Com o lançamento do jogo principal em maio de 2025, a FromSoftware em parceria com a Bandai Namco trouxe o DLC The Forsaken Hollows para que o jogo consiga manter a sua player base ativa e que o jogo não caia no esquecimento, afinal é disso que jogos deste tipo vivem, de conteúdo adicionais pós -lançamento.
Mas fica a pergunta: vale a pena retornar para essa expansão ou o jogo já viveu seu auge e não vale o retorno? Bom, é isso que vamos nesta review de The Forsaken Hollows, vem conferir.
Este review da DLC de Elden Ring Nightreign, The Forsaken Hollows, foi feita na versão de PlayStation 5 base com um código cedido pela Banda Namco.

Novas classes trazem variedade, mas com ressalvas
O Estudioso
O Estudioso é focado em suporte e debuff, uma proposta interessante, mas que nem sempre se encaixa bem na dinâmica do jogo. Suas habilidades reduzem ataque e defesa dos inimigos, enquanto a habilidade suprema amplia o dano recebido por eles.

Além disso, sua habilidade passiva permite aprimorar itens. Quanto mais itens utilizados, maior o potencial do personagem — especialmente quando combinado com runas que estendem os efeitos para aliados.

Por outro lado, o Estudioso apresenta atributos ofensivos e defensivos limitados. Isso exige uma abordagem mais estratégica para se manter vivo durante as partidas.

Sepultadora é o grande destaque da expansão
Já a Sepultadora se destaca como a melhor adição do DLC. Voltado para o ataque, o personagem possui uma habilidade suprema extremamente eficiente. Seu diferencial está na mecânica que permite reutilizar a habilidade sem custo após um aliado ativar a própria ultimate.

Na prática, isso abre espaço para combinações muito fortes em equipe. Em grupos coordenados, o potencial ofensivo cresce de forma significativa.
Apesar de também ter defesa e HP reduzidos, o equilíbrio entre risco e dano faz da Sepultadora uma escolha bastante eficiente.

Novo mapa possui uma dificuldade elevada
O novo mapa, chamado Subterrâneo, apresenta uma ambientação marcada por cristais gigantes e inimigos mais agressivos. A estrutura lembra áreas subterrâneas vistas no Elden Ring original, com diversos pontos de queda e caminhos que exigem atenção constante.

No centro da região, há um cristal que pode ser destruído para liberar energia extra. Essa mecânica incentiva movimentação quase ininterrupta, principalmente pelas áreas periféricas do mapa.
Além disso, alguns efeitos tornam a exploração ainda mais desafiadora, como: Tempestades de fogo que drenam HP; redução de velocidade; maldições que diminuem o HP máximo
O resultado é um mapa mais exigente, voltado principalmente para jogadores experientes, portanto não vá lá sem estar preparado.
Falta de armas
Apesar das novidades em classes, mapa e chefes, a ausência de armas inéditas impacta negativamente a experiência. As poucas adições existentes são variações de equipamentos já conhecidos, sem mudanças relevantes. Também há uma ausência notável de novas magias e invocações.
Considerando que o arsenal sempre foi um dos pilares da experiência em Elden Ring, essa limitação reduz o incentivo para exploração e foi decepcionante pra mim.

Problemas de cooperação continuam
O DLC também não resolve questões já presentes no jogo base, especialmente na comunicação entre jogadores.
A ausência de ferramentas mais claras de liderança — como um sistema de marcação mais estruturado — pode gerar partidas desorganizadas. Em alguns casos, isso leva até ao abandono de sessões e desistência do título. Um sistema de líder e seguidor poderia ter melhorado significativamente essa dinâmica.
Considerações finais
Finalizo esta review de The Forsaken Hollows dizendo que ele entrega boas ideias, especialmente nas novas classes e no aumento de desafio do mapa. Por outro lado, a falta de armas inéditas e a ausência de melhorias na experiência cooperativa limitam o impacto da expansão.
Jogadores mais dedicados devem encontrar aqui um bom motivo para retornar. Já quem busca novidades mais consistentes, como eu, talvez prefira esperar por uma promoção ou por mais atualizações com conteúdos adicionais.
Mas, foi um bom retorno, Nightreign quando é jogado do jeito certo, é muito divertido.
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