A combinação entre Sonic e Pico Park é daquelas ideias que parecem improváveis à primeira vista, mas que fazem bastante sentido quando colocadas em prática. Testamos durante a BGS 2026, graças à SEGA, Sonic Pico Park. O jogo pega a fórmula cooperativa que conquistou o público nos dois títulos anteriores e adiciona personagens, habilidades e elementos clássicos da franquia do ouriço azul.
A proposta continua simples: atravessar fases repletas de obstáculos e quebra-cabeças, trabalhando em equipe para alcançar a saída. A diferença está na maneira como o universo de Sonic transforma desafios aparentemente comuns em situações que exigem estratégia, coordenação e, principalmente, paciência com os amigos, as vezes, muita paciência.

Uma mistura que funciona na prática
Na gameplay, Sonic Pico Park mantém a essência de seus antecessores, mas aproveita as características da franquia da SEGA para dar mais variedade aos desafios. O impulso característico de Sonic, os anéis e as habilidades de personagens como Tails e Knuckles ajudam a diversificar as possibilidades durante as fases.
Tails, por exemplo, pode voar e auxiliar os companheiros a alcançar lugares inacessíveis, enquanto Knuckles conta com recursos de movimentação próprios. Essas diferenças tornam a cooperação ainda mais importante, já que cada personagem pode contribuir de uma maneira específica para superar os obstáculos.
Entretanto, não espere um Sonic tradicional, focado em velocidade constante e percursos individuais. Sair correndo sem pensar pode atrapalhar todo mundo, pois o progresso depende da colaboração entre os participantes. É justamente esse contraste que torna a experiência interessante, a identidade acelerada de Sonic precisa se adaptar ao ritmo dos quebra-cabeças de Pico Park.

Diversão que depende do trabalho em equipe
Comparado aos Pico Park anteriores, a principal novidade está na maneira como as mecânicas de Sonic ampliam as possibilidades de resolução das fases sem abandonar a simplicidade que tornou a série tão acessível. A experiência continua apostando em controles fáceis de aprender, mas situações que parecem tranquilas podem virar uma confusão divertida quando alguém erra um salto ou deixa de acompanhar o restante do grupo.
Inclusive o jogo foi testado juntamente de outro redator da nossa equipe, o Herbert, segue abaixo as considerações dele sobre o jogo:
“O jogo mantém a essência dos outros dois jogos, com fases curtas, objetivos simples e um nível de caos proporcional ao número de pessoas tentando se coordenar ao mesmo tempo.
A dinâmica é bem rápida de pegar e o jogo exige comunicação constante, mas de um jeito leve, o que é irônico considerando o caos que tudo pode se tornar. Você sempre vai estar caminhando em uma linha tênue entre xingar seus amigos e todas as gerações passadas deles ou tentar acalmar o clima com um “vamos, galera, a gente tá indo bem, vamos conseguir”.
O jogo é divertido justamente por não deixar que a frustração de repetir a fase do zero tome conta. E você vai repetir as fases, provavelmente todas elas, muitas vezes. Isso é o que faz Pico Park ser Pico Park e é o que tornou esse título um sucesso.”
O verdadeiro jogo do ano?
Durante o teste na BGS 2026, a proposta mostrou potencial para reunir tanto fãs do mascote da SEGA quanto jogadores que procuram uma experiência cooperativa descompromissada. A diversão surge justamente dessa necessidade de agir em conjunto, criando momentos em que a comunicação é tão importante quanto a habilidade individual.
No fim, Sonic Pico Park não tenta reinventar a fórmula de seu antecessor, e nem precisa disso. A força da combinação está em acrescentar personalidade e novas possibilidades a uma estrutura que já funciona muito bem, entregando uma aventura que promete render boas risadas, alguns momentos de frustração e aquela vontade de tentar mais uma fase com os amigos.
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