Mafia The Old Country review
Imagem / Conecta Geek

Review | Mafia: The Old Country – Man of Honor resgata a essência dos grandes clássicos da máfia

Ao longos dos anos Mafia se tornou uma das minhas franquias favoritas, principalmente pelo gênero e temática abordada nos jogos. Com referências a grandes clássicos como O Poderoso Chefão, Scarface, Sopranos e entre outros.

Tendo jogado todos os jogos anteriores da franquia, confesso que fiquei com uma desconfiança quanto ao Mafia: The Old Country, ainda mais em como o terceiro título ficou abaixo dos demais. Porém, ao começar com praticamente zero expectativas, a jornada foi muito mais positiva do que eu esperava.

Antes de continuar, preciso deixar claro que esse texto é voltado também a recém lançada DLC, Man of Honor. Por isso, parte da abordagem de gameplay, mecânicas e afins, se aplicam tanto a versão base, quanto ao novo conteúdo.

Uma conexão direta a Lost Heaven

Quando foi anunciado que Old Country se passaria na cidade fictícia de San Celeste, na Sicília e no início dos anos 1900, tive um teor de desconfiança quanto a como seria essa abordagem. Mas diferente do que eu imaginava, o título foca em introduzir personagens, famílias e o código de honra da máfia italiana, que viera ser o alicerce das sequências – ou antecessores né!?.

Em Old Country acompanhamos o protagonista Enzo Favara, um trabalhador nas minas de enxofre da família Spadaro que sofre com condições precárias de vida. Após um incidente em uma das minas, Enzo se rebela e foge, sendo resgatado em uma das propriedades da família de Don Torrisi. 

Torrosi e seus aliados, Luca e Cesare se tornam o mais próximo que Enzo tem de uma família, além de servirem de inspiração com seus ensinamentos sobre honra e lealdade. A partir daí, claro, Old Country se desenrola em mostrar Enzo conquistar seu lugar na família e o crescimento dele como uma das peças importantes na aliança de Torrisi.

Um Homem de Honra

A DLC, Man of Honor, para aqueles que começarem o jogo base agora, ela se encaixa exatamente entre os capítulos 5 e 6 do jogo principal. E claro, para aqueles que já jogaram o jogo base, podem ir diretamente aos capítulos extras.

No total são 2 capítulos, que servem como conexão direta ao primeiro título da franquia, o que justifica também a decisão de 2k em relançar Mafia 1: Definitive Edition para os atuais consoles juntamente da chegada do novo conteúdo ao Mafia: Old Country.

Em Man of Honor é nos apresentado o personagem Ennio Salieri, chefe de uma das principais famílias do primeiro jogo, e a sua ligação com Don Torrisi. O conteúdo também serve como uma espécie de capítulos prequel para entendermos como Salieri foi parar em Lost Heaven e conquistou seu império.

Apesar de bem mais jovem, é possível vermos que Salieri e seu temperamento permanece o mesmo, assim como dá pistas de como o personagem acaba em uma reviravolta em Mafia 1. Além de suas decisões, quase sempre questionáveis, quanto às ordens de Torrisi.

Conteúdo de Man of Honor vai além

Além dos dois capítulos extras, a DLC traz novos conteúdos no modo Direção Livre, permitindo agora realizar missões oferecidas por Salieri. Assim como uma sessão de desafios para os jogadores testarem suas habilidades em combate, seja com abordagem furtiva ou não.

Old Country também recebe novos veículos, facas, armas e roupas, para serem coletados durante a exploração do mapa na gameplay. O conteúdo vai além adicionando também novos amuletos coletáveis, cartazes de procurado e saltos acrobáticos, o que permite aos jogadores não apenas concluir as missões, mas também explorar o mapa antes.

Graficamente dispensa comentários, mas ainda apresenta bugs

Visualmente falando, Mafia: The Old Country é tão bonito quanto a versão remake do primeiro jogo. O título traz uma ambientação de encher os olhos e efeitos de iluminação bem realistas. O mesmo se aplica a DLC, com locais já previamente explorados no jogo base.

Porém, algo que me incomodou foi a quantidade de momentos que as texturas dos cenários vão carregando enquanto passamos, mesmo após tanto tempo de seu lançamento oficial. Situações assim foram recorrentes no jogo base e na DLC, e que claro, mostram problemas da Unreal Engine 5.

Já na jogabilidade, eu diria que ela é bem próxima de Mafia 1 remake, mas com ressalvas ao gunplay. Os momentos de uso de armas – quero acreditar – são intencionalmente ruins para representar a precisão da época. Controlar a mira, a precisão dos tiros, assim como a responsividade das armas é um desafio à parte.

Essa mecânica se aplica também aos carros, com cada um deles apresentando uma reação diferente na dirigibilidade, deixando Old Country mais imersivo em como a gameplay do jogo reage de diferentes maneiras. E honestamente, para a época a variedade de veículos é bem positiva.

Um dos pontos mais negativos para mim foi a inteligência artificial dos inimigos, pois eles não tentam de alguma forma flanquear ou te atacar de forma relativamente estratégica, mas sim partem para cima expostos aos tiros. Além disso, momentos furtivo são bem fáceis porque os inimigos tem o modo “cego” e “surdo” para qualquer barulho que aconteça próximo, o que lembra os moldes de Mafia 3.

The Old Country e seu DLC é um bom jogo para quem gosta de clássicos

Jogar Mafia: The Old Country juntamente de seu DLC Man of Honor, foi uma aventura muito boa para mim que adora o gênero e bons filmes clássicos. O jogo entrega uma boa narrativa, introduz personagens que vem ser importantes em outros jogos da franquia e mostra aos jogadores como tudo era no começo, com a importância de lealdade, família e os códigos de honra.

Análise realizada na versão de PlayStation 5 com código enviado gratuitamente pela 2k Games.

Outras reviews:

Amante de Games desde criança e viciado em caçar platinas. Profissional de TI nas horas vagas. Você me encontra no X: @gennerdouglas