Bus Bound review
Imagem / Conecta Geek

Review | Bus Bound é divertido, mas falta capricho

É de se destacar a crescente dos jogos focados em simulação nos últimos anos, dando assim mais opções ao mercado de games. Porém, infelizmente, com o aumento da quantidade, vem também a queda da qualidade. E, em meio a esse contexto, surge mais uma aventura voltada à simulação, Bus Bound. Desenvolvido pela stillalive studios e publicado pela Saber Interactive, com uma equipe formada por desenvolvedores de “Bus Simulator 21”.

A premissa de Bus Bound é interessante

Na pequena cidade de Emberville, nosso personagem é o mais novo contratado da empresa de transporte público local. Agora temos a missão de trabalhar, aperfeiçoar e implementar novas rotas de ônibus na região, atendendo o maior número possível de pessoas.

O seu desempenho nos turnos de trabalho, sejam eles matutino, vespertino ou noturno, é medido por joinhas (likes). Assim como os passageiros, tudo gira em torno das curtidas ganhas, classificando a qualidade do serviço prestado. Bater, desrespeitar sinalização ou limite de velocidade, as reações são negativas.

Basicamente, cabe a você maximizar as curtidas nas diferentes paradas de ônibus, para assim liberar novas. Além disso, à medida que recebemos mais curtidas, podemos expandir para outras regiões do mapa. Este tem um tamanho satisfatório.

À medida que expandimos o mapa e liberamos novas paradas, podemos personalizar rotas prévias, ou criar novas também. Ao final de cada turno de trabalho, voltamos ao menu para selecionar a rota desejada e partir para a próxima jornada.

Confesso que uma das mecânicas de que senti falta de alguns outros jogos é a mescla entre motorista e cobrador. Bus Bound, por sua vez, apenas dirigimos, uma vez que o jogo dá contexto explicando que o transporte é gratuito na cidade.

Simulação boa, mas level design simplista

Em Bus Bound temos um total de 19 veículos para dirigir, indo desde modelos mais antigos à diesel aos modernos e elétricos. Cada um deles transparece uma jogabilidade diferente, que é possível sim sentir ao pilotar. 

Além disso, é possível customizar cada um dos veículos, alterando cores, adesivos e até tentando reproduzir o seu próprio estilo, igual ao da sua cidade. As possibilidades são boas e amigáveis, afastando a sensação de simulação.

Entretanto, na dirigibilidade, o ambiente e os turnos impactam diretamente, até mesmo na quantidade de passageiros. Trabalhar na chuva te fará prever mais os pontos de frenagem, precisando de mais cuidado, enquanto no clima seco é o “normal”.

A cidade de Emberville oferece diferentes paisagens, como ruas mais estreitas e complicadas de pilotar, ou partes em que a sinalização é confusa e os NPCs do jogo não respeitam. Mas, particularmente, foi fácil se adaptar ao mundo de Bus Bound.

Negativamente, senti que, independentemente do período, seja dia ou noite, a cidade é sem vida e às vezes vazia até demais. Há sons de fundo constantemente, simulando trânsito, cachorros latindo, pássaros cantando, mas na prática, quase não há pedestres nas ruas.

Graficamente, o jogo é bonito, dadas as limitações do estúdio. E, com base na versão jogada, do PlayStation 5, o jogo desempenhou sem problemas aparentes, mesmo jogando praticamente com um mês deantecedência. A parte que deixa a desejar e que tem virado algo comum nesses jogos é a trilha sonora, que se torna irritante dada a repetição de faixas.

Bus Bound é divertido, mas…

Bus Bound é um jogo divertido para o que se propõe e traz uma boa variação de veículos, desde antigos aos modernos. Porém, sinto que existe uma falta de capricho e acabamento melhor no jogo, que pode melhorar à medida que receba novo conteúdo. Até lá, R$ 169,90 cobrados na PSN fazem com que não seja uma opção interessante a ser visitada tão cedo.

Outras reviews:

Amante de Games desde criança e viciado em caçar platinas. Profissional de TI nas horas vagas. Você me encontra no X: @gennerdouglas