O dia 25 de maio está aqui, sabem o que significa? É o Dia da Toalha, ou também o Dia do Orgulho Nerd! Para celebrar a data, nós, do Conecta Geek, trouxemos uma lista para das HQs que todo nerd tem que ler, sejam de super-heróis da Marvel e DC ou outras editoras que marcaram a 9ª arte.

Dá uma olhada:

Marvel

X-Men: Deus Ama, o Homem Mata – Chris Claremont e Brent Eric Anderson

Stryker demonstra seu preconceito e ódio afirmando que o Noturno não é humano.

Uma das graphic novels mais influentes da equipe mais diversificada da Marvel, X-Men: Deus Ama, o Homem Mata, foi fundamental em seu aprofundamento da metáfora mutante. Embora alguns tenham dificuldade em acreditar, os X-Men representam as minorias da realidade, são os deixados de fora, os odiados por existirem, os que causam medo nos ignorantes mesmo sem fazer nada.

Claremont, assim como em todo seu tempo com os mutantes, aprofunda nessas questões e traz o fundamentalista Reverendo William Stryker como um antagonista não menos perigoso que o Apocalipse. A arma desse vilão? A propaganda odiosa, o discurso ignorante, que se recusa a ver o outro lado por medo de estar errado e ter que refletir sobre seus próprios ideais.

Homem-Aranha: Azul – Jeph Loeb e Tim Sale

Peter reflete sobre suas lembranças de faculdade com Gwen e MJ.

Homem-Aranha: Azul é uma daquelas histórias que não faz nada inovador, não revoluciona o meio, mas é um retrato tão bem feito de Peter Parker nos seus anos de faculdade, que merece estar na lista. Poucos anos depois de sua morte, esta obra é um dos exemplos mais lindos do enorme e único talento de Tim Sale.

O foco aqui é na relação de Peter com seus amigos mais queridos, que estão entre os personagens não super-poderosos mais famosos das HQs, sendo eles: Harry Osborn, Mary Jane Watson, Gwen Stacy, Flash Tompson, a querida Tia May e mais alguns. Peter, já casado com MJ, se emociona ao relembrar e nos contar sobre alguns casos com a antiga turma, como se apaixanou pela Gwen, como foi morar em uma cobertura imensa com Harry ou como foi ir de vítima do Flash para um de seus amigos mais próximos.

Guerras Secretas – Jonathan Hickman e Esad Ribić

Guerras Secretas mostra combate frenético entre os mais diversos personagens da Marvel.

OK, se você está aqui, já deve ter ouvido falar das Guerras Secretas, onde vários heróis e vilões do Universo Marvel são reunidos em um mundo isolado e forçados a lutar, certo? A premissa é, mais ou menos, a mesma, mas as Guerras Secretas de 2015 são bem diferentes das originais. Para ser sincero, fora alguns momentos excepcionais, a HQ de 1984 foi feita com o intuito comercial (fato que permeia a maior parte das HQs ao longo da história), além de já ser tão conhecida quanto a Crise das Infinitas Terras na DC.

Já a nova história de Jonathan Hickman foi construída desde que o autor começou a escrever os Vingadores em 2012 e a plantar sementes com os Illuminati. É um épico de escala multiversal, foi responsável por trazer o Miles Morales para o universo 616, nos deu o Doutor Destino mais assustador e empolgante de todos os tempos e muito mais, tudo realçado pelo estilo inigualável de Esad Ribić.

Invasão Secreta – Brian Micheal Bendis e Leinil Francis Yu

Os Skrulls demonstram suas habilidades de transformação.

Poucas histórias são tão tensas quanto Invasão Secreta. Embora seja recomendado ler as histórias anteriores primeiro para seguir todos os desdobramentos dessa era da Marvel, Invasão Secreta é única no efeito que Brian Micheal Bendis consegue nos causar.

Toda as histórias desde Vingadores: A Queda, passando por Guerra Civil, Guerra Secreta (diferente de Guerras Secretas) até o Cerco constituem uma época inesquecível, com histórias importantíssimas para todo o universo que tem repercussões até hoje. É uma baita sessão de leitura longa, mas vale muito a pena!

DC

O Cavaleiro das Trevas – Frank Miller

Batman e Robin se locomovem pelos céus de Gotham.

Começando com uma das histórias mais icônicas do Batman, talvez a mais icônica, e uma das mais importantes para o meio das HQs. Trazendo uma atmosfera muito mais séria e sombria, hoje sinônimas com o Homem-Morcego e Gotham como um todo, o clássico de Frank Miller é imperdível.

Com questões que refletem Bruce Wayne como pessoa e como vigilante, versões interessantíssimas de vilões como o Duas-Caras, a carismática Carrie Kelley como Robin e arte expressiva e que nos trouxe o Batman mais maromba de todos os tempos, não tem muito para se dizer sobre a obra que já não tenha sido dito.

Watchmen – Alan Moore e Dave Gibbons

Dan Dreiberg tem um pesadelo sobre o fim do mundo.

Watchmen é, para muitos, uma das maiores obras primas literárias do séc. XX, e não tem essa fama atoa. Alan Moore nos abençoou com diversas das HQs mais aclamadas de todos os tempos, como a Piada Mortal e V de Vingança, mas Watchmen é a obra dele da DC que leva a coroa.

Com uma visão bem mais realista de super-heróis, seus impactos no mundo real e a reação das pessoas e do governo, nossos “heróis” têm problemas, visões e preconceitos muito reais, ao ponto de dar certo desconforto em alguns casos. O mistério da morte do Comediante e os desdobramentos da Guerra Fria frente a um mundo com vigilantes, heróis, vilões e a bomba nuclear ambulante chamada de Dr. Manhattan são todos elementos que o autor percebe e leva até o final com maestria, tudo seguindo as letras de Bob Dylan e outros ao final de cada capítulo.

Sandman – Neil Gaiman e Bill Sienkiewicz, Sam Kieth, Dave McKean, entre outros…

Morfeu e a Morte conversam e desabafam.

Sandman é uma daquelas obras primas que estão em um lugar isolado das outras da DC. É louvada pela profundidade incrível e não muito comum no meio das HQs, o teor filosófico e mitológico é presente em toda a obra, mas no fundo, é uma história inegavelmente humana. Neil Gaiman está entre os autores mais geniais das últimas décadas e Sandman deve ser parte do acervo de qualquer leitor.

Morfeu, ou Sonho, é um protagonista não muito convencional para histórias não convencionais, mas suas jornadas, seja para retomar seu reino e seus poderes ou passear no parque com a irmã mais velha, a Morte, são encantadoras do início ao fim.

O Reino do Amanhã – Mark Waid e Alex Ross

A arte de Alex Ross mostra um combate enorme entre heróis.

O Reino do Amanhã nos leva a uma versão distópica do universo DC, onde as pessoas parecem não precisar mais do heroísmo a moda antiga do Super-Homem, e sim da brutalidade do Magog e outros que seguem seus passos.

Tal divergência de ideologia é a grande discussão da HQ, que força os heróis do passado a tentarem provar que seus métodos são corretos. Mark Waid é e sempre foi um dos escritores mais talentosos a trabalhar para DC. Essa obra, que ainda conta com a arte de cair o queixo de Alex Ross, é prova que a moralidade é uma discussão que sempre deve estar presente nas histórias de super-herói.

Outras HQs

Maus – Art Spiegelman

Vladek narra uma das atrocidades que presenciou nos campos de concentração.

Indo para uma obra mais mórbida, Maus é mais que uma daquelas histórias que te fazem chorar por te mostrar coisas horríveis, mas é uma análise profunda e histórica de como eram as condições para os prisioneiros judeus durante o Holocausto. Sendo em parte biográfico, uma das partes mais interessantes de Maus é nosso narrador-protagonista, Vladek, e como a experiência o moldou e moldou até mesmo seu filho, nascido depois da guerra.

Esta é também uma das obras responsáveis pelo maior apreço crítico e público por HQs, sendo Maus o ocupante do 2º lugar no best-sellers da Amazon. É mais uma obra prima que transcende o tempo e tem muito a oferecer independente da época, ou seja, todos têm que ler.

Invencível – Robert Kirman Cory Walker e Ryan Ottley

Mark Grayson como Invencível voa pela cidade.

Ainda bem que a série animada está sendo recebida tão bem, porque Invencível é uma das obras de super-herói que melhor faz o que nem a Marvel nem a DC podem fazer: deixar seus personagens crescerem. Só para exemplificar, o Peter Parker foi criado com 15 anos, se formou, casou e trabalhou em diversas áreas. Ainda assim, a Marvel sempre tenta fazer ele voltar a ser um adolescente solteiro e fracassado quando podem.

Invencível tem sua maior força na relação de seus personagens e universo sempre em constante desenvolvimento e de forma lógica e muito satisfatória. Quem já viu a série tem uma boa noção disso, mas não se esqueçam de prestar homenagem a história original de Kirkman!

Concorda com a lista, têm mais alguma sugestão de HQs obrigatórias para nerds? Quais outros clássicos e histórias importantíssimas foram deixadas de fora?

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