Doug, ele também conserta o seu fiel amigo o Plhite que será crucial para a aventura.

Os inimigos e chefes são uma boa surpresa no inicio, mas depois da metade do jogo são familiares. O jogo possui uma pequena variação de inimigos, os seus tipos são modificados para fazerem os chefes, faz sentindo que uma gangue tenha os seus membros do mesmo estilo, mas de novo o padrão se repete muito, mesmo o jogo colocando uma variação ao chefe, não empolga. Os dois últimos chefes do jogo são bem legais de verdade, a luta contra eles, o cenário, a música, é bem-feito.

Robôs à meia noite
A aventura começa de manhã ao explorar o mapa e enfrentar inimigos, mas as coisas mudam quando o tempo passa e a noite chega. O céu escurece, raios cortam o céu, o vento fica mais forte como o preludio de uma tempestade, e aqui a ameaça aumenta, os robôs entram em frenesi, ficam mais agressivos, mais rápidos, e os seus olhos ficam vermelhos criando um clima bem ameaçador ao jogo.

O choque inicial é ótimo, mas com o tempo o jogador vai aprender a lidar com essa ameaça também, a noite cria o inconveniente de não poder utilizar a viagem rápida entre as fogueiras, podendo fazer isso apenas durante o dia.
O mapa é bonito com as suas paisagens, acampamentos, colinas, fabricas e outras instalações. Claro limitado aos gráficos do jogo, que não são ultrarrealistas, mas são agradáveis aos olhos, transmite a estética muito bem e todo o estilo do jogo.

Conclusão
Mais uma experiencia no estilo souls like, não inova o gênero e nem se arrisca muito, faz o simples e pronto. Apresenta qualidades e erros, talvez não fique na memoria em meio a tantos jogos lançamentos, mas é possível se divertir. Quem mergulhar nessa aventura saíra satisfeito, jogará um jogo divertido, sem tirar e nem por nada.
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