Esta análise foi realizada com código fornecido pela Gearbox Software. Agradeço a confiança no trabalho.

Remnant é mais um daqueles jogos que entraram na mesma maré de inúmeros outros SoulsLike, aproveitando o hype que o gênero começou a ter nos últimos anos, principalmente impulsionado pelos grandes títulos da FromSoftware. Mas, diferente de tantos outros que só tentam copiar a franquia Souls ou o extremamente bem sucedido Sekiro, Remnant: From the Ashes e Remnant 2 criam seu próprio estilo e com maestria.

Então vamos lá para a análise, lembrando que só foi possível graças ao um código cedido pela Gunfire Games.

Aventura mais que viciante

Remnant 2 se passa logo após os eventos do primeiro jogo, então super recomendo ter jogado o primeiro título para um entendimento bem melhor da história. Para quem optar não jogar, é possível conferir um resumo bem breve dos eventos do jogo anterior, mas é um resumo bem breve mesmo. Aqui o jogo reaproveita um dos pontos mais positivos do primeiro, trazendo de volta dois mundos, onde cada um deles é construído de forma muito bem feita.

Uma das coisas mais divertidas é a extensa possibilidade de cada jogador jogar da sua maneira, vivenciando uma experiência única, porque o jogo adota elementos Roguelike, onde a jornada de cada jogador é iniciada de diferentes formas, coletáveis em diferentes lugares, além de pontos de exploração, o que deixa tudo mais divertido de compartilhar com amigos, ao longo de uma campanha que deve durar em média 20 horas, claro que quem buscar explorar mais cenários ou ir em busca da querida platina, o tempo deve facilmente chegar às 50 horas.

O jogo conta com uma bela dublagem original e legendas PT-BR, com vozes que se encaixam nos personagens e claro, os cenários são todos bem trabalhados, com riqueza de detalhes. Como de costume, você pode optar por diferentes modos gráficos, optei pelo modo desempenho, devido a fluidez, mas o jogo sofre com bastante quedas de FPS, principalmente em momentos que reúne muitos inimigos em tela, nada que atrapalhe a jogatina, mas incomoda para quem gosta de desempenho.

Diversidade de opções

Assim como em outros jogos Soulslike, o jogo conta com múltiplas classes, aqui chamadas de Arquétipos, onde cada uma conta com uma habilidade inicial e que podem ser melhoradas a medida que avançamos no jogo, matando chefes e explorando locais. Temos uma vasta possibilidade de criar itens, melhorar atributos, montar novas builds e realizar upgrade nos arquétipos, seguindo aquele padrão de que pode ser upado até o nível 10. O diferencial é que podemos equipar duas classes diferentes, que se torna muito importante ao longo do tempo, devido a suas diferentes habilidades.

Os Arquétipos iniciais são:

  • Médico
  • Caçador
  • Pistoleiro
  • Desafiante
  • Domador
  • Explorador

Sinta o jogo, como uma ópera

A medida que você joga, percebe o nível de trabalho da trilha sonora, desenvolvimento da história e a riqueza da lore. Mostrando uma direção de arte, que esteve comprometida com os fãs e uma grande evolução para o jogo anterior, com batalhas contra bosses bem feitas e algumas que nós deixa em pé, de tanta tensão.

Remnant 2 se torna um daqueles títulos obrigatórios do ano, principalmente para os fãs do gênero Soulslike, que traz consigo uma jogabilidade extremamente gostosa, batalhas inesquecíveis e uma lore rica de informações. O jogo ainda é tudo aquilo de mais perfeito em uma sequência, que nitidamente evolui em vários pontos, atendendo até mesmo pedidos dos fãs, mostrando muito empenho dos desenvolvedores, para entregar uma experiência única aos jogadores.

De longe, desde Dark Souls 1, 2, Elden Ring e principalmente Bloodborne, eu não me divertia tanto em um jogo além da FromSoftware. Com cada vez mais jogos genéricos e inacabados, Remnant 2 é um daqueles que com certeza nos dá satisfação de pagar o preço cobrado e que rende boas horas de exploração, segredos e debates com amigos.

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