Review | Amnesia: The Bunker e a verdadeira tensão de estar sozinho…ou não

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Esta análise foi realizada com código fornecido pela Frictional Games. Agradeço a confiança no trabalho.

Amnesia é uma franquia já bastante conhecida no gênero de terror, sendo um marco desde o seu começo lá em 2010 com o primeiro jogo, intitulado de Amnesia: The Dark Descent, na época um exclusivo de PC, chegando posteriormente aos consoles em 2016.

Treze anos se passaram e agora em 2023 chegou Amnesia: The Bunker, desenvolvido e publicado pela Frictional Games, lançado para PS5, PS4, Xbox One, Xbox Series e PC. E claro, assim como o nome já diz, o jogo se passa em um bunker, durante a Primeira Guerra Mundial, onde teremos que sobreviver a uma criatura tão temida e desconhecida.

Munição é algo difícil de ser encontrado, que deve ser usado com inteligência

O jogo nos coloca no controle de Henri Clément, um soldado francês, que ao ser ferido em combate, acorda no bunker sozinho, com tudo destruído e abandonado, mas que logo descobre que não está tão sozinho assim. O objetivo é simples e direto, sobreviver aos ataques de uma criatura bizarra, que não é possível nem enxergar direito, devido a tamanha escuridão no jogo.

A história é totalmente simples, mas que é contada através de arquivos e documentos de texto, que vão sendo encontrados ao longo da nossa jornada, que pode variar de acordo com suas habilidades em jogos do gênero, podendo ser reduzido o tempo a cada nova jogada. Consegui finalizar o jogo em uma primeira vez em menos de 7 horas. Nos documentos que encontramos, tudo começa ser explicado, o que realmente aconteceu no bunker e o que é a criatura que ali está, podendo passar batido informações a depender da exploração.

Nossa Safe Room no jogo, onde podemos salvar

Claro que por estarmos em uma guerra e ser um soldado, não poderia faltar armas, mas que funcionam mais para abrir cadeados e retardar o perseguidor, até que possamos fugir. Munição? Esquece, são raramente encontradas no jogo, por isso poupe-as. Contamos também com granadas e outros explosivos, que ajudam na abertura de portas e distração. A nossa fiel companheira é uma lanterna de corda, que óbvio, ao puxar a corda para ligar a lanterna, atrai atenção da criatura, assim como qualquer barulho.

Lanterna (mão esquerda) e arma (mão direita), nossos únicos companheiros no jogo

Para deixar as coisas um pouco mais agradáveis, o jogo não conta com save automático, sendo possível salvar apenas manualmente no nosso “safe room”, que dê safe não tem nada, já que a criatura pode entrar nele. Além disso, a energia no local fica por conta de um gerador, que vai te dar trabalho o jogo inteiro com falta de combustível, e definitivamente, não recomendo andar no escuro.

Graficamente o jogo me impressionou positivamente, contando com uma riqueza em detalhes, mesmo que possua cenários extremamente escuros, além de um desempenho muito consistente no PS5. Apesar de relatos sobre crashers, demora de loads e outros travamentos, não presenciei nada do tipo, que estragasse a experiência. O jogo ainda conta com localização PT-BR nas legendas, assim como os títulos antecessores.

Escuridão é o ambiente favorito da Criatura

Amnésia: The Bunker é tudo aquilo que os outros jogos da franquia entregam, mas de forma mais refinada, com gráficos mais bonitos e uma gameplay difícil, que com certeza você vai morrer várias vezes, até adotar melhores estratégias para contornar a criatura, funcionando como Alien Isolation, no famoso gato e rato. O jogo vai te frustrar, assustar e causar desespero, mas para os jogadores que já são veteranos na franquia, se torna mais um título obrigatório de se jogar. Lembrando que essa Review foi feita graças a uma cópia do jogo enviada pela Frictional Games.

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