Não é nenhum segredo que um dos meus estilos favoritos são os jogos de plataforma com mascotes, e New Super Lucky’s Tale já tinha chamado a minha atenção lá em 2015, quando ainda se chamava Super Lucky’s Tale. Apesar de ter jogado o primeiro título, Lucky’s Tale, no PlayStation VR, este aqui acabou me trazendo uma perspectiva diferente do que eu esperava.
Estrutura de jogo simples e direta ao ponto
O jogo segue uma estrutura bem simples, dividida em pequenos mundos que reúnem as fases daquela área e alguns conteúdos bônus. Entre eles, há desafios como ligar estatuetas em pontos específicos ou equilibrar uma bola enquanto se percorre labirintos coletando moedas. Ao concluir essas atividades, o jogador recebe páginas do livro, que funcionam como progresso dentro do jogo.
Nas fases principais, é possível coletar até quatro páginas, sempre dentro do mesmo padrão: finalizar a fase, juntar as cinco letras da palavra Lucky, encontrar uma página escondida e alcançar a marca de 300 moedas. A localização desses itens, na maior parte do tempo, é bem visível. Para quem gosta de vasculhar cada canto do cenário, não há grande dificuldade, o que acaba sendo positivo, principalmente para quem quer apresentar esse tipo de jogo para uma criança.

Um ponto que chama atenção nesse sistema de coleta é que os itens obtidos em um mundo não são levados para os demais. Diferente de jogos mais antigos, em que tudo era acumulativo e exigia revisitas constantes às fases, aqui as páginas só têm utilidade dentro do próprio mundo. Isso pode facilitar a progressão, embora também passe a sensação de que o sistema poderia ter sido mais explorado.
As fases apresentam uma variedade interessante. Existem momentos em 3D, nos quais podemos explorar livremente ou cumprir pequenas tarefas, como ajudar personagens encontrando itens perdidos. Em outros trechos, o jogo adota uma perspectiva 2D que lembra bastante a era do Super Nintendo, com foco em avançar e explorar bem cada canto. Além disso, há fases de progressão automática, nas quais o personagem corre sozinho e o jogador controla apenas os saltos, tanto em 2D quanto em 3D.

A campanha pode ser concluída rapidamente, levando em torno de cinco a seis horas em uma primeira jogada. Em uma segunda tentativa, esse tempo tende a cair pela metade. Depois de finalizar a história, retornamos ao mundo onde Lucky vive, que passa a oferecer conteúdo pós-jogo voltado para quem busca completar tudo. Nesse momento, entram novas atividades que rendem medalhas no lugar das páginas, funcionando como um incentivo extra para continuar jogando.
Aspectos técnicos
Nos aspectos técnicos, não há muito o que destacar. O estilo artístico é bem bonito, apostando em criaturas carismáticas e um humor mais voltado para o público infantil. A trilha sonora é agradável e combina bem com a proposta, lembrando o estilo de composições presentes em jogos da Rare, como Donkey Kong Country e Banjo-Kazooie.

Em termos de desempenho, encontrei alguns problemas pontuais. Em raras ocasiões, ao acertar ou pular em inimigos, o jogo apresentou pequenas travadas. Ainda assim, foram situações isoladas, que não chegam a comprometer a experiência.
O jogo conta com legendas em português, e a localização está muito bem adaptada. Os diálogos utilizam expressões brasileiras de forma natural, o que deixa tudo mais leve e encaixado dentro da proposta.
Vale a pena?
New Super Lucky’s Tale acabou sendo uma surpresa positiva. É um jogo leve, direto ao ponto e que funciona muito bem para quem quer jogar acompanhado ou até introduzir alguém ao gênero. A versão de PlayStation 5 se mostra uma ótima opção tanto para quem nunca jogou quanto para quem já conhece e quer revisitar essa experiência.
Para quem já possui a versão anterior, o upgrade pode ser adquirido por R$28,50 na loja.
Agradecimento a PQuebe por nos fornecer uma cópia para review de PlayStation 5.
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