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Review | Digimon Story Time Stranger no Nintendo Switch 2 é a forma definitiva de jogar

Após o lançamento para PlayStation 5, Xbox Series X|S e PC, chegou a vez de Digimon Story Time Stranger estrear nos consoles da Nintendo. Eu estava bastante curioso para descobrir como seria essa adaptação, principalmente por enxergar o modo portátil como a forma ideal de aproveitar um JRPG desse porte.

Vale destacar que este texto traz apenas as minhas impressões sobre a versão para Nintendo Switch 2. Caso queira conhecer mais detalhes sobre a história, o sistema de batalha e as mecânicas do jogo, recomendo conferir o nosso review da versão de PlayStation 5.

O que tivemos de melhoria?

A primeira boa surpresa está logo na inicialização. Um dos pontos mais criticados no lançamento original era a ausência de opções gráficas, algo que foi corrigido aqui com a inclusão dos modos Qualidade e Desempenho.

O modo Qualidade prioriza a resolução e os efeitos visuais, funcionando a 30 quadros por segundo. Além da imagem mais nítida, é nele que o HDR está disponível, deixando as cores mais vivas e valorizando os cenários. Durante os testes, a estabilidade foi boa e apresentou apenas pequenas oscilações pontuais, sem comprometer a experiência.

Ainda assim, foi no modo Desempenho que encontrei a melhor forma de jogar. A resolução sofre uma pequena redução, mas nada que chame muita atenção, principalmente na tela do Switch 2. Em compensação, a fluidez melhora bastante, mantendo uma taxa de quadros consistente na maior parte do tempo. Existem quedas ocasionais em áreas mais movimentadas, porém são rápidas e dificilmente atrapalham a exploração ou as batalhas.

Outro aspecto que me chamou bastante a atenção foram os tempos de carregamento. Ao abrir o jogo e carregar um save, em poucos segundos eu já estava novamente no controle do personagem. As transições entre mapas também acontecem de forma muito rápida, algo importante em um JRPG que exige viagens constantes entre diferentes áreas. Isso ajuda a manter um bom ritmo durante toda a campanha e reduz bastante o tempo gasto esperando telas de carregamento.

A forma definitiva de jogar

Como acontece com praticamente todos os grandes lançamentos do Nintendo Switch 2, o grande diferencial desta versão é poder levar a aventura para qualquer lugar. Para mim, esse tipo de jogo combina perfeitamente com o modo portátil, seja para sessões mais curtas ou para longas horas de exploração.

A tela do console também faz sua parte. O suporte ao VRR ajuda a suavizar pequenas oscilações de desempenho, tornando as quedas de quadros muito menos perceptíveis durante a jogatina. Na prática, apenas os jogadores mais atentos provavelmente notarão esses momentos.

Por outro lado, senti falta de um melhor aproveitamento dos recursos exclusivos do Switch 2. A tela sensível ao toque não possui qualquer função, mesmo sendo uma ótima oportunidade para facilitar a navegação pelos menus e o gerenciamento dos Digimon. O recurso de mouse também não foi utilizado, embora, nesse caso, eu realmente não tenha sentido falta, já que não encontrei nenhuma situação em que ele fizesse diferença.

Vale a pena?

No fim das contas, Digimon Story Time Stranger chega ao Nintendo Switch 2 como uma ótima opção para quem quer explorar o universo de Digimon com a liberdade de jogar tanto na TV quanto no modo portátil. A adição do modo Desempenho faz toda a diferença e entrega uma experiência muito mais agradável, tornando esta uma excelente porta de entrada para novos jogadores e uma versão que certamente também vai agradar aos fãs da franquia.

Agradecimento a Bandai Namco por nos fornecer uma cópia para review.

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