Solasta 2 chega como sequência de um RPG tático que conquistou seu espaço justamente por não tentar agradar todo mundo. Ele sempre foi mais “raiz”, mais próximo da experiência de mesa, e esse preview deixa claro que essa essência continua intacta. A diferença é que agora tudo parece maior, mais ambicioso e ainda um pouco incompleto.
Logo de cara, dá pra sentir que o jogo quer evoluir em praticamente todos os aspectos. Só que, como é comum nesse tipo de versão, nem tudo encaixa perfeitamente ainda. A base é boa, mas existem detalhes que quebram o ritmo e lembram o tempo todo que estamos diante de algo em desenvolvimento.

Gameplay: mais completo, mas nem sempre amigável
O coração do jogo continua sendo o combate em turnos, bem estratégico e com aquela pegada forte de RPG de mesa. Em Solasta 2, isso está ainda mais aprofundado: mais habilidades, mais possibilidades e inimigos que parecem reagir melhor ao que você faz.
Na prática, isso deixa tudo mais interessante. Cada batalha exige atenção e planejamento. Só que essa evolução também cobra um preço. O jogo não faz muito esforço para te guiar, e em vários momentos você precisa aprender na marra.
A interface também não ajuda tanto quanto deveria. Em combates mais intensos, tem informação demais na tela, o que pode confundir em vez de ajudar. Não chega a estragar a experiência, mas tira um pouco da fluidez.
Comparando com outros jogos do gênero, como Baldur’s Gate 3 por exemplo, Solasta 2 segue firme na ideia de ser mais estratégico do que cinematográfico. Enquanto outros apostam em cenas mais grandiosas e acessibilidade, aqui o foco é totalmente na tomada de decisão. É ótimo pra quem gosta disso, mas pode afastar quem procura algo mais direto.
Gráficos: bonitos, mas ainda irregulares
Visualmente, o jogo evoluiu. Os personagens estão mais detalhados, os cenários mais interessantes e a iluminação ajuda bastante na ambientação.
Mas nem tudo acompanha esse salto. Algumas animações ainda são meio travadas, e certos cenários parecem menos trabalhados do que outros. São detalhes que, em um preview, até fazem sentido, mas que ainda chamam atenção.
No geral, é um avanço claro, só que ainda falta aquele polimento final para tudo parecer realmente consistente.

Desempenho: funciona bem, com alguns tropeços
Durante os testes, apesar de bem pesado, o jogo se manteve estável na maior parte do tempo. Dá para jogar sem grandes problemas, o que já é um bom sinal. O jogo foi testado em uma RTX 2060, I5 12400 e 32gb de ram, alocado em um SSD nvme.
Mesmo assim, aparecem algumas quedas de desempenho em momentos mais carregados, como batalhas maiores. Além disso, os carregamentos às vezes demoram mais do que deveriam, quebrando um pouco o ritmo.
Nada que inviabilize a experiência, mas são pontos que precisam melhorar até o lançamento.
Servidores e multiplayer: funcional, mas ainda instável
O multiplayer continua sendo uma parte importante da experiência, mas ainda não está totalmente redondo. Em alguns momentos, surgem pequenos atrasos ou falhas de conexão que atrapalham a fluidez das partidas.
Como o jogo depende muito de decisões precisas, qualquer instabilidade acaba pesando mais do que em outros gêneros. Funciona, mas ainda não passa aquela confiança de algo totalmente sólido.
Comparações com o gênero: fiel às raízes
Apesar da grande crescente de jogos de turno, nesse subgênero do RPG os baseados em D&D5e são poucos, as inspirações em Baldur’s Gate 3 são claras, ainda mais depois do sucesso do mesmo, além de que, Solasta 2 não tenta competir com os RPGs mais cinematográficos ou acessíveis. Ele segue um caminho próprio, mais focado em estratégia e fidelidade ao estilo de mesa.
Isso é um grande diferencial, mas também limita o público. Enquanto outros jogos tentam equilibrar profundidade com facilidade, aqui a prioridade é claramente a complexidade.
Para alguns, isso é exatamente o que faltava. Para outros, pode ser um obstáculo.

Conclusão: promissor, mas ainda precisa amadurecer
Como preview, Solasta 2 deixa uma boa impressão. O jogo tem personalidade, sabe o que quer ser e mostra evolução em relação ao anterior.
Ao mesmo tempo, ainda precisa de ajustes importantes, principalmente em interface, desempenho e estabilidade online. O gameplay é o ponto mais forte, mas precisa vir acompanhado de mais clareza e fluidez.
Se conseguir equilibrar melhor esses elementos até o lançamento, tem tudo para se destacar dentro do seu nicho. Por enquanto, é aquele tipo de projeto que chama atenção pelo potencial, mas que ainda está se encontrando na prática.
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