Um dos estilos que recém descobri e que me conquistou fortemente foi o Metroidvania, desde que joguei Disney Illusion Island tenho ficado de olho em mais jogos do gênero para dar uma chance. Foi aí que vi que um dos jogos que mais tinha me chamado a atenção, devido a sua temática, é um metroidvania e que estava chegando PlayStation 5. The Last Case of Benedict Fox trás um jogo bem feito com uma linda direção de arte, focando em muitos puzzles e muita ação. Será que ele vale a pena realmente? Sem mais delongas, vamos ao review.

Agradecimento a Plot Twist por nos ter mandado uma chave de PlayStation 5 para realizar a análise.

Um mundo obscuro 

A trama se passa em uma mansão, onde nosso protagonista, Benedict Fox, um detetive iniciante que tem como o caso, desvendar o assasinato de seu pai. Em nossa jornada, temos um companheiro demoníaco que transita entre o mundo real e o limbo, que são a representação da mente do pai do protagonista.

Com relação ao seu gameplay, ele é um pouco difícil de ser compreendido, mas conforme vamos evoluindo nossas armas, o jogo vai ficando bem mais tranquilo.

O nosso equipamento inicial é uma baioneta e uma pistola que podemos dar somente 1 tiro, que podemos futuramente dar upgrade para até 3 tiros.

De início, o sistema de parry me deixou totalmente confuso, já que ele por uns 2 segundos, e os inimigos em grande parte são extremamente lentos, fazendo com que você tome golpes frequentemente. Conforme vamos evoluindo nossas habilidades, o gameplay vai ficando mais tranquilo e bem mais fácil de se conduzir.

Os upgrades são feitos pelo armeiro que será apresentado durante o decorrer da campanha. Para fazermos o upgrade em nossas armas, precisamos encontrar itens específicos que são sinalizados na árvore de upgrade. 

Outro upgrade que podemos realizar são nos itens individuais, onde quem fica responsável é Harry, o mordomo da família. Com ele podemos comprar upgrades de poções, lanterna, entre outros itens de uso rápido. De todos os itens, os upgrades disponíveis são a quantidade de vezes que pode utilizar e a eficiência do item.

As habilidades com a criatura são gerenciadas através de uma moça misteriosa que também é importante para a trama. Utilizamos tintas para fazer os upgrades, que são representados por tatuagens. A cada tatuagem feita, o braço do personagem vai se completando igual temos por exemplo em Far Cry 3.

Com relação ao mapa do jogo, ele é um pouco complicado para quem for jogar na forma de exploração, já que não temos a indicação de onde ir, isso para os iniciantes fica bem complicado. Pensando nisso, temos o modo onde a área fica toda vermelha indicando que temos alguma ação para realizar.

Exploração

Em todo o mapa, podemos encontrar vários puzzles que facilmente vão quebrar muita a cabeça. Por exemplo, os que precisamos encontrar a simbologia correta para liberar a porta, e com isso, precisamos sempre ficar olhando o guia que tem no próprio jogo para decifrar o idioma que o jogo proporciona. Para quem não quer quebrar a cabeça com isso, temos a opção de resolver o puzzle automaticamente, desde que tenha os itens que são necessários para prosseguir.

Como de costume em Metroidvanias, temos os fast travel para facilitar a exploração, elas são chamadas de âncoras. As âncoras estão espalhadas em todos os cantos do mapa, simbolizado por um espiral laranja. Para desbloquearmos, basta encontrá-los no mapa. Alguns precisaremos matar alguns inimigos para poder utilizar, o que é uma tarefa bem tranquila.

O maior terror do jogo não é a trama

Um dos maiores problemas que enfrentei em toda a minha jornada, foi o desempenho do jogo em si. Por exemplo, quando temos vários inimigos na tela, o frame começa a cair bastante e chega a incomodar bastante. Outra coisa que é muito decepcionante em relação a desempenho, é o próprio modo gráfico, ele em si é bem prejudicado visualmente, onde notamos uma diferença absurda no visual. Recomendo fortemente o modo Qualidade, o frame rate dele é mais estável e temos uma experiência bem mais agradável.

A história é mais contada por documentos e diálogos em texto, o que exige um pouco mais de atenção do jogador para se aprofundar na história. Caso você preste atenção somente nas cutscenes, talvez seja um pouco difícil de acompanhar.

Conclusão

Para quem busca, assim como eu, experiências novas no universo de metroidvanias, jogos curtos para serem finalizados no final de semana, The Last Case of Benedict Fox é um prato cheio para se deliciar, ainda mais se você curte a temática Lovecraftiana.

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Gráficos
7
História
8
Gameplay
7.5
7.5

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