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Imagem / Conecta Geek

Review | Granblue Fantasy Versus: Rising ganha novos ares a um jogo já excelente

Lançado originalmente em 2023 (se estivermos falando do Rising, se estamos falando do Versus, aqui descemos até 2020) e agora, com uma atualização significativa lançada em 17 de setembro de 2026. Granblue Fantasy Versus: Rising é desenvolvido pela Arc System Works com parceiria com a Cygames – responsável por criar a IP. Rising é um dos jogos que mais está a um tempo em uma caminhada de atualizações que vem em minha memoria, e mesmo com o tanto de tempo que ele tem de estrada, ele ainda consegue se manter um espaço significativo dentro da cena de jogos de luta.

Mas quais novidades temos apresentadas aqui? Além de um personagem novo muito significativo, temos uma gama de atualizações interessantes no balanceamento do jogo, e outras novidades.

O que é Rising e qual é a diferença dele para o Versus Original?

Primeiramente, Rising teve uma mudança bem significativa graficamente falando, o jogo é mais polido com a apresentação de personagem e em seus designs.

É um dos jogos mais visualmente destacados e diferentes da Arc System Works, que apesar de sim, ter bastante esse visual de anime que estamos acostumados, ele ainda tem efeitos gráficos que me remetem a coisas como Final Fantasy Tactics por exemplo, deixando o jogo com “rascunhos medievais” ao redor dos personagens, e esses filtros utilizados dão um destaque bem diferente ao jogo.

Além dessa diferença visual, Rising também trouxe uma gama de mudanças nos modos do jogo, e uma gama de mudanças também no gameplay que irei exemplificar mais em outros parágrafos. Mas saibam que foi um rework tão grande, que é justificável terem lançado o jogo pela segunda vez. Esse é praticamente um jogo diferente usando os mesmos assets do original, como foi Street Fighter 3: New Generation, Second Impact e Third Strike.

Novidades da atualização

Para começar, claro que temos diferenças no balanceamento do jogo em geral que são diversas, mas o mais importante, temos um personagem novo, o Id – que é um personagem central em Granblue Fantasy Relink, e também é bastante importante aqui, sendo ele o portador do poder destrutivo de Bahamut, que traz situações de gameplay bastante interessantes para o personagem.

Novo estágio também foi adicionado, e uma nova forma de controle de combates que irei entrar em detalhes mais abaixo, além de ajustes no modo Grand Bruise!. E, claro, essa versão também saiu para Nintendo Switch 2, integrando o seu crossplay pelas plataformas.

Gameplay bastante tradicional, mas que preza pela acessibilidade

Granblue Fantasy Versus: Rising é um dos jogos de luta mais tradicionalmente acessíveis que você pode encontrar por aí. O jogo não só incentiva bem o jogador a aprender a jogar o jogo de luta mais tradicionalmente, mas como também não pune o jogador a jogar com comandos e formas mais simplificadas. Temos uma diferença entre as duas formas, mas uma leva a outra, trazendo uma experiência bem divertida e não tão complexa aos jogadores novatos.

Para começar, ele estruturalmente é um jogo de luta bem tradicional, contendo um número de 2 rounds com o jogador controlando apenas um personagem. Um dos diferenciais aqui é que o jogo tem três formas de controle, Manual – que nos entrega um controle de jogo de luta mais tradicional, com meia lua, shortcuts e ao todo, é um esquema bem mais técnico de se jogar. Vale lembrar que o jogo ajusta o número de dano de acordo com as ações que o jogador decidir tomar, por exemplo: se ele fizer um combo manual, ele tirará um número considerável de dano do inimigo, se o mesmo combo for efetuado automaticamente, esse dano será reduzido, não consideravelmente, mas o jogo busca formas de engajar o jogador a tentar aprender a realizar os combos manualmente.

Outro modo de controle é o Smart – que é como se fosse o modo Modern do Street Fighter 6, aqui apertando os botões em sequencia, o personagem automaticamente vai efetuar os combos, dependendo da distancia ou posicionamento que o jogador estiver, ele vai conectar diferentes combos de acordo com essa métrica definida. O foco aqui é o jogador poder realizar ações rápidas, mas ter cuidado com o seu posicionamento e a sua movimentação na hora de atacar o adversário, mas em contra partida, os personagens tem menos effective HP, ganham a barra de especial mais lentamente, e ainda dão menos dano.

E por fim, temos o modo Super Ultimate – aqui é até um tanto engraçado o comportamento dos controles, se o jogador segurar um botão de ataque, a maquina irá fazer todo o trabalho para ele, até mesmo se movimentar. E se o jogador parar de apertar o botão, ela se defende sozinha, contudo, Super Ultimate está disponível apenas para os modos offline do jogo, já os outros dois também ficam disponíveis para modos online.

Fora essas novidades, o jogo tem uma gama de mecânicas únicas de batalhas que faz ele ter um diferencial entre os outros jogos de luta, Dash Attack,  Skybound e Super Skybound Art, Raging Strike e etc. Todos eles fazem parte do que compõe o ritmo de batalha do jogo, e apesar de muitas dessas mecânicas terem sido vistas em outros jogos com diferentes nomes, a forma que Granblue as utiliza faz ele se distanciar um pouco do que estamos acostumados.

Já na parte multiplayer do jogo, o online dele conta com o rollback netcode para deixar as partidas ainda mais fluídas no online, e a grande novidade aqui é que temos crossplay não só nos PlayStations e nos PCs, mas também no Switch 2 já que uma das finalidades dessa atualização é ter saído para a plataforma, aumentando ainda mais o número de jogadores possíveis para o jogo.

Novas trilhas são excelentes adições a uma já excelente trilha sonora

O tema de Id foi composta por Yasunori Nishiki, que já trabalhou em Versus antes, e em outras franquias como Octopath Travaler, e aqui a mesclagem de guitarras pesadas com um violino traz uma combinação excelente que representa Id muito bem, passando a jornada do personagem apenas pelo poder de seu tema.

Fora isso, não tivemos novidades por parte sonora, sempre que temos um personagem novo, temos também uma track nova, mas sem atualizações nos ótimos efeitos sonoros do jogo.

Considerações finais

Granblue Fantasy Versus Rising é um jogo de luta excelente para quem está interessado em começar agora na cena FGC, um jogo bastante condensado em seus sistemas, sem a insanidade jogos de luta tag, que são definitivamente a moda faz um tempo, então é um ótimo refresco também para quem está cansado de jogos no estilo.

Além dos benefícios de acompanhar um jogo de luta tão bem feito quanto esse, que é manter o jogador interessado na franquia Granblue em geral, eu mesmo não tinha ideia do quanto ela tinha diversos personagens carismáticos em seu domínio, já que a origem da franquia é Gatcha de celulares, e eu me afasto o máximo que eu posso desse tipo de jogo. Mas confesso que fiquei curioso para checar depois de algumas horas no jogo.

No mais, tivemos aqui uma boa atualização que adiciona Id que é um personagem muito denso e completo para se jogar, cheio de mecânicas interessantes, e tivemos também uma parcela de balanceamentos que provavelmente vai agradar a velha guarda que já joga Versus Rising faz um tempo.

O jogo foi enviado pela Cygames para a realização dessa review.

Granblue Fantasy Versus: Rising está disponível para PlayStation 4 e 5, Nintendo Switch 2, e PCs via Steam.

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Meu prato favorito é JRPGs, mas também gosto de saborear filmes, animações, quadrinhos etc. Um outro prato que adoro é jogo de terror com tempero de ação, mas, na real, eu gosto de tudo relacionado a videogame. Se quiser me seguir no twitter, fique a vontade! As vezes eu posto opinão lá > @vannbrood