O Brasil já registrou o maior número de volumes de mangás publicados em um único ano. Segundo um levantamento da Biblioteca Brasileira de Mangás (BBM), o país alcançou 677 volumes lançados até outubro de 2026, superando os 676 publicados ao longo de todo o ano de 2025.
O recorde foi atingido ainda antes do fim do ano, e a expectativa da BBM é que o total ultrapasse 800 volumes até dezembro, podendo chegar a 850 caso não ocorram atrasos ou outros problemas com os lançamentos.
De acordo com os dados, esta é a quinta vez nos últimos seis anos que o recorde anual de publicações é superado. A tendência de crescimento começou a se consolidar em 2021, e os últimos três anos já registraram mais de 600 volumes publicados anualmente.
Panini lidera o mercado brasileiro de mangás
A Panini ocupa a primeira posição no levantamento, com 377 volumes publicados em 2026 até o momento da contagem. A JBC aparece em segundo lugar, com 146 volumes, enquanto a MPEG ocupa a terceira posição, com 46 lançamentos.
A MPEG ultrapassou a NewPOP, que tradicionalmente aparecia entre as três editoras com maior número de publicações. A empresa soma 40 volumes no período analisado.
Confira as seis editoras com mais volumes publicados até outubro:
- Panini: 377 volumes
- JBC: 146 volumes
- MPEG: 46 volumes
- NewPOP: 40 volumes
- Devir: 12 volumes
- Pipoca & Nanquim: 12 volumes
Ao todo, 19 editoras brasileiras publicaram pelo menos um mangá durante 2026 até a data do levantamento. Entre as empresas presentes no mercado estão também Taverna do Rei, Universo dos Livros, Tábula, Comix Zone e Baú.
O que explica o crescimento dos lançamentos?
O levantamento da BBM aponta alguns fatores que ajudam a explicar o aumento no número de publicações. Um deles é a maior regularidade da JBC, que já se aproximava de superar o total de lançamentos do ano anterior.
A redução dos atrasos da Panini também contribuiu para o resultado. Além disso, a MPEG ampliou sua produção e já havia publicado mais que o dobro do número de volumes registrado em 2025.
Outro fator importante é a entrada de novas editoras no segmento, ampliando a quantidade de empresas que publicam quadrinhos japoneses no Brasil. Taverna do Rei e Universo dos Livros estão entre os exemplos citados no levantamento.
O que entra na contagem de mangás?
O levantamento considera volumes impressos de quadrinhos originalmente produzidos para o mercado japonês e publicados no Brasil. Reimpressões, mangás digitais, artbooks, databooks, light novels e obras de outras nacionalidades não entram na contagem.
Isso significa que o número divulgado não representa todos os produtos relacionados a mangás disponíveis no país, mas especificamente os volumes impressos que atendem aos critérios estabelecidos pela BBM.
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