Stranger Than Heaven BGS
Imagem / Conecta Geek

Brasil Game Show 2026 | Stranger Than Heaven é o jogo mais ambicioso da Sega moderna

A maior aposta da Sega para a franquia Like a Dragon (ou Yakuza para os íntimos) se joga em mudanças drásticas (novamente) na franquia. Saindo do gênero de Beat em Up com trechos de exploração, explorando um pouco o gênero JRPG com a identidade forte da franquia, e, dessa vez, quase voltando para o beat em up novamente, mas com um combate mais cadenciado e “pesado”, e com uma dificuldade mais significativa.

Por conta desse combate menos descerebrado e um pouco mais tático, (e, por mais que eu deteste fazer essa comparação) é difícil não comparar com os jogos da FromSoftware, que definiram que movimentos de ataque e defesa seriam realizados com os botões de ombro dos controles, e Stranger Than Heaven funciona mais ou menos dessa forma, mas não totalmente, os quatro botões de ombro do controle são todos de ataque, sendo possível o jogador mesclar combinações desses botões para realizar diferentes combos, o que dá um dinamismo muito interessante ao combate.

A demo foi dividida em três fases de dificuldade de acordo com os três períodos apresentados, que é aquele básico de fácil, médio e dificil, mostrando três tipos diferentes de inimigos. No fácil e no médio eles estão em grupos, mas a díficil nos mostra uma espécie de bossfight com um Yakuza, onde o jogador precisa colocar em prática um pouco do que ele pegou das duas outras.

O jogo contém mecânicas como uma esquiva perfeita, um bloqueio um tanto estranho de se acostumar (algo como segurar o L1 e R1 e o circulo juntos), e uma troca de armas rápida apertando um dos botões principais – podendo fazer uma troca rápida apertando o botão, ou podendo escolher com mais calma segurando o botão em especifico, sem atrapalhar o ritmo e sem deixar o jogador em uma zona segura. Além disso, ainda podemos pegar objetos dos cenários e jogar nos inimigos, tal como temos finalizações especiais após atordoar inimigos, com diferentes animações para cada arma.

Quando eu digo que me remeteu a dificuldade de Soulslike, foi bem mais por conta dessa luta contra o chefe, onde precisamos telegrafar melhor seus ataques e colocar a esquiva e defesa mais em prática, além de todas essas outras mecânicas. Stranger Than Heaven também tem a sua queda. Caso Daito fique atordoado, ele ficará no chão por um tempo enquanto o inimigo ataca, podendo esquivar ao lado, ou atacar o inimigo com os pés, e ele só se levanta depois de duas ações terem sido realizadas, ou o inimigo te acertou duas vezes, ou você se esquivou duas vezes, ou você bateu nele duas vezes. Não sei ao certo se tem uma forma mais rápida de se levantar, mas na experiência que tive, funcionou assim.

Saindo um pouco do combate, e indo para a parte mais técnica, a demo que está na BGS apresentava um visual bastante borrado com uma resolução preocupante, não sei dizer qual é a plataforma da demo (creio que seja um PC mesmo), mas não mostrou força na hora de apresentar a resolução e trazer um impacto que explode as cabeças dos jogadores. Porém, dito isto, Stranger Than Heaven tem uma força absurda na direção de arte, os cenários são belíssimos e cheios de vida, com uma forte influência musical, não só nesses cenários, mas na própria interface de usuário do jogo, que traz bastante inspiração musical como por exemplo: a barra de vida de Daito tendo um formato de um disco de vinil, e com diferentes linhas de ritmo mostrando o perigo dos ataques dos inimigos.

Uma hud bastante condensada, mas muito bonita e criativa, que me remeteu ao jogo de PlayStation 2 do clássico anime Samurai Champloo, e em alguns pontos, esse jogo tem uma atmosfera que remete a esse clássico anime de Shinichiro Watanabe.

Por fim, como já citei um pouco acima, a demo apresenta um pouco dos períodos que o jogo vai se passar. Os três períodos diferentes da vida de Daito – que por sua vez, é um dos fundadores do famoso clã Tojo da série, com as ultimas letras de seu nome compondo o “To” de “Tojo”, são 1915 em Fukuoka, 1929 em Hiroshima, e 1943 em Osaka. Cada uma com uma atmosfera muito específica e diferente umas das outras, que ascendeu uma chama de curiosidade para saber como será os outros períodos que o jogo irá retratar, além desses três apresentados (que são cinco no total, com cinco cidades diferentes).

Fiquei surpreso com o tanto de vida e interação que alguns NPCs apresentaram, dessa vez, mais do que nunca, Like a Dragon me remete mais a série de jogos Shenmue em como ele mostra a vida pacata do dia dia de uma forma tão especial, bonita e cheia de vida, com detalhes realistas em um lugar e período que você nunca imaginou pisar os pés antes.

No mais, Stranger Than Heaven é sem dúvidas um dos jogos que mais aguardo no ano que vem, e ele sem dúvidas causará um alvoroço poderoso na indústria. Aliás, o estande da Sega para esse jogo estava lindo, uma bela decoração trazendo todo o visual clássico e musical do jogo.

Stranger Than Heaven está previsto para chegar no dia 15 de janeiro de 2027, para PlayStation 5, Xbox Series S|X, e PCs.

Leia também:

Meu prato favorito é JRPGs, mas também gosto de saborear filmes, animações, quadrinhos etc. Um outro prato que adoro é jogo de terror com tempero de ação, mas, na real, eu gosto de tudo relacionado a videogame. Se quiser me seguir no twitter, fique a vontade! As vezes eu posto opinão lá > @vannbrood