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Review | Barbarian Saga: The Beastmaster transforma nostalgia em um bom metroidvania

Uma homenagem apaixonada à fantasia pulp dos anos 80 que encontra nas transformações sua melhor ideia e entrega um metroidvania divertido

Uma homenagem apaixonada à fantasia pulp dos anos 80 que encontra nas transformações sua melhor ideia e entrega um metroidvania divertido

Fiquei, até certo ponto, surpreso em produzir esta review, pois poucos jogos abraçam suas inspirações com tanta convicção quanto Barbarian Saga: The Beastmaster. Em vez de esconder a influência de clássicos como Conan, o Bárbaro, O Mestre das Feras e Golden Axe, o novo metroidvania da Dormidin Studio faz justamente o contrário: transforma essa identidade em seu maior trunfo.

Joguei a versão de PS5 e encontrei uma aventura que mistura combate e transformações de maneira criativa, mesmo sem reinventar o gênero.

Ficou curioso? Então fica comigo nesta review de Barbarian Saga: The Beastmaster e saiba se ele vale o seu tempo e investimento:

Um metroidvania moldado pela espada e feitiçaria

A história acontece em Arborea, um continente devastado após as Guerras dos Portais. A paz dura pouco quando o Reino de Imperia inicia uma campanha para exterminar todas as raças não humanas, contando com a ajuda do poderoso arquimago Trece XIII.

Nós assumimos o papel do lendário Beastmaster, um guerreiro destinado pela profecia a enfrentar esse exército enquanto empunha a Devoradora de Corações, uma espada amaldiçoada capaz de mudar o rumo da guerra.

O enredo não é especialmente complexo, mas funciona bem como pano de fundo para um universo cheio de tribos e criaturas corrompidas. O clima de fantasia pulp está presente do início ao fim.

Transformações fazem toda a diferença

O combate é sólido e gira em torno de ataques corpo a corpo, esquivas e magia. Porém, o elemento que realmente diferencia The Beastmaster de outros metroidvanias são as transformações.

Ao derrotar determinadas criaturas, você absorve suas almas e passa a assumir suas formas. Cada animal possui habilidades específicas que servem tanto para exploração quanto para combate. Algumas formas atravessam passagens estreitas, outras escalam paredes ou quebram obstáculos, criando uma progressão bastante inteligente pelo mapa.

Esse sistema faz com que cada nova habilidade tenha impacto real na exploração, substituindo o tradicional desbloqueio de equipamentos por algo muito mais temático.

Progressão cheia de possibilidades

Outro destaque está no sistema de colares rituais. Em vez de simplesmente aumentar atributos, o jogo permite combinar diferentes relíquias que modificam efeitos de mana, golpes, elementos e bônus passivos.

Gostei bastante da liberdade para experimentar construções diferentes. Dependendo dos amuletos equipados, o mesmo personagem pode assumir estilos de combate bem distintos, incentivando testes constantes antes das batalhas mais difíceis.

Falando em chefes, alguns confrontos mudam completamente a apresentação. A câmera aproxima os personagens, barras de vida aparecem na tela e a sensação lembra um duelo de jogo de luta. É um detalhe simples, mas dá personalidade aos encontros importantes.

Visual desenhado à mão e ótima atmosfera

Visualmente, Barbarian Saga aposta em sprites desenhados à mão e cenários que parecem saídos de uma ilustração de Boris Vallejo. A direção de arte combina perfeitamente com a proposta de fantasia sombria, enquanto as animações entregam impactos convincentes durante os combates.

A trilha sonora segue o mesmo caminho, trazendo composições que reforçam o clima épico sem roubar a cena. No PS5, os carregamentos são rápidos e a navegação entre biomas acontece de forma bastante fluida.

Nem tudo acompanha o mesmo nível

Apesar das boas ideias, alguns problemas aparecem conforme a aventura avança.

A física dos saltos pode parecer rígida em trechos de plataforma mais exigentes, principalmente quando armadilhas pedem precisão. Além disso, o ritmo sofre um pouco nas primeiras horas devido à necessidade de revisitar áreas antes de liberar viagens rápidas.

Também senti alguns picos de dificuldade em certos chefes. Em vez de aumentar a complexidade dos padrões de ataque, o jogo às vezes aposta apenas em causar muito dano, obrigando ajustes de build ou repetição.

Vale a pena?

Finalizo esta review de Barbarian Saga: The Beastmaster dizendo que ele entende exatamente o público que deseja conquistar. Ele não busca modernizar a fantasia de espada e feitiçaria, mas celebrar essa era com orgulho através de um metroidvania competente e cheio de personalidade.

As transformações, a excelente direção de arte e os duelos contra chefes tornam a jornada memorável. Mesmo com uma plataforma um pouco dura e momentos de backtracking excessivo, é uma aventura que merece atenção dos fãs de fantasia sombria e exploração 2D.

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Apaixonado por games, filmes, séries, músicas, HQ's e por cachorros. Jogos desafiadores são meus preferidos. Jogo, assisto, ouço, leio e, às vezes, exerço minha profissão de professor.