Durante a Brasil Game Show 2026, a Activision levou Call of Duty: Modern Warfare 4 ao público antes do lançamento oficial e, a convite da Activision, nós tivemos a oportunidade de experimentar o multiplayer do jogo em primeira mão. O novo capítulo da franquia está disponível para testes nos estandes da Monster Energy e da Nintendo, com partidas multiplayer que permitem conhecer um pouco da experiência antes da chegada às lojas em 23 de outubro.
A estrutura da feira contou com 48 estações dedicadas ao jogo, sendo 36 na Monster Arena Freeplay e outras 12 no espaço da Nintendo, onde o título também pode ser experimentado no Nintendo Switch 2. A presença do jogo chama a atenção de quem acompanha a série há anos, principalmente pela proposta de resgatar elementos tradicionais de Modern Warfare enquanto introduz ajustes na movimentação e no combate.
Call of Duty: Modern Warfare 4 busca recuperar a essência do multiplayer da franquia sem abrir mão de mudanças importantes na movimentação, no arsenal e na progressão. Desenvolvido pela Infinity Ward, o novo capítulo deixa de lado parte da mobilidade exagerada dos jogos recentes para apostar em tiroteios mais controlados, mapas tradicionais e confrontos que exigem maior precisão. A proposta é recuperar a identidade que consagrou a série e, ao mesmo tempo, aproveitar o potencial da atual geração de consoles e computadores.
Um retorno ao combate tradicional
Uma das principais mudanças de Modern Warfare 4 está na movimentação. Depois de dois lançamentos consecutivos de Black Ops, que exploraram intensamente a mobilidade dos personagens, a Infinity Ward busca um ritmo mais próximo dos jogos tradicionais da franquia. Isso não significa abandonar os movimentos avançados, mas utilizá-los de maneira mais controlada.
O jogo mantém recursos como deslizar para trás, cancelar animações de escalada e subir obstáculos com mais rapidez. Essas opções ampliam as possibilidades durante os confrontos sem reproduzir a liberdade de movimento vista em Black Ops 7. A intenção é permitir que os jogadores mudem de posição, surpreendam adversários e escapem de situações perigosas sem transformar cada tiroteio em uma sequência frenética de acrobacias.
O resultado apresentado nas primeiras impressões do multiplayer aponta para um combate mais estável e previsível, no bom sentido. A movimentação continua ágil, mas existe uma preocupação maior em fazer com que o posicionamento e a mira tenham peso nas disputas.
Tiroteios que exigem mais precisão
A Infinity Ward também trabalhou para tornar os disparos mais consistentes. A trajetória dos projéteis, o movimento das armas e a postura dos personagens receberam ajustes para aproximar a ação do que enxergamos na tela. A desenvolvedora também aprimorou a visibilidade dos alvos e o comportamento das armas ao espiar por cantos e atravessar espaços apertados.
Outro ponto importante está no tempo necessário para eliminar um adversário, conhecido como time to kill (TTK). Os confrontos continuam letais, especialmente a curta distância, mas o jogo aumenta ligeiramente esse intervalo nos combates de longo alcance. Com isso, os jogadores têm mais oportunidades de reagir e precisam demonstrar maior precisão para acertar inimigos distantes.
Essas mudanças podem ajudar a reduzir a sensação de morrer instantaneamente sem entender de onde veio o disparo. Ao mesmo tempo, a proposta preserva a rapidez característica de Call of Duty, evitando transformar os tiroteios em confrontos excessivamente longos.

E quanto à versão de Nintendo Switch 2?
Call of Duty Modern Warfare 4 no Switch trouxe uma experiência muito frenética, mas também muito borrada.
Nosso outro redator (Lars Ulrick), teve a chance de testar pelo menos duas partidas de team deathmatch no Switch 2, e a primeira coisa perceptível nelas foi o quanto a resolução do jogo está prejudicada. Trazendo uma experiência borrada e cheia de serrilhados nos cenários, porém, roda com os frame rates constantes em 60 FPS, que trouxeram lembranças de jogar Warzone em um PlayStation 4 base — que apesar de não ser a mais bonita de todas, ainda era funcional e rodava bem a medida do possível.
Aqui na BGS, tivemos a oportunidade de experimentar o jogo apenas no modo docked do Nintendo Switch 2, infelizmente não estava disponível no modo portátil. O jogo também está com um controle elite do Nintendo Switch, com botões adicionais na traseira do console que aumenta a margem de funções que o jogador pode utilizar no combate.
Uma franquia em busca de fôlego novo
A proposta de Modern Warfare 4 chega em um momento importante para a franquia. Depois de anos de lançamentos anuais e de uma integração cada vez maior entre os jogos principais e Warzone, parte do público demonstra cansaço com a fórmula. Nesse cenário, retornar a elementos tradicionais pode ser uma maneira de recuperar jogadores que sentem falta de combates mais objetivos.
A decisão de deixar o PlayStation 4 e o Xbox One para trás também abre espaço para que a Infinity Ward desenvolva sistemas pensando exclusivamente em hardware mais recente. A mudança favorece melhorias técnicas e amplia a margem para novas soluções de movimentação, áudio e apresentação visual.
Além do multiplayer, o jogo terá uma campanha ambientada na Península Coreana, com a participação da Força-Tarefa 141 e de soldados envolvidos diretamente no conflito. O retorno do modo DMZ também amplia a oferta para quem prefere uma experiência de extração, com confrontos entre jogadores e inimigos controlados pelo jogo.
Call of Duty: Modern Warfare 4 tem lançamento previsto para 23 de outubro de 2026. A principal impressão que fica após os testes é uma tentativa de recuperar os pontos fortes do multiplayer clássico sem simplesmente reproduzir fórmulas antigas. Resta descobrir se os ajustes de movimentação, a progressão e a variedade de modos conseguirão sustentar essa proposta durante toda a vida útil do jogo.
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