Review | Marsupilami 2: Salsa Palombia mantém a fórmula e entrega um jogo divertido

Admito que antes desse texto meu único conhecimento de Marsupilami era justamente a existência do jogo lançado em 2021. Mas com Marsupilami 2: Salsa Palombia chegando, eu pensei, “por que não pesquisar mais sobre a origem do personagem?” e o resultado me surpreendeu.

Contextualizando, para aqueles que não sabiam como eu, Marsupilami surgiu oficialmente na década de 50, sendo um personagem secundário da série de quadrinhos de Spirou e Fantasio, sendo criado por André Franquin. O personagem, um animal amarelo e com pintas pelo corpo, sendo da raça marsupilami, mais tarde ganharia todo um universo próprio, focando na origem, vida, além de outros marsupilamis.

O universo criado por Franquin se expandiu e foi para além dos quadrinhos, ganhando animações, filmes e um jogo lançado pela SEGA em 1995, seu único jogo até então. Porém, em 2021, após um grande hiato dos videogames, os Marsupilamis voltaram, trazendo uma nova geração de personagens, mas basicamente no mesmo universo.

E isso nos traz a sequência, Marsupilami 2: Salsa Palombia, onde nossos três heróis: Punch, Hope e Twister, retornam para salvar sua floresta da Palombia após mais uma vez as múmias tomarem o controle da nação dos marsupilamis.

Sequência aposta no seguro

Há um ditado popular, muito conhecido, que diz que “time que está ganhando não se mexe”, e bom o estúdio responsável por ambos os jogos, Ocellus Studio, adotou isso nessa sequência. Trazendo um jogo divertido e que aposta no seguro sem tentar se arriscar para além do que já deu certo.

Em resumo, se você jogou Marsupilami: Hoobadventure (2021), você estará completamente situado aqui, porque a estrutura de gameplay segue a mesma. E aqui destaque que a história de pano de fundo, praticamente não marca presença, resumindo o jogo a só jogar pronto.

Na gameplay Marsupilami 2: Salsa Palombia brilha, o jogo se inspira em títulos como Donkey Kong, Rayman, Crash e entre outros plataformas de sucesso. As fases seguem a estrutura de ir ao ponto A até o ponto B coletando itens no caminho, assim como derrotando inimigos.

Entre os itens nas fases temos as frutinhas, que servem como moeda para desbloquear fases extras ou desafios nas torres de Dojo. As notas musicais, que seria equivalente aos Teensies de Rayman Legends. Além dos próprios Dojos, minigame que varia entre em objetivos como quebrar vasos, coletar notas dentro do dojo ou derrotar todos os inimigos, por exemplo, em um tempo cronômetrado.

Cada fase do jogo é composta por 10 notas musicais e 1 dojo, estes que ficam escondidos, obrigando o jogador a explorar todos os cantos das fases. Obrigatoriamente é necessário coletar as notas para liberar a fase final do mundo, o boss. Cada mundo exige um valor, porém, para acessar o mundo final é necessário um total de 60 notas musicais em cada um dos anteriores, sistema já conhecido de jogos plataforma.

No total, Marsupilami 2: Salsa Palombia possui 4 mundos, sendo eles: Selva Pesada, Cidade Maluca, Monte Vertigem e Reino da Discoteca. Todas as boss fight são estilo batalha musical, com design único, apesar da semelhança visual entre os bosses.

Um é bom, três é ótimo

Como citei anteriormente, o jogo traz três heróis distintos para a missão, todos eles são jogáveis e possuem suas particularidades. Twister, o marsupilami amarelo, como o próprio nome já diz, tem a habilidade de dar um dash em formato de furacão, permitindo avançar rapidamente para cima de inimigos ou obstáculos.

Hope, por sua vez, a marsupilami rosa, possui a habilidade de pulo duplo, além de pairar no ar, o que permite usar inimigos que pegam fogo de mesma cor como catapultas para outros locais da fase. E por último Punch, o marsupilami roxo, tem sua habilidade se transformar em uma bola, permitindo alcançar áreas ou quebrar obstáculos no caminho.

A disponibilidade para jogar com cada personagem varia de fase para fase, sendo dois deles por fase. Você pode alternar entre a dupla que estiver naquela fase, onde cada um cumpre sua função para superar obstáculos ou alcançar áreas para coletar itens escondidos.

A estrutura das fases se divide entre Aventura e o Salsa. O modo aventura equivale ao modo normal de jogo, completando as fases e coletando as frutas, quebrando caixas, ícones de nota musical e chegando ao final.

Já o modo salsa é o modo “cronômetro” por assim dizer. Nesse modo você coleta frutas fazendo com que aumente uma barra de combo, em um tempo limite curto para continuar coletando frutas e aumentando os ganhos de pontuação. Caso a barra zere ou você não consiga coletar frutas rapidamente, a sequência do combo é quebrada.

Gráficos bonitos e coloridos

Graficamente Marsupilami 2: Salsa Palombia aposta em visuais bonitos. Tudo aqui é muito similar ao primeiro game, com cores vibrantes, e cenários que variam de acordo com o mundo em questão, indo desde floresta, cidades a um montanhas de neve, apresentando ambientação única.

Por se tratar de um jogo leve, não tive problemas com desempenho durante a jogatina, assim como não presenciei bugs. E felizmente, apesar de poucos textos, o jogo se encontra com legendas em português, não há dublagem com vozes.

Marsupilami surge como opção aos amantes de plataforma

Em tempos onde o gênero plataforma quase não tem atenção como jogos frequentes e de boa qualidade, Marsupilami 2: Salsa Palombia entrega um jogo divertido e que pode ser uma boa opção para apenas relaxar de narrativas complexas. Apesar da simplicidade, o jogo tem uma curva de aprendizado, portanto espere repetir fases para fazer o famoso decoreba das fases se buscar os 100% de conclusão.

Outras reviews:

Amante de Games desde criança e viciado em caçar platinas. Profissional de TI nas horas vagas. Você me encontra no X: @gennerdouglas