Order of the Sinking Star review
Imagem / Conecta Geek

Review | Order of the Sinking Star traz cerca de 1000 puzzles para você perder a cabeça

Jogar videogame nem sempre quer dizer que você quer se sentir imerso em um jogo narrativo com personagens carismáticos, reviravoltas e textos para aprofundar naquele universo. Há momentos que apenas queremos um jogo para passar tempo, relaxar ou até mesmo nos sentir desafiados com soluções de quebra-cabeças ou estratégias.

E é nesse meio que se encaixa Order of the Sinking Star, um jogo que conta com cerca de 1000 puzzles, para serem resolvidos, em quatro mundos de fantasia diferentes, mas que se interconectam de alguma forma. Com a ideia de entregar aos jogadores liberdade de como e por onde começar resolvendo os inúmeros quebra-cabeças, além de desvendar segredos desse universo mágico.

Quebra-cabeças divertidos, mas início confuso

Order of the Sinking Star é desenvolvido pela Thekla, Inc. e tem como diretor Jonathan Blow, responsável por The Witness (2016). O jogo está em desenvolvimento há quase 10 anos, e particularmente, as inspirações no projeto anterior do diretor são claras. Porém trazendo um mundo muito mais focado diretamente nos quebra-cabeças, feitos a mão.

De início achei tudo um pouco confuso, pois, o jogo te coloca em um “tutorial” que a partir dali já está na história principal, sem te explicar o que está acontecendo ali. A ideia é que você explore por conta própria e descubra o que está acontecendo, porque os mundos tem uma conexão e quem são os diferentes personagens que assumimos nas fases.

Com isso em mente, não há uma história narrativa sequencial, é tudo muito nas teorias junto com a interpretação sobre o que está acontecendo ali naquela sessão de quebra-cabeças para serem resolvidos. Mas que felizmente não torna o título menos interessante, principalmente por suas mecânicas.

Resolver quebra-cabeças não é tão óbvio assim

Há jogos que apostam em soluções menos complexas ou até “pegam na mão” do jogador para que deixe mais fácil de avançar em um quebra-cabeça. Porém, Order of the Sinking Star vai no caminho contrário e deixa o jogador descobrir sozinho como avançar naquele ponto.

O jogo em si até orienta os jogadores que, se passarem muito tempo travado em um mesmo quebra-cabeça, volte e vá explorar outra área do mapa, assim talvez você entenda mecânicas ou simplesmente tenha uma visão diferente do problema, para buscar a solução.

O mapa do jogo é relativamente grande, aliás como citado, são cerca de 1000 puzzles diferentes no decorrer do jogo inteiro. O próprio estúdio reforça em sua campanha de marketing que é algo com pelo menos 500 horas de conteúdo para ser jogado – algo que não tenho dúvidas.

Durante os quebra-cabeças, usamos diversas mecânicas, que também variam de acordo com o personagem que assumimos naquele momento. Um exemplo é um personagem capaz de puxar blocos e se movimentar para frente, o que pode travar o caminho ou te fazer puxar o bloco na direção errada ao da alavanca para ativar o final da fase.

Há ainda personagem que teleporta para o mesmo local do bloco, somente de apontar em sua direção. Ou até mesmo personagem capaz de empurrar blocos em qualquer direção, o que parece tornar a resolução das fases mais fáceis, mas requer muita atenção.

Além disso, os quebra-cabeças variam de acordo com o mundo que exploramos, usando também espelhos, para além dos tradicionais blocos. Cada região tem sua particularidade, representadas por Norte, Leste, Oeste e Sul. A mais desafiadora para mim, por exemplo, foi Pedras Quicantes (Sul), onde travei em diversos momentos.

E apesar de mecânicas que “facilitam” as nossas ações, como retroceder o último movimento realizado ou reiniciar somente aquela sessão do quebra-cabeça, é um jogo que varia de habilidade de jogador para jogador. Vale ainda destacar que a movimentação é como se fosse em um tabuleiro de xadrez/damas, se movendo quadrado por quadrado.

Direção de arte é charmosa

Partindo para a parte gráfica de Order of the Sinking Star, o jogo tem visuais bonitos e que usam bastante das cores de acordo com o mundo explorado. Sejam tonalidades mais escuras, cinzentas ou paleta mais colorida. Tudo depende da região do mapa. O posicionamento da câmera varia entre isométrico e no topo, o que permite visualizar muito bem os cenários.

E com isso, a direção de arte não deixa nada a desejar. Há uma variedade de ambientes, assim como de design de fases também. O único ponto negativo é a trilha sonora ser pouco marcante, com faixas instrumentais repetitivas que se tornam esquecível, de certa forma. 

Em contrapartida, a dublagem é incrível e conta com atores como Emily O’brien, que já esteve em Death Stranding, ou Matthew Waterson, de X-Men 97. São poucos momentos de diálogo, mas quando ocorrem você se sente imerso em um mundo de fantasia.

Mesmo jogando uma versão quase que um mês antecipado do seu lançamento, Order of the Sinking Star não contou com bugs de progressão ou algo que prejudicasse a experiência. Algo que surpreendeu, como a otimização do jogo em si estava boa.

Order of the Sinking Star tem muito conteúdo a oferecer

Após dezenas de horas jogando Order of the Sinking Star, sinto que o que joguei foi apenas 5% daquilo que o jogo realmente oferece. É notável quanto o título é denso em quebra-cabeças, principalmente na aposta dos cerca de 1000 diferentes para se resolver. Além disso, a medida que joguei, o universo de fantasia despertou minha curiosidade para desvendar mais mistérios da história principal.

Análise realizada com código enviado antecipadamente pela Thekla, Inc. no PlayStation 5

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Amante de Games desde criança e viciado em caçar platinas. Profissional de TI nas horas vagas. Você me encontra no X: @gennerdouglas