O quadrinista brasileiro Carlos Edgard Herrero morreu no último sábado, 3 de outubro, em São Paulo, aos 82 anos. Reconhecido por seu trabalho com personagens da Disney, o desenhista e roteirista produziu mais de 4 mil páginas ao longo de quase seis décadas de carreira, contribuindo para a história dos quadrinhos no Brasil.
Herrero recebeu o título de Mestre do Quadrinho Nacional no 31º Troféu Angelo Agostini, em 2015. Dois anos depois, também foi homenageado durante a CCXP, um dos principais eventos de cultura pop do país.
Nascido em São Paulo em 2 de agosto de 1944, o artista estudou na Escola de Belas Artes. Sua trajetória nos quadrinhos começou em 1964, quando trabalhou com Mauricio de Sousa e participou de produções de suspense, terror, ficção científica e faroeste.
Artista marcou gerações de leitores da Disney
Herrero estreou nas revistas Disney em 1969, com a história Ao Pé da Letra, estrelada pelo Pato Donald. A partir daí, trabalhou com diversos personagens conhecidos, incluindo Zé Carioca, Tio Patinhas, Peninha, Professor Pardal e os Irmãos Metralha.
O artista também ajudou a dar vida a personagens e identidades alternativas ligados ao universo de Peninha, como Morcego Vermelho e Pena Kid. Na época, o Brasil tinha uma produção expressiva de quadrinhos Disney, com artistas que frequentemente não recebiam crédito individual nas publicações.
Entre 1972 e 1974, Herrero desenhou dezenas de histórias da Disney destinadas ao mercado internacional. Seu trabalho ajudou a consolidar a participação brasileira na produção de quadrinhos licenciados da companhia.
Após deixar a editora Abril, o desenhista abriu um estúdio próprio voltado à ilustração publicitária. Mesmo assim, continuou trabalhando com arte e ilustração nas décadas seguintes, incluindo livros infantis e publicações na internet.
A trajetória de Carlos Edgard Herrero deixa uma contribuição importante para os quadrinhos brasileiros e para as histórias Disney que marcaram diferentes gerações de leitores.
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