Desde a primeira vez que ouvi falar em Syberia, fiquei curioso para saber do que se tratava o jogo. Infelizmente, em outros momentos não tive a oportunidade de jogar, mas tudo mudou com a chegada de Syberia Remastered, onde aproveitei para finalmente conhecer o jogo e trazer essa review.
Originalmente lançado em 2002, Syberia segue Kate Walker, uma advogada que está responsável pela conclusão da venda da fábrica Voralberg. A fábrica pertence à Anna Voralberg e seu principal “produto” são autômatos, de variados tipos e modelos.
Para concluir a venda, Kate viaja até Valadilène, uma pequena cidade fictícia na França, onde está localizada a fábrica, para coletar a assinatura de Anna. Ao chegar lá, Kate descobre que Anna faleceu e deixou uma carta ao seu advogado informando que a herança da fábrica passaria ao seu irmão mais novo, Hans Voralberg.
Entretanto, Hans havia sido dado como morto há vários anos, mas na carta de Anna ela explica que Hans sempre esteve vivo e foi a mente por trás dos autômatos. Agora cabe a Kate localizar Hans e pegar sua assinatura para concluir a venda, e a única pista é que Hans está em algum lugar da Syberia.

Início confuso, mas gradualmente se encaixa
Admito que logo no começo estava inicialmente achando o jogo confuso e sem muitas explicações. Porém, à medida que a narrativa de Kate avança, tudo começa despertar mais curiosidade para entender o que aconteceu com Hans.
Kate conta com a ajuda de Oscar, um autômato que se torna seu único amigo na história por boa parte dela. Apesar dos momentos que Oscar é irritante, ele se mostra um parceiro importante e sempre dá dicas relevantes nas missões.
Apesar de termos vários outros personagens no caminho, como Momo, Félix e Helena, senti que por ser um jogo relativamente curto, não são bem aproveitados. Syberia pode ser finalizado em cerca de 6 a 7 horas, mesmo em uma primeira jogada.
O jogo conta com diversos puzzles, onde muitos deles você tem que explorar e ir no modo “adivinhação”, mas todos são extremamente fáceis. Provavelmente você perderá mais tempo explorando para achar o item obrigatório para avançar na história que estar resolvendo o puzzle diretamente.

Uma remasterização que deixa a desejar
Tecnicamente essa não é a primeira versão relançada de Syberia, uma vez que no PlayStation 3 o jogo foi relançado em uma coletânea que incluía o segundo título. Porém, essa versão se vendeu como uma remasterização cheia de atualizações comparado ao original.
Infelizmente aqui o jogo peca muito em como envelheceu mal. Os controles são travados, a câmera fixa ao estilo Resident Evil clássico mais atrapalha do que te ajuda, além de bugs constantes com Kate atravessando paredes, escadas, etc.
Outro problema que me incomodou durante todo o jogo foi as cutscenes de Syberia, dos quais não receberam uma melhoria como o restante do jogo, que sim, está bem mais bonito que o de 2002. Ou seja, na transição para as cutscenes a tela fica em formato 4:3 e claramente apenas um recorte da versão original, até mesmo as cenas toscas da época.
Syberia Remastered também não conta com legendas em português, outro fator decepcionante quando poderiam ter trazido suporte ao mercado brasileiro e conquistado mais jogadores a conhecer a saga. A falta de localização faz com que seja cansativo para quem não tem conhecimento do inglês ou pelo menos arranhe um espanhol, uma vez que muitos detalhes são contados via documentos de texto.
Para finalizar, entre os pontos negativos de Syberia, a trilha sonora é outro problema que se tornou tão irritante fazendo eu desativá-la. Apesar de muito boa, composta por Inon Zur, responsável por trilhas de Fallout, Starfield, Dragon Age e entre outros, os sons sobrepõem os diálogos. A trilha ainda se torna muito repetitiva e em diversos momentos não se encaixa no que está acontecendo em jogo, ficando desconexa.

Syberia Remastered vale a pena?
Para essa pergunta logo tenho que começar dizendo que não, Syberia Remastered não vale a pena neste momento. O jogo foi lançado custando R$ 169,90 e apesar de trazer gráficos melhorados, há falhas que deixam a experiência frustrante, bem como a falta de localização.
Além disso, como citado na review, o trabalho com as cutscenes sendo recortes do original soa incompleto e às pressas, fazendo com que seja ainda mais decepcionante o potencial que poderia ter essa versão remasterizada. Portanto, espere uma boa promoção ou que o jogo surja no catálogo de algum serviço de assinatura.
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