Obscurium preview
Imagem / Conecta Geek

Preview | Obscurium é mais um jogo brasileiro com muito potencial

Há quase 3 anos atrás eu conheci por acaso um simples jogo que me deixou viciado em tudo que envolvia sua narrativa, gameplay e estilo, principalmente envolvendo cartas com roguelike. Se tratando de Inscryption, jogo esse que me fez até buscar em fóruns teorias sobre a lore.

Confesso que com o passar do tempo, senti falta das mecânicas de gameplay que compõem o Ato 1 do jogo. Porém, por curiosidade do destino, descobri o jogo brasileiro Obscurium, que conta com lançamento previsto para 2027 e do qual tive a oportunidade de jogar uma demo antecipadamente.

A premissa narrativa de Obscurium gira em torno de um pacto realizado pelo nosso personagem. Um ser chamado apenas de Patrono propõe um acordo, onde temos que caçar e capturar assombrações que fugiram, dos quais envolvem figuras folclóricas, e assim ele devolve sua vida. Entre as figuras veremos Pisadeira, o Capelobo, o Caboclo d’Água e entre outros, que vão tentar te impedir.

A gameplay de Obscurium

Começando pelo gameplay, Obscurium funciona de maneira bem similar ao começo do próprio Inscryption. No jogo temos o nosso baralho de cartas e cada uma delas possui status de ataque, vida e o custo para colocar no “tabuleiro”.

No tabuleiro são um total de 8 espaços, 4 para o jogador e 4 para os oponentes. Com o dano real sendo causado apenas nos espaços vazios, enquanto as rodadas funcionam como turnos. Cada turno o jogador pode colocar uma carta, mas depende de Essência ou sacrificar cartas em troca de uma quantidade de Essência.

A Essência – ou custo para jogar a carta – é ganho apenas sacrificando cartas sejam da sua mão ou pegas do baralho. Inclusive uma das cartas basicamente só serve para isso, não possuindo status de ataque ou vida. Quem jogou Inscryption vai entender aqui com tranquilidade.

Para derrotar os oponentes é preciso causar dano suficiente para completar todos os cristais que ficam ao redor do tabuleiro de jogo. Enquanto isso, o limite para o jogador sofrer dano é de mesmo valor, 10, mas fica representado em um totem ao lado.

Baralho bem diversificado

Obscurium traz uma variação boa de cartas, assim como mecânicas para usar elas. Ao avançar pelo mapa e escolher os caminhos, temos encontros onde podemos combinar cartas, adquirir novas, trocar por outras de maior valor ou até mesmo “esconder” cartas para evoluir e ser encontrado em uma nova run.

As possibilidades são vastas, que dependem aleatoriamente do mapa de jogo. Ao progredir até o final de uma área, enfrentamos o boss daquele local. E aqui fica um ponto que ainda requer balanceamento até o jogo final. Enfrentar os bosses da demo foram todos fáceis e não geraram desafio. Mesmo com um deck fraco, você consegue estratégias para bloquear as jogadas do oponente, mesmo que seja um boss.

Já o ponto positivo é que o jogo mostra muita qualidade, indo desde ao sistema de gameplay a direção de arte. Os visuais são sombrios, assim como o design dos oponentes e bosses. Além disso, o jogo possui legendas em português, mas não possui dublagem. Os diálogos são compostos por murmúrios que são traduzidos em texto.

Obscurium é uma surpresa positiva

Ainda que esteja previsto para 2027, Obscurium já me chamou atenção, principalmente pelo estilo inspirado em Inscryption. Por mais que a demo tenha sido curta e rápida de ser concluída, com certeza é mais um título brasileiro que vale deixar no radar, ainda mais se você é um amante de jogos que envolva construção de baralho e inspirações claras em jogos de tabuleiro.

Código da versão de demonstração enviado pela Wild Pepper

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Amante de Games desde criança e viciado em caçar platinas. Profissional de TI nas horas vagas. Você me encontra no X: @gennerdouglas