"O Alquimista", livro de Paulo Coelho, vai virar mangá no Japão. Crédito: GettyImages

O livro do autor brasileiro Paulo Coelho, O Alquimista, vai virar mangá no Japão pelas mãos da artista Tamaki Nakamura! A editora responsável pela adaptação é a Kadokawa, e ela pretende lançar muitas outras obras conceituadas para mangá, uma iniciativa chamada “Kadokawa Masterpiece Comics“, ou “Obra-prima de Quadrinhos Kadokawa”, em tradução livre.

A previsão do lançamento de O Alquimista na versão mangá é em setembro deste ano, segundo a Kadobun. Além de “O Alquimista”, a editora também lançará:

  • The Silent Miaow (O silencioso “miau”), de Paul Gallico;
  • The Legends of Tono (As lendas de Tono), de Kunio Yanagida;
  • Lipstick on an Afterimage, (Batom em uma pós-imagem), de Yasutaka Tsutsui;
  • O Grande Gatsby, de Scott Fitzgerald.

Até o momento, não há previsão de que a adaptação será lançada no Brasil. Contudo, “O Alquimista” recebeu uma versão HQ na China. O autor confessou à agência Xinhua que essa foi melhor adaptação de sua obra até o momento.

“O Alquimista” conta a história do pastor Santiago, que vai buscar por tesouros próximos às pirâmides do Egito após ter tido um sonho que acredita ser profético.

O sucesso de Paulo Coelho fora do Brasil

O fato de “O Alquimista” virar mangá é muito curioso. Enquanto que, dentro do Brasil, Paulo Coelho é um autor pouco valorizado pela crítica, suas obras são reverenciadas fora do país.

Esse fenômeno, como explicou Lucilene Machado Garcia em seu artigo, pode ser esclarecido pela Teoria dos Polissistemas literário!

Este pode ser considerado um sistema que integra outros maiores, como o sociocultural, que, por sua vez, abrange outros menores, além do literário, como o artístico, o religioso ou o político. Cabe também frisar que, ao ser inserida num contexto sociocultural mais amplo, a Literatura passa a ser vista não apenas como mera coletânea de textos, mas como um conjunto de fatores que governam a produção, difusão e recepção desses textos (BAKER, 1998)

O sistema é dividido entre central e periférico e, de modo geral, as obras traduzidas ocupam o centro! Ficou complicado? Vem entender melhor o que tudo isso significa:

(…) o sistema se divide em duas partes principais. A primeira é o centro, ocupado pelo repertório canonizado de maior prestígio. A segunda é a periferia, onde se situa o repertório não canonizado, como a literatura de consumo, a literatura infantil ou as traduções literárias (EVEN-ZOHAR, 1990)

Lucilene Machado Garcia

Em outras palavras, tudo isso significa que uma mesma obra pode ser desvalorizada em seu próprio país, mas muito valorizada fora dele. Isso tudo pode acontecer porque a tradução é capaz de inserir uma nova cultura em um país e, claro, até mesmo enriquecer a obra “original”!

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