Review | ‘Metal Gear Solid: Master Collection Vol.2’ resgata Guns of the Patriots dos calabouços do PS3

Lançado na última semana, Metal Gear Solid: Master Collection retorna com o seu 2º volume, sendo desenvolvido por diversos estúdios em colaboração com a Konami, como a Virtuos, Rocket Studio, M2 e logicalbeat. A coletânea traz apenas três títulos da franquia, mas, mesmo com um número de conteúdos um tanto decepcionante por não incluir mais jogos, traz uma das maiores surpresas e milagres já vistos no mundo dos games: uma remasterização de Metal Gear Solid 4: Guns of the Patriots – título que estava preso ao console PlayStation 3 por quase 20 anos.

Então, aqui temos a presença de um milagre, junto de duas outras adições interessantes à franquia. Metal Gear Solid: Peace Walker – que não foi o quinto título da série, pois a Konami achou melhor não numerar um jogo exclusivo de console portátil – e Metal Gear Solid: Ghost Babel, lançado originalmente para Game Boy Color. No ocidente, seu subtítulo foi removido, dando a entender que se tratava de uma versão do primeiro Metal Gear Solid, mas, na verdade, é um jogo totalmente novo, com enredo e temáticas únicas.

SCENE, PEACE e… GHOST? Em enredos envolventes que são marcas da franquia

Metal Gear Solid: Master Collection Vol.2 | Konami

Em termos de enredo, temos duas pontas bem diferentes da franquia nesta coletânea. Estamos presenciando o fim definitivo de toda essa saga – e, consequentemente, a última jornada do famoso Solid Snake – ao mesmo tempo em que temos um jogo que mostra a ascensão de Naked Snake ao seu famoso título de Big Boss em Peace Walker. É o nascimento e o fim de dois personagens com uma relação extremamente complexa e repleta de problemas.

Em Metal Gear Solid 4: Guns of the Patriots, acompanhamos o protagonista Solid Snake – agora com seu codinome alterado para Old Snake devido a um problema genético que fez seu corpo envelhecer aceleradamente. Então, mesmo tendo apenas uns 40 anos, ele tem o corpo e a aparência de um homem na casa dos 80.

Sua missão é assassinar de uma vez por todas seu irmão, Liquid Snake (ou Liquid Ocelot, já que Liquid “possuiu” o corpo do personagem Ocelot devido ao uso do braço de Liquid para substituir o que ele perdeu no primeiro Metal Gear Solid). Para isso, Old Snake se infiltra em meio a uma guerra no Oriente Médio, seguindo um paradeiro relacionado ao seu irmão. E é aí que o jogo começa.

Já Metal Gear Solid: Peace Walker também tem uma ambientação curiosa. Ele se passa no ano de 1974 – cerca de 40 anos antes de Metal Gear Solid 4 – na Costa Rica, algum tempo depois da Crise dos Mísseis de Cuba, quando a União Soviética instalou mísseis nucleares em Cuba.

Aqui, Naked Snake (agora Big Boss) lidera um grupo de mercenários conhecido como Militaires Sans Frontières (ou Soldados sem Fronteiras) para impedir um projeto nuclear liderado por rebeldes da CIA. Toda essa ambientação compõe os temas e a crítica ao uso de forças militares e de armamento nuclear que Hideo Kojima adora abordar – e, com muita razão.

Metal Gear Solid: Master Collection Vol.2 | Konami

E, por fim, temos Metal Gear Solid: Ghost Babel. Este, por si só, não tem relevância para a história principal por ser um spin-off tão “off” da franquia quanto os Ac!d. Aqui, temos uma linha do tempo alternativa na qual Metal Gear 2: Solid Snake, do MSX, e Metal Gear Solid, do PlayStation 1, não aconteceram.

Temos teorias interssantes a respeito de Ghost Babel, mas aí eu deixo para vocês destricharem esse jogo – que é excelente apesar de ser um jogo de Gameboy.

Solid Snake precisa se infiltrar na fortaleza de Galuade – uma reconstrução da base Outer Heaven – para, de novo, parar os planos de um grupo separatista que pretende usar uma arma nuclear roubada, conhecida como Gander, que é basicamente um Metal Gear.

Temos teorias interessantes a respeito de Ghost Babel, mas aí eu deixo para vocês destrincharem esse jogo – que é excelente, apesar de ser um título de Game Boy.

Metal Gear Solid: Master Collection Vol.2 | Konami

Enfim, esses são os três jogos que temos na mesa. Metal Gear Solid é uma franquia extensa e cronologicamente um tanto confusa. Temos personagens diferentes, mas extremamente parecidos, já que Solid Snake é um clone de Big Boss e os dois são muito semelhantes em aparência e voz. Mas, logo você se encontra nesse universo e fica fácil pegar as manhas do jogo.

Metal Gear Solid tem ótimos diálogos e uma trama política e militar extremamente crítica e muito bem escrita. Apesar de suas complexidades e, às vezes, de alguns exageros que podem afastar um público mais geral, Kojima demonstra uma dedicação impressionante nesses jogos e sempre traz surpresas à mesa.

E, apesar de Ghost Babel não ser obra dele, o jogo também traz à tona toda essa excelência que a série possui, mesmo que de uma forma mais simplificada.

Um overview de gameplays para iniciantes

Metal Gear Solid: Master Collection Vol.2 | Konami

Bem, entramos em uma área complicada, já que estou lidando com três jogos aqui, mas vou tentar ser breve.

Todo jogo da franquia Metal Gear (tirando talvez o 5) tem um gameplay um tanto “estranho” – algo que é meio que uma marca dos jogos do Hideo Kojima. Eles são um pouco esquisitos de se acostumar, mas extremamente responsivos, e um dos maiores prazeres possíveis é masterizar seus controles. Pois bem, isso se reflete nos jogos aqui.

Metal Gear Solid 4 nos traz uma visão em terceira pessoa, com a câmera como estamos acostumados em jogos modernos. Miramos a arma com o L2 e atiramos com o R2, com direito a uma câmera em primeira pessoa quando apertamos o triângulo. Isso é algo que a franquia já tinha desde Metal Gear Solid 1, mas só fomos capazes de atirar em primeira pessoa no segundo jogo – e usar isso é extremamente eficiente.

Porém, Snake tem alguns comandos que fazem uma diferença absurda. Com o R1 e L1, podemos trocar de armas e itens selecionados por nós no menu (que antigamente, no PlayStation 3, eram R2 e L2 por padrão). Agachamos e deitamos com o X e, bem, é isso. Os controles demoram um pouco para pegar as manhas do básico, mas não demora muito para se acostumar.

O que realmente faz diferença aqui são algumas das pequenas técnicas que você pode aprender com os controles. Por exemplo, com Snake deitado no chão, o jogador pode mover o analógico com mais sensibilidade e ele irá se movimentar como uma cobra, em uma animação muito engraçada na qual ele levanta o traseiro e deita no chão novamente.

Se você balançar o controle, o Octo Camo – sistema de camuflagem dinâmica do jogo, no qual Snake assume a textura da superfície em que está encostado após alguns segundos – volta à sua cor padrão, resetando a camuflagem caso o jogador prefira.

Metal Gear Solid: Master Collection Vol.2 | Konami

Então, Metal Gear Solid 4, assim como quase todos os jogos do Hideo Kojima, tem bastante truque divertido que o jogador pode utilizar para sair de situações inusitadas e ser criativo. E MGS 4 é um dos melhores exemplos dessa liberdade.

O jogador vai enfrentar diferentes setpieces em que pode brincar com as situações. Logo no começo do jogo, estamos no meio de um conflito, sem um lado aparente: Snake é uma anomalia no campo de batalha, mas está infiltrado em uma milícia. Por conta disso, eles meio que estão do nosso lado, ficando hostis apenas se os atacarmos – algo que temos total liberdade para fazer.

Caso o jogador escolha não atacá-los, temos um exército ao nosso lado combatendo os PMCs, que são 100% hostis. Durante o primeiro ato, isso proporciona momentos muito interessantes, já que MGS 4 tem uma espécie de “side quest” sem avisar.

Os milicianos vão comemorar vitórias, seja por limpar a presença inimiga no mapa ou por derrubar alguns snipers da PMC. Isso cria uma imersão gigantesca em uma das experiências que eu nunca tinha visto em outro videogame.

Porém, nem tudo são flores. Os dois primeiros atos de MGS 4 têm bastante foco nesse tipo de infiltração, mas, lembrando, Metal Gear Solid 4 é um epílogo. É um jogo que, narrativamente, busca fechar todas as pontas soltas da franquia.

Temos direito até a flashbacks em cutscenes (que são bem infames por suas longas durações, por sinal), nas quais, ao apertar botões na tela, vemos momentos de jogos passados com os gráficos de cada título intactos. É uma metanarrativa genial e que respeita um legado gigantesco de jogos.

E isso não acontece apenas na narrativa, mas também nas setpieces. Se o ato 1 apresenta algumas inovações, o 2 tenta nos colocar em um grande callback a Metal Gear Solid 3: Snake Eater, com uma área mais ensolarada e um bioma mais florestal.

Infelizmente, essa fórmula não retorna após os dois primeiros atos. O terceiro envolve o jogador em uma espécie de missão de espionagem na qual precisamos perseguir um homem até um ponto X para descobrir a localização do personagem Y, mudando totalmente a ambientação de guerra urbana apresentada nos primeiros atos.

A narrativa segue seu rumo sem medo de mudar drasticamente, algo que pode ser uma grande decepção para alguns jogadores, mas incrível para outros.

Contemplem! Um controle de PS3 no Xbox!

Já em Peace Walker, a coisa muda bastante de escopo. PW é um jogo que originalmente saiu para PSP, e sua estrutura geral leva isso muito em conta.

Seus controles foram todos pensados para o PSP, que tinha a ausência de um analógico direito e apenas dois botões, R e L. O jogador tinha um controle muito responsivo de Big Boss, mas também precisava de um tempo para se acostumar, já que a função da câmera ficava atrelada aos botões de ação (quadrado, X, triângulo e círculo). Ainda assim, rapidamente o jogador pegava o jeito.

Dito isso, essa versão da Master Collection é baseada na remasterização realizada pela finada Bluepoint, em que os controles foram reajustados para facilitar o manuseio da câmera. Isso acaba deixando o jogo um tanto “fácil demais”, já que ficou muito mais prático mirar e atirar nos inimigos. E, obviamente, essa melhoria também está presente aqui, o que pode ser tanto bom quanto ruim.

Peace Walker é em terceira pessoa e possui mapas condensados em pequenas áreas, mas com uma boa variedade de situações e complexidades. Algo que chama bastante a atenção é como a dinâmica de espionagem e stealth mudou nesse jogo.

Aqui temos a introdução do co-op em missões mais formulaicas, escolhidas no menu principal. E, como um bom jogo portátil, essas missões podem variar entre muito divertidas e bastante tediosas. Ainda assim, funcionavam super bem no PSP, já que o objetivo era proporcionar uma jogatina rápida e despretensiosa enquanto você pega um transporte público.

Metal Gear Solid: Master Collection Vol.2 | Konami

Com essa dinâmica, já que controlamos Big Boss enquanto criamos e ajustamos seu exército, temos aqui a Mother Base, que o jogador gerencia e evolui ao longo do jogo.

Isso está atrelado a um sistema de “fultons”, no qual o jogador pode derrubar um inimigo, utilizar um Fulton nele e capturá-lo para a nossa base. Lá, ele pode se juntar a nós e ajudar a compor o exército.

Com isso, vamos evoluindo pouco a pouco nossa base, o que nos permite criar mais armas para realizar missões e até mesmo construir nosso próprio Metal Gear, utilizando partes de outros veículos e de chefes que enfrentamos por aí.

Isso incentiva bastante o famoso “farm” em missões, fazendo com que os jogadores repitam determinados estágios para conseguir essas partes.

Metal Gear Solid: Master Collection Vol.2 | Konami

Mas tudo isso é remediado com a adição do co-op, no qual podemos nos unir aos nossos amigos e realizar missões tanto deles quanto nossas para progredir no jogo.

E o co-op de Peace Walker é, sem dúvidas, uma das melhores coisas do jogo. Há um número impressionante e bastante criativo de interações entre os jogadores, incluindo algumas situações inusitadas com a famosa caixa de papelão da franquia, que, sem dúvidas, tem aqui o melhor uso de toda a série.

Tudo isso faz Metal Gear Solid: Peace Walker ser bastante divertido mesmo em um console de mesa. Eu acabei passando mais tempo nele do que em MGS 4, pois essa foi a primeira vez que explorei de verdade todas as suas possibilidades online.

Não é à toa que esse jogo teve crossover com “Monster Hunter”, que era uma verdadeira febre no Japão – e, mais especificamente, no PSP.

Metal Gear Solid: Master Collection Vol.2 | Konami

E, por fim, temos Ghost Babel, que é o mais simples de explicar de todos (ufa!). O jogo funciona de maneira linear e sem muitas surpresas, mas apresenta uma complexidade bastante grande para um console que tinha apenas cinco botões, sendo eles Start, Select, um D-pad e dois botões de ação.

Toda a complexidade criativa da franquia também se encontra aqui. Temos um jogo de ação com stealth muito funcional, com direito a uma janela de itens para o jogador selecionar, um botão para deitar e rastejar e um combate simples, mas muito responsivo.

Galuade é divertida de navegar e apresenta ótimas setpieces aos jogadores. Também temos direito às famosas chamadas de Codec (que eu não citei, mas também estão presentes nos outros dois jogos), com personagens que vimos em Metal Gear Solid 1 e até algumas palavras de coach da personagem Mei Ling.

Então, mesmo em um Game Boy Color e com todas as suas limitações, temos um dos melhores Metal Gear em pixel art, perdendo apenas para o excelentíssimo Metal Gear 2: Solid Snake, do MSX.

De adição, temos apenas a função de rewind no gameplay, permitindo voltar um pouco no jogo caso tenhamos morrido ou perdido algo importante. Não é uma função que usei muito, para ser sincero.

Melhorias surreais e uma grande dedicação dos desenvolvedores

Metal Gear Solid: Master Collection Vol.2 | Konami

Para começar falando das melhorias, temos uma remasterização insanamente competente de um jogo que estava lacrado no PS3, já que ele havia sido projetado em cima de toda a arquitetura complexa do console.

O time de desenvolvimento dessas coletâneas não só livrou MGS 4 do PS3, como também fez um dos melhores trabalhos de remasterização que eu já vi na vida. E, bem, não sei vocês, mas quase todo remaster de jogos da sétima geração de consoles é decepcionante.

A série Batman Arkham, por exemplo, têm visuais piores que os originais e ainda rodam a 30 fps. O mesmo pode ser dito da infame “Assassin’s Creed: The Ezio Collection”, que deve – e muito – às versões dos consoles PS3/Xbox 360.

Mas aqui temos o visual de sétima geração intacto, com seus filtros fortes, agora rodando a 60 frames por segundo e em uma impressionante resolução 4K.

Todas as texturas também receberam carinho na remasterização, mantendo a identidade visual do jogo sem deixá-lo visualmente horrendo em um monitor moderno. Então, mais uma vez, uma salva de palmas para a equipe responsável por essa remasterização, pois eles fizeram algo que parecia impossível, com bastante carinho e cuidado.

Metal Gear Solid: Master Collection Vol.2 | Konami

Peace Walker também recebeu bastante carinho. É claro que algumas de suas texturas são extremamente inferiores em qualidade, mas estamos falando de um jogo de PSP, que utilizava bastante técnica para esconder suas limitações visuais – algo que ficou cada vez mais difícil de disfarçar em um console de mesa, ainda mais em monitores modernos.

Porém, o jogo ainda entrega muito visualmente. Ele era provavelmente o título mais impressionante do PSP e, se você tem sua origem em mente, continua muito impressionante.

Temos texturas remasterizadas e bastante evidentes, detalhes impressionantes nos modelos dos personagens – apesar de Snake quase sempre ter a mesma expressão – e um gameplay fluido em 4K e 60 fps.

Além disso, as cutscenes, que aqui são apresentadas como histórias em quadrinhos – algo que eles já haviam experimentado em outro título de PSP, Portable Ops – também foram remasterizadas. Elas estão com uma resolução e clareza absurdas, além de um ótimo trabalho em manter a integridade artística tanto do lendário Yoji Shinkawa quanto do quadrinista Ashley Wood e do artista Yuya Ishihata.

Elas também possuem uma interatividade bem divertida – e um tanto esquisita – em algumas partes. Foi uma ótima solução visual para contornar as limitações do PSP sem abusar delas.

Infelizmente, algo que poderia ser melhorado em Peace Walker é seu matchmaking online. O jogador precisa estar preparado para sofrer na mão dele, pois é um parto conseguir encontrar uma partida funcional – e até mesmo outros jogadores para ajudar nas missões.

Caso esteja jogando sem companhia e queira interagir online com outros jogadores, a experiência pode ser ainda mais complicada. Era algo que precisava muito de uma melhoria por parte da Konami, pois isso é basicamente a alma do jogo. Com um matchmaking tão disfuncional, a experiência de Peace Walker acaba sendo bastante prejudicada.

Metal Gear Solid: Master Collection Vol.2 | Konami

Ghost Babel preserva bem sua pixel art. Apesar de ser sempre um pouco esquisito jogar um game em pixel art assim em um monitor moderno, foram disponibilizadas diversas opções de resolução e filtros para melhorar a visualização do jogo, de acordo com a preferência do jogador.

Mas, por ser um jogo de Game Boy Color, fica um pouco mais difícil apreciar sua pixel art em monitores modernos, já que o jogo foi programado para uma tela de poucas polegadas.

Ainda assim, o jogador pode se impressionar com suas animações, que são muito detalhadas mesmo em um console tão básico. Toda a tradução visual dos cenários também é impressionante diante dessas limitações. O pessoal da arte realmente foi muito dedicado e fez um trabalho impressionante.

Pequenas mudanças na parte sonora e ótima localização

Não precisa trocar o disco, pois nem isso vamos ter no futuro

Na parte sonora, não consigo pensar em muita coisa para dizer além de elogios. Todo o áudio está praticamente intacto, da forma como me recordo, sem grandes mudanças ou suporte a áudio 3D, por exemplo. Ainda assim, tudo está muito bem encaixado.

O áudio de Peace Walker também tem mais clareza do que no PSP, algo que imagino não ter sido tão simples de realizar aqui.

Temos ainda a surpresa de contar com suporte a PT-BR no jogo, sendo essa a segunda vez que a franquia foi localizada para o nosso idioma, fora MGS V. Isso veio depois de uma forte campanha dos jogadores, que passaram um bom tempo enchendo o saco da Konami para que adicionassem a localização.

E, dito e feito: o jogo está muito bem localizado e, até onde vi, sem erros de tradução que precisem de atenção. Não tenho o costume de jogar em PT-BR, mas temos aqui uma grande vitória da comunidade.

No mais, temos algumas mudanças na dublagem do jogo. As referências ao PS3 que tínhamos no MGS 4 original precisaram ser redubladas para citar os novos consoles. Novamente, isso mostra um grande cuidado e dedicação da Konami para atualizar o jogo sem quebrar a imersão do jogador na experiência original. É um feito e tanto.

Considerações finais

Metal Gear Solid: Master Collection Vol.2 | Konami

Estou cansado de elogiar a Konami em toda review que faço de algum jogo deles, mas é impossível não voltar a elogiá-la pelo excelente trabalho de preservação que vem sendo feito, tanto com Metal Gear quanto com Castlevania. Basicamente, quase todos os jogos dessas franquias estão disponíveis e são de fácil acesso para os jogadores. Em uma única plataforma, o consumidor pode ter praticamente a franquia Metal Gear inteira.

O Volume 1 tinha sua parcela de problemas no lançamento, mas a equipe responsável foi atualizando e aprimorando os jogos pouco a pouco nas diferentes plataformas, mesmo muito tempo depois de seus lançamentos. E, mesmo depois de Metal Gear Solid 3 receber um remake, eles ainda atualizaram e melhoraram visualmente o jogo original, buscando nos oferecer a melhor experiência possível desses títulos.

Aqui não é diferente. A coletânea já chegou chegando, com provavelmente a melhor versão possível de Metal Gear Solid 4, rodando bem em todas as plataformas, inclusive no Switch 1, e mostrando uma dedicação incrível para manter a experiência o mais próxima possível do original, apenas adicionando melhorias.

Algo incrível também é ver uma parcela de novos jogadores descobrindo o quanto Metal Gear Solid 4 é especial e o quanto ele é diversificado em gameplay e experiências. É divertido ver que todos os macetes antigos continuam intactos aqui.

Nem tudo são rosas!

Algo a se lamentar é que a coletânea não foi lançada para PlayStation 4 e Xbox One, mas, estranhamente, está disponível para Nintendo Switch. Pode ser que o número de usuários no Switch seja maior, mas ainda assim é uma ausência significativa.

No mais, não consigo recomendar mais a compra dessa coletânea. Se você é fã de Metal Gear, é impossível deixar essa passar.

Espero que, no futuro, tenhamos mais coletâneas visando trazer jogos como Metal Gear Solid: Portable Ops, Metal Gear Rising: Revengeance, a franquia tactics de Metal Gear Ac!d, entre outros pequenos lançamentos que compõem essa franquia, que é uma das maiores da história dos videogames.

Metal Gear Solid: Master Collection Vol. 2 está disponível para PlayStation 5, Xbox Series X|S, PC via Steam e Nintendo Switch 1 e 2.

Outras reviews:

Meu prato favorito é JRPGs, mas também gosto de saborear filmes, animações, quadrinhos etc. Um outro prato que adoro é jogo de terror com tempero de ação, mas, na real, eu gosto de tudo relacionado a videogame. Se quiser me seguir no twitter, fique a vontade! As vezes eu posto opinão lá > @vannbrood