Durante o Steam Next Fest deste ano, tive a oportunidade de testar a demo de Firva: Strings of Fate, jogando cerca de 30 minutos, para trazer minhas primeiras impressões do projeto indie desenvolvido por uma equipe de apenas cinco pessoas. Mas antes de começar, o que é a Steam Next Fest?
A Steam Next Fest é um evento promovido pela própria Steam durante três períodos do ano, com duração de uma semana. O propósito é reunir milhares de jogos, de variados gêneros, dos quais ainda não foram lançados, para promover demo jogável para o público. Além das demos os desenvolvedores fazem live com interação ao público, mostrando mecânicas, processo de desenvolvimento e até curiosidades sobre os projetos.
Com isso, o período acaba atraindo muita atenção aos jogos indies, dando a oportunidade de experimentar diferentes jogos e dar feedback durante o desenvolvimento. Dito tudo isso, fica comigo aqui para conferir mais sobre Firva: Strings of Fate.

Do que se trata Firva?
No jogo acompanhamos a protagonista Firva, buscando vingança contra o responsável pela morte de seus pais. Porém, no meio do processo ela acaba descobrindo um artefato chamado Fios do Destino, capaz de trazer mortos de volta à vida. A partir daí, a narrativa promete desenrolar entre Firva buscando vingança e trazer seus pais de volta.
Firva é acompanhada de um lobo, chamado Ramirtana, responsável por ajudar em momentos de combate e puzzles. E aqui, são alguns dos pontos positivos do jogo. A gameplay de Firva quando usando o lobo como montaria foi uma das melhores partes em todos os 30 minutos de gameplay.
Infelizmente o combate em si nessa build disponibilizada estava bem cru. Basicamente é uma repetição de golpes com o mesmo moveset. Considerando que joguei usando o Dualsense conectado ao PC, usamos X para golpear e O para dar uma espécie de parry/esquiva. Então o combate funciona em um estilo: golpeia, esquiva do ataque, golpeia novamente.
Outro ponto que me incomodou em Firva foram as cinemáticas. Durante as cenas, quando há diálogos entre personagens, eles não mexem a boca, apenas sai o áudio normalmente. Além disso, as animações são bem exageradas, mas com uma disparidade entre a qualidade das cenas e do gameplay real.

Em contrapartida a tudo isso, resolver puzzles foi divertido. Houve áreas semi abertas, onde tinha que interagir com artefatos para abrir uma porta. Ou escalar até um ponto e usar tirolesa para avançar. Porém, nem sempre a câmera ajuda, porque ela é fixa – igual nos antigos Resident Evil – e em muitos momentos simplesmente não funciona como deveria.
A ambientação da demonstração era sombria, com uma variação entre estruturas antigas e florestas densas. Mas com pouco tempo de duração, não deu para ter uma real percepção de como pode ser no jogo final ou qual será a variação da ambientação.
Tive diversos bugs durante os cerca de 30 minutos. Foram desde de personagem atravessando estruturas do cenário, momentos em que eu deveria apertar um botão para prosseguir com ação e não ia, ou que o jogo simplesmente reiniciava no checkpoint. A boa notícia é que o projeto já conta com legendas em português, o que já é um ponto positivo para a comunidade do Brasil.

Veredito sobre Firva: Strings of Fate
No pouco que joguei foi possível identificar que o jogo tem potencial para ser interessante, principalmente na parte narrativa. Mas com os problemas apresentados, sinto que a equipe de desenvolvimento poderia ter dado um prazo maior para apresentar a primeira demo ao público. Apesar de bons pontos, o título se mostrou em estágios iniciais, o que pode não atrair a curiosidade de tantos jogadores assim.
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