“Tempo é dinheiro”, essa é uma velha expressão que nos faz pensar o quanto cada minuto é precioso para tudo que fazemos. Em 2011, o filme protagonizado por Justin Timberlake e Amanda Seyfried, O Preço do Amanhã, explorou ainda mais a fundo a velha expressão, onde cada minuto tem um preço. Mas saindo dos filmes e vindo para os jogos, Orten Was the Case, apesar do nome, aqui o tempo é o nosso maior amigo…ou seria inimigo?

Desenvolvido e publicado pela Woodhill Interactive, Orten Was the Case coloca os jogadores no controle de Ziggy no bairro sueco fictício de Orten. Ziggy acorda sem se lembrar de nada do que aconteceu na noite anterior e percebe uma estranha marca na sua mão. A partir daí temos que buscar entender o que ocorreu ali e o que significa a tal marca. Buscando respostas, principalmente com outros personagens, mas o tempo é o mais importante aqui.

Manipulação do tempo

Em Orten Was the Case tudo acontece em exatamente 12 minutos, temos a missão de evitar o fim do mundo nesse período. Tudo depende do tempo, até para se encontrar um personagem e realizar uma ação com ele. Se passar do horário marcado, somos obrigados a reiniciar o ciclo. Cada ciclo se inicia com o Ziggy acordando e o relógio às 11:05. Quando o relógio chega às 11:15 é emitido um sinal de alerta, igual dos filmes, onde ocorre evacuação total. Ao chegar em 11:17 o mundo acaba e é “game over”, sendo necessário reiniciar o jogo.

Partindo desse principio, temos que realizar determinadas ações rapidamente e reiniciar o ciclo, já que, a cada reinicio do ciclo Ziggy se lembra das últimas coisas que aconteceram. Porém, a cada reinicio o cenário também é, então se você pega algum item, vai perder ele ao Ziggy acordar novamente. Parece até complexo, mas o jogo funciona muito bem no que se propõe.

Apesar de um início confuso, a medida que avançamos na história, vamos entendendo o que estaria por trás do fim do mundo. A jogabilidade é livre, mesmo que visualmente pareça com outros títulos Point and Click. E mesmo que para um jogo com gráficos simples, tem bonitos detalhes e uma arte que lembra desenhos com personagens mais bizarros como Coragem, O Cão Covarde ou As Trapalhadas de Flapjack, remetendo a sensação de estar jogando um desenho interativo.

Vale destacar que o ponto forte de Orten Was the Case são os puzzles. Durante o jogo inteiro estaremos resolvendo diferentes puzzles, para assim avançar na solução do ‘caso’ e evitar que o mundo acabe, consequentemente quebrando o loop temporal onde Ziggy está preso. A melhor parte é que o jogo se encontra totalmente localizado para PT BR, o que é uma ótima surpresa.

Conclusão

Com uma história simples e bem curto, Orten Was the Case é um ótimo jogo para quem gosta de puzzles, dos mais variados tipos. Além disso, os visuais bonitos, por mais simples que sejam, te faz deleitar como se estivesse jogando um desenho, com visuais um pouco bizarros. Sua localização com legendas em português faz do jogo uma ótima pedida para os amantes de loop temporal, principalmente para quem já assistiu e gostou do filme No Limite do Amanhã, com Tom Cruise.

Obs: Essa análise foi realizada com código enviado pela Woodhill Interactive

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