Persona 4 retorna conosco (mais uma vez) com um Revival, no ano que vem de uma espécie de “projetos extras” que a Atlus inventou de Persona enquanto o mais novo jogo numerado não sai.
Falando rapidamente desses remakes, tivemos Persona 3 Reload, onde a Atlus buscou reunir — e reimaginar em certas partes — quase todo conteúdo de Persona 3 tirando fora apenas a campanha feminina de P3P. Mas Persona 3 Reload ao mesmo tempo que é um remake muito bem recebido, e também muito tecnicamente sólido, ainda não escapou de algumas críticas. Principalmente como ele reimagina a apresentação de algumas partes chaves do jogo original, perdendo um pouco do que fazia Persona 3 especial em alguns — pequenos — pontos, em sua direção de arte e cenas, além de mudanças na trilha sonora que também variam de agradável para decepcionantes.
Falo de Persona 3 Reload rapidamente pois acredito que Persona 4 Revival tem a mesma ideia de remake que Reload tem, só que aparentemente levando em conta algumas dessas criticas que o mesmo recebeu.
Para começar, a demo em que experimentei na BGS tinha dois cenários: um cenário de história — mostrando o momento em que nosso protagonista silencioso da vez — chamado de Yu Narukami aqui, acorda o seu Persona, Izanagi. Já o outro cenário da demo, podemos sentir um pouco da sensação de explorar a dungeon de Yukiko, uma das primeiras dungeons do jogo.
A de enredo nos dá um pouco do gostinho do que podemos esperar da história, e do que eu me recordo de Persona 4 ao menos, está exatamente a mesma coisa. Não tivemos adições nas cenas apresentadas, nem nada do tipo, apenas uma nova direção geral, já que a apresentação do jogo agora se assemelha bastante a de Persona 5. Mas se você espera grandes mudanças na narrativa, foi dito que a Atlus dessa vez visa melhorar e mesclar mais o conteúdo exclusivo da versão Golden, com o conteúdo principal do jogo, porém, as partes chaves do jogo ainda aparentemente continuam as mesmas.
Já na demo de exploração, tivemos algo rápido, simples, mas muito efetivo. Agora durante as explorações, assim como em Persona 3 Reload, temos mais interações de ataque e mais possibilidades de nos curar ou resguardar durante essas jornadas. O engajamento com os inimigos no mapa também é mais dinâmico, com o Narukami conseguindo dar pelo menos três tipos de ataque, um combo de dois ataques com a sua katana, e um ataque carregado, que acontece quando você corre e ataca ao mesmo tempo, podendo pegar inimigos mais distantes de surpresa.

Já na batalha, sinceramente, não tem muito o que acrescentar também. Se você já jogou pelo menos os três ultimos Personas que tivemos, você já conhece como funciona essa fórmula de combate em turnos. Aqui o jogador é incentivado a explorar (e exploitar) a fraqueza dos inimigos para deitá-los, e então passar a vez para outro personagem do time, para poder pegar a fraqueza de outro inimigo, e então, utilizar um all-out attack (que foi propriamente traduzido, mas eu não me recordo como chamam aqui) para dar um dano extra a todos os inimigos deitados em uma animação estupidamente linda.

E aproveitando esse gancho da animação, o que eu tenho para acrescentar de verdade aqui é sobre a apresentação espetacular que a Atlus colocou em Revival. Menus extremamente estilosos e interativos viraram um padrão da série Persona, e eles só melhoram cada vez mais, com Persona 4 Revival a Atlus demonstra um menu amarelo ensolarado cheio de vida, casando perfeitamente bem com os temas e a atmosfera que Persona 4 possui, e sem desrespeitar o jogo original. Com cada pedaço de hud interativa tendo sua própria animação e detalhe que faz ela ser única, e um dos exemplos é como a tela de vitória das batalhas pegou bem os temas visuais de P4 e traduziu para um menu de estatísticas.

Por fim, a sua trilha sonora está maravilhosa, trazendo rearranjos das músicas de batalha do jogo original, mas que ainda possuem toda a força que as originais tem. Um ponto interessante também é que quando somos surpreendidos pelo inimigo ao invés de termos a iniciativa, o tema de batalha que é tocado é o tema de Persona 4 Golden, o que foi uma ótima surpresa, apesar de já estar esperando por isso.
Por fim, na parte áudio, joguei a demo com a dublagem em inglês e legendas em PT-BR, e não tenho certeza se meu ouvido me engana, mas alguns dubladores eles mantiveram, como o do Yu e o do Yosuke, mas dubladoras como a icônica da Chie no Persona 4 original, e a do Teddy infelizmente (ou felizmente para alguns) foram trocados. Eles ainda possuem uma qualidade bem acima da média na escolha dos jogadores, apesar de começar a achar que a melhor forma de experimentar persona mesmo é jogando em japonês, que eu acredito que não teve nenhum de seus dubladores alterados.
No mais, jogar Persona 4 Revival me deixou mais empolgado por ele, já que eu não estava dando muita bola após ter uma leve decepção com Persona 3 Reload. Então testar a demo foi uma grande surpresa, — uma extremamente agradável — e agora, ele está na minha lista e provavelmente será um dos melhores JRPGs de 2027. E quem sabe um dia, depois desse remake ser lançado, a Atlus invente de reimaginar Persona 1 e 2 para plataformas modernas.



















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