A franquia Twisted Metal nunca teve uma história tão elaborada nos jogos, se tratando apenas de um jogo onde o objetivo era sobreviver em meio ao caos, com cenários pré-definidos. De pano de fundo, nada mais que um evento organizado por um misterioso homem, chamado Calypso, onde o grande vencedor vai pode realizar o maior dos seus desejos. Bom, tudo extremamente simples, então quando anunciado a série, foi intrigante imaginar como seria essa adaptação live action.

Novidades anunciadas , teaser e trailers saíram, as coisas começaram parecer bem interessantes, principalmente a presença do lendário Sweet Tooth. O protagonista sendo interpretado por Anthony Mackie, bem conhecido pelos papeis no universo da Marvel, além de Will Arnett na voz de icônico palhaço.

História bem elaborada

Na série, o mundo como conhecemos acabou após um bug destruir todos os computadores do planeta, causando uma pane elétrica global e consequentemente o apocalipse. E como era de se esperar, sem internet, sem energia, as pessoas se viraram uns contra os outros, numa batalha onde o mais forte sobrevive, bem típico de outras obras apocalípticas.

Assim como The Walking Dead e entre outros, grandes cidades criaram uma resistência contra o fim do mundo, se fortificaram e formou um grande grupo de pessoas, onde seguem um sistema de ditadura para a própria sobrevivência. Eis que surge John Doe, um “Milkman”, título dado aos motoristas que sobrevivem no mundo externo, fazendo entregas para os assentamentos, em troca de recursos.

Na estrada os Milkmens encontram dos diversos perigos, desde outros grupos de sobreviventes que tentam saquear as cargas ou canibais, até mesmo os agentes da Lei, que são nada mais que soldados do grande vilão desta temporada, Agente Stone. Um homem obcecado pela lei e para prender pessoas que ele considera criminosos, que estão descumpridos as leis que ele mesmo instaura, mas sem piedade alguma.

Doe encontra vários personagens que fazem parte da franquia de jogos de alguma forma pelo caminho, e todos esses recebem um flashback, para dar um background a origem ou como era a vida antes de tudo começar. O detalhe fica por conta das batalhas em seus carros, ao estilo Corrida Mortal. Carros equipados com várias armas, armaduras, sobrevivendo ao caos numa batalha onde sempre são com seus possantes.

Muito humor em meio ao sangue

A série aposta em muita comédia com uma mistura de slasher, além de muita violência e sangue, ao estilo clássicos como Pânico e outros do gênero. Temos diversos easterggs, seja com a citação de Calypso, o surgimento de diversos veículos tradicionais da saga e tudo adaptado de forma muito bem feita. E assim como nos jogos, todos os personagens estão a beira da loucura, depois de tantos traumas, mortes e estar a beira da morte.

Apesar do orçamento limitado para a série a PlayStation Productions e a Peacock acertaram e cheio, com episódios que não são longos ou cansativos, mantendo uma média de 30 min cada, onde não temos a sensação de estar “enchendo linguiça”, como muitas séries adotam em episódios longos e que se tornam cansativos. O começo para mim foi um pouco frustrante, cheguei quase desistir, pensando que iria decepcionar, mas a medida que os novos caminhos da história surgem, a curiosidade para ver o desfecho aumenta.

Sweet Tooth apesar de não ser o protagonista, carrega a série com maestria, sendo todas as aparições dele bizarras e divertidas. A cada nova cena com o palhaço, dá a sensação de genialidade na atuação do ator, além de curiosidade para ver a próxima loucura que ele fará.

Uma adaptação digna para os fãs

Twisted Metal se mostra mais um acerto praticamente perfeito dos investimentos da PlayStation Productions, com cada vez mais adaptações de franquias de jogos surgindo. A série entrega tudo aquilo que os fãs da saga de jogos gostariam de ver, com muita diversão, cenas malucas e sanguinolência, deixando ainda um ar de que muita coisa ainda pode acontecer daqui para frente, com outras temporadas e mais personagens clássicos podendo aparecer, inclusive torço muito para uma renovação oficial.

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