Tive a oportunidade de jogar um trecho de Tides of Tomorrow antecipadamente e entender mais da proposta que o jogo traz aos jogadores. Vale lembrar que o jogo será lançado oficialmente em 22 de abril, após uma sequência de adiamentos.
Logo de início podemos escolher personagens pré-definidos, seja homem ou mulher. Após isso, inicia a mecânica peculiar que o jogo aposta, o mundo compartilhado.
Precisamos selecionar um dos jogadores de uma lista, para nos conectarmos ao seu universo. Conectar a esse jogador nos leva a um mundo onde ações têm consequências, sejam positivas ou negativas, e foram moldadas por aquele jogador.

Não necessariamente devemos seguir as ações feitas, podendo reverter isso. Por exemplo, em uma situação invadi um barco, mas optei por uma abordagem amigável, o dono do barco me cobrou uma taxa em sucatas (moeda no jogo), mas barganhei para receber sucatas, fazendo com que os próximos jogadores recebessem também.
Outra situação foi invadir uma base, onde o jogador anterior havia sabotado uma válvula de oxigênio. Ao passar por lá, uma interação com um NPC me solicitou para reparar a válvula. São apenas alguns exemplos de situações que presenciei no jogo.
Essa habilidade de visualizar ações feitas por outros jogadores, de forma conectada, é parte de quem somos no jogo, os Tidewalkers. Ainda que vago as informações da narrativa, é como se o personagem fosse apenas um, mas preso em um loop temporal, tentando sair dali.

Até onde pude jogar, a narrativa se mostrou confusa, apenas mostrou que nosso objetivo é coletar o máximo de ozen possível para sobreviver. E em meio a isso, ajudar outros personagens que também necessitam de ozen.
O mundo de Tides of Tomorrow, Elynd, está infectado por uma praga que está plastificando, e praticamente todos estão morrendo lentamente, precisando de ozen para postergar a morte. A cada missão feita a barra de vida reduz uma quantidade definida previamente, para evitar o fim de jogo temos que administrar.
Tides of Tomorrow aparenta ser focado totalmente no stealth, uma vez que durante todo o trecho jogado não houve momentos de combate. O que achei uma pena, pois seria interessante ter mais ação mesclado aos diálogos.
Na versão de preview não presenciei bugs e nem tive problemas com o jogo. Porém, me decepcionou graficamente, lembrando o estilo artístico de Dustborn, com personagens que parecem bonecos de cera, além de expressões faciais inexistentes ao se tratar de um jogo com muitos diálogos.

Conclusão
Tides of Tomorrow traz uma proposta bem diferente do que eu já tinha visto, mas na versão de preview ainda achei tudo muito confuso e pouco explicado o caminho que a narrativa quer ir. Tirando esse ponto, que deve ser melhor explicado na versão final, o jogo te dá diferentes possibilidades de abordagem às situações, e a conexão com outros jogadores faz você pensar duas vezes sobre como suas ações impactam ou não o próximo jogador.
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