Neil Gaiman é acusado de assédio sexual; entenda o caso

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Neil Gaiman é acusado de assédio sexual; entenda o caso

Neil Gaiman, autor de “Sandman” e “Belas Maldições”, foi acusado de agressão sexual por duas mulheres, conforme relatado pelo Tortoise.

As acusações estão sendo investigadas na Nova Zelândia. Gaiman nega qualquer comportamento sexual não consensual e afirma que a polícia neozelandesa não aceitou sua oferta de cooperação, sugerindo, segundo ele, a falta de base para as acusações.

As autoridades disseram que continuam tentando entrar em contato com pessoas importantes para o prosseguimento da investigação e mencionam diversos fatores a serem considerados no caso, incluindo a localização de todas as partes envolvidas. As acusações abrangem duas décadas e envolvem jovens mulheres que conheceram Gaiman como babá de seu filho e como fã de suas obras.

Contextualização dos eventos

A acusação originou-se de um podcast intitulado Tortoise, conduzido por Rachel Johnson, irmã do ex-Primeiro Ministro britânico Boris Johnson. O partido dele enfrentou uma derrota nas eleições, que muitos ja consideraram ser uma das mais vergonhosas do Reino Unido para o Partido Trabalhista britânico (centro-esquerda). Portanto, as acusações contra Neil Gaiman emergiram na véspera da eleição britânica.

Rachel Johnson é contra mulheres trans e também uma defensora da autora J. K. Rowling (da saga Harry Potter), que também é feminista radical e é vocalmente contra mulheres trans. Por ser um aliado da causa trans, Gaiman é um desafeto público de Rowling.

Além disso, o podcast foi transmitido em pelo menos quatro partes sobre as alegações de abuso envolvendo Neil Gaiman. No entanto, a programação de lançamento do podcast coincidiu com o período das eleições no Reino Unido, durante o qual o partido do irmão de Johnson sofreu uma derrota histórica.

Uma acusadora de Neil Gaiman é britânica e a outra é americana, a primeira mulher disse que foi contratada pela então esposa de Gaiman, a musicista Amanda Palmer (do qual possuíam uma relação aberta), em 2022 para cuidar do filho do casal na Nova Zelandia.

A mulher, chamada Scarlett, alegou que Gaiman a agrediu sexualmente poucas horas após o primeiro encontro, ficando nu e se juntando-se a ela no banho. Ela tinha 22 anos e ele 61. Gaiman disse que o incidente foi apenas “afago” e “fuga” e que ele estabeleceu consentimento para isso.

Em outra ocasião, Scarlett alegou que o sexo entre eles “foi tão doloroso e tão violento” que ela perdeu a consciência. Esta relação durou até que ele deixasse a Nova Zelandia, e fosse para o Reino Unido novamente, durante este tempo a mulher o enviou diversas mensagens mostrando que a relação foi consensual.

Já a segunda mulher americana, conhecida apenas como K, era uma fã de 18 anos de idade apaixonada pelo trabalho de Gaiman quando o conheceu em uma sessão de autógrafos na Flórida, em 2003. Ela manteve contato com ele e uma relação sexual começou quando ela tinha 22 anos. Ele tinha então 40 anos.

K alegou que, durante uma viagem à Cornualha em 2007, ela disse a Gaiman que não queria ter relações sexuais com penetração porque tinha uma infecção urinária, mas ele foi em frente e o ato a deixou “gritando” em agonia. Gaiman disse que a alegação é falsa.

Quando seu relacionamento terminou, ela manteve contato amigavel com Gaiman, mas disse ao podcast que “À medida que fui crescendo, percebi que jovens de 18 e 20 anos, quando você está na casa dos 40, parecem crianças”.

A polícia neozelandesa não prosseguiu com a investigação nem entrevistou Neil Gaiman, apesar de ele ter se oferecido para encontrar-se com os oficiais, conforme relatado no podcast Tortoise. A investigação foi iniciada após Scarlett contatar Johnson pelo Instagram e relatar sua versão dos eventos.

Neil Gaiman alega que todas as relações foram consensuais, somente a primeira mulher denunciou o autor a policia da Nova Zelandia, a segunda não o denunciou nos Estados Unidos.

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