Tive a oportunidade de testar de forma antecipada Echoes of Aincrad, o mais novo lançamento da Bandai Namco, que pertence ao universo de Sword Art. Com cerca de 3 horas de gameplay, foi possível criar uma expectativa do que esperar da versão final do jogo.
Já devo começar dizendo que sou um conhecedor quase nulo de Sword Art ou dos jogos que carregam o título do anime. Porém, isso não diminuiu minha curiosidade pelo jogo ou para conhecer mais sobre a premissa narrativa.
Durante a gameplay, tive acesso a duas diferentes partes do jogo. Um momento mais inicial, sendo parte do tutorial e explicação de como funcionam as mecânicas básicas. A outra foi em um momento mais avançado, já com habilidades e equipamentos mais robustos.

Echoes of Aincrad tem muito potencial
Começando pelo início, Echoes of Aincrad permite aos jogadores criar seu próprio personagem e customizá-lo como desejado. A criação de personagem dá várias opções, desde penteados a personalização no nariz, boca e etc.
Uma coisa que devo dizer que me deixou surpreso foi a qualidade das animações das cinemáticas. A sensação que dá é estar assistindo um recorte do anime, mas encaixado direitinho ali, e com uma transição suave de volta ao gameplay.
A estrutura do jogo consiste em aceitar missões no mundo exterior, ser teleportado para dentro do Sword Art Online e a partir daí cumprir os objetivos, explorar e coletar itens. Caso algum personagem parceiro morra, ele retornará ao mundo real, não o afetando ali – pelo menos dá a entender isso – diferente do anime.

Fora do mundo virtual do jogo, temos nosso QG para realizar upgrade em equipamentos, habilidades, visitar mercadores como ferreiro para craftar itens. Seguinte bem aos moldes de outros RPGs e JRPGs, com aquela liberdade de explorar os locais do mundo ao seu redor.
Nas missões que completei, uma espécie de dungeon, você inicia de ponto A ao B, explorando e derrotando inimigos. Ao final, enfrenta o chefe para assim coletar os melhores recursos. E sim, os chefes foram bem desafiadores, diferente dos inimigos comuns.
E falando nos inimigos, os Kobolds, não apresentam nenhum desafio – pelo menos nessa versão de teste. Mesmo em momentos que eu me via cercado por inimigos, era fácil derrotar todos e continuar avançando normalmente sem nenhum problema. Entretanto, acredito que o desafio pode ser balanceado, até mesmo com os níveis de dificuldade.

Pontos que precisam ser lapidados
O combate de Echoes of Aincrad é basicamente um mix entre golpes fracos e golpes pesados. Há até uma possibilidade existente de fazer combos, mas não como um hack’n slash da vida, porém admito que o combate eu esperava mais.
Só é possível carregar uma arma para as missões, e caso queira alterar é preciso sair de volta para o mundo real. Achei um pouco frustrante porque poderia ser interessante personalizar os sets dentro das próprias missões, nas orbes de interação.
As orbes funcionam como as fogueiras em jogos que bebem dos elementos souslike. Elas marcam nosso checkpoint, para caso de morte, mas também interagir faz com que os inimigos mortos reapareçam – com exceção dos chefes, claro – além de servir como ponto de viagem rápida.
E falando nos elementos soulslike, durante o combate também temos alguns deles, como quebrar postura, aparar golpes e controlar sua stamina para que não se esgote e você vire um alvo fácil. Mas como eu disse acima, mesmo com isso, os inimigos menores foram fáceis de enfrentar, fazendo com que eu usasse tais mecânicas só nos chefes.
Echoes of Aincrad faz um grande uso dos parceiros durante o combate, principalmente com comandos, como pedir para ele/ela atacar, recuar ou segurar as pontas enquanto você recupera o fôlego. Há também habilidades para serem usadas em equipe, assim como nas armas, que deixam a dinâmica do combate mais interessante.

Graficamente bonito e agradável
Além das animações que já citei aqui, o jogo tem diferentes ambientes para explorar e tudo com uma riqueza de detalhes que me impressionou positivamente. É tudo muito bonito, com um estilo medieval, mas ao mesmo tempo tirado de um anime.
No meu teste joguei com vozes em inglês e japonês, e claro, apesar da superioridade da dublagem japonesa, em inglês não fica devendo. O jogo ainda conta com legendas e textos em português do Brasil, servindo de atrativo para um público maior de jogadores.
O teste foi feito via PC, e estava bem otimizado, não tive problemas que atrapalhassem a experiência durante a gameplay. Nas cerca de 3 horas tive apenas bugs pontuais com a movimentação do personagem, mas que devem ser corrigidos até a versão final de lançamento.

O que esperar de Echoes of Aincrad?
Particularmente, Echoes of Aincrad foi uma grata surpresa para mim após o teste e que me deixou com aquele sentimento de “ok, quero a versão final!”. Apesar de não conhecer absolutamente nada de Sword Art, o jogo em nenhum momento deixou aquele ar confuso ou que seria necessário ter expertise com a franquia. Pelo contrário, demonstrou que mesmo novatos, vão ser bem introduzidos e poder apreciar o que está por vir.
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