Esta análise foi realizada com código fornecido pela Ubisoft. Agradeço a confiança no trabalho.

Desde o surgimento de Forza Horizon no gênero de corrida, outros jogos tentam fazer o máximo para entregar uma qualidade que seja próxima do título exclusivo da Microsoft. Não é uma tarefa fácil, isso é claro! Mas, ainda que conquistar um espaço nesse domínio de Forza, alguns quase chegam lá. E é justamente ai que surge a franquia The Crew, criada e desenvolvida pela Ubisoft, onde tenta trazer a liberdade e o prazer de participar de um “evento”, mas da sua própria maneira. Vem conosco conferir a análise de The Crew Motorfest.

The Crew deu seu Start em dezembro de 2014, mas com uma aposta extremamente ousada, que fracassou de forma grandiosa, assim como seu gigantesco mapa com tantos bugs. Apesar do fracasso, a Ubisoft persistiu lutando para dar a volta por cima, e em maio de 2018 veio The Crew 2, trazendo um estilo totalmente renovado, bem mais próximo daquilo que do outro lado Forza Horizon já fazia com maestria. A recepção do jogo foi positiva, trazendo um gameplay muito divertido e o que garantiu chegarmos aqui, com The Crew Motorfest, lançado neste mês de setembro.

Considerado já o maior lançamento da franquia, garantindo uma recepção ainda mais positiva, por jogadores e crítica especializada, Motorfest é tudo aquilo que quem não pode experimentar Forza, pode sonhar. O jogo traz mais de 700 veículos, que variam entre carros, motos, barcos, aviões e diversas atividades, corridas, desafios e diferentes opções de jogo para reunir com os amigos online. Infelizmente o jogo não recebeu dublagem em português, apenas legenda.

Diversas playlists, que servem como a campanha do jogo – Foto por Genner Douglas

Divertido da maneira certa

O jogo se inicia com uma bela intro, onde é explicado a importância do Motorfest e como o evento foi tão bem organizado, com corridas extremamente divertidas e algumas desafiadoras. E bom, ao assumirmos o controle do volante e completar o “tutorial”, podemos ver uma vasta possibilidade de corridas diferentes, com carros específicos, tipos de corrida como Demolição, Circuito, Contra o Tempo e etc. E aqui senti um pouco de falta em mais corridas de barco, avião e somente de motos, apesar desses veículos marcarem presença no jogo, eles são muito pouco utilizados.

Dentre as diversas possibilidades, temos as Playlists, que servem como a “campanha” do jogo. Sempre que completamos uma Playlist, é liberado vários desafios diferentes, além de bonificações diferentes, desde carros a dinheiro. Ao completar 3 delas, é liberado o chamado Main Stage, esse que seria o prato principal, onde é concentrado diversos bônus a cada x número de níveis conquistados e a Ubisoft promete dar suporte mensal na forma de temporadas ao jogo.

Modo Main Stage, que concentra o nível Lenda – Foto por Genner Douglas

Ao redor do mapa, este que é o belíssimo Havaí, com locais lindos, praias maravilhosas e claro, grandioso, temos as chamadas Proezas, que vão desde atingir velocidade máxima em radares, fazer acrobacias com avião, fugir de uma espécie de bomba, entre outras coisas. O Photo Ops também está de volta, trazendo requisitos diferentes para fazermos belas fotos em diferentes locais do mapa.

Quando partimos para o online, temos os modos Demolition Royale, que pelo nome já entrega, um Battle Royale de carros, com foco na destruição. Isso confesso que me surpreendeu muito positivamente, um dos modos mais divertidos do jogo. Além dele, temos o Grand Race, uma corrida dividida em três diferentes categorias, com até 28 players na sala e claro, uma verdadeira bagunça sem controle. Podemos ainda expor nossos carros, para que outros jogadores votem no mais charmoso, através do Custom Show.

Variadas atividades para se fazer pelo mapa – Foto por Genner Douglas

A nova geração fazendo bonito

Aqui não dá para não elogiar quanto a beleza gráfica que The Crew Motorfest entregou, desde efeitos de iluminação, principalmente passando próximo as praias e ao por do sol. Trazendo ainda a opção Desempenho e Qualidade, como de costume em outros jogos, sendo priorizado gráficos ou FPS. Como sempre, optei pela Desempenho, 60 FPS ainda continua sendo quase que um caminho sem volta para mim e mais uma vez, com um mapa tão extenso, os consoles da nova geração provam que podem entregar um desempenho estável, sem perder tanto na qualidade gráfica, já que o jogo não apresentou quedas de FPS. Alguns bugs não faltaram, mas nada que atrapalhasse o gameplay final.

Riqueza de detalhes na ambientação e iluminação pelo mapa – Foto por Genner Douglas

Infelizmente a Ubisoft pecou no suporte ao Dualsense, assim como tantos outros estúdios vem deixando a desejar. O jogo conta com um suporte bem tímido ao controle, diferente até mesmo de outros títulos de corrida que fizeram bonito, como Gran Turismo 7 ou o próprio Ride 4 e 5. Claro que não é nada que incomode, principalmente se você pouco utiliza das funções dos gatilhos ou feedback, mas é triste ver que o diferencial que o Dualsense trouxe, está sendo deixado de lado.

Uma das coisas que me impressionou muito positivamente foi a transição entre veículos, quando trocamos de carro para avião ou barco, é praticamente que instantâneo, assim como ocorre em corridas que há transição de um modelo de carro para outro. Falando nos veículos, é perceptível cada detalhe de cada um deles, seja interior, exterior, detalhes das rodas, pneus, brilho da pintura, um trabalho realmente surpreendente dado a quantidade de veículos presentes no jogo. E o melhor, você pode importar seus carros da coleção de The Crew 2, não precisando assim começar do zero aqui.

Veículos bem detalhados graficamente – Foto por Genner Douglas

Obrigatório para os amantes de uma verdadeira diversão

A Ubisoft mostra aqui com The Crew Motorfest, que persistência após uma derrota, é a chave para o sucesso. Motorfest proporciona tudo aquilo que um maravilhoso sentimento de diversão pode oferecer aos jogadores, sentar no sofá, correr algumas corridas, tirar belas fotos e curtir o Havaí, apreciar belas paisagens e entre outras inúmeras atividades.

O título se torna uma aquisição obrigatória, principalmente por aqueles que não tem oportunidade de jogar Forza Horizon ou já jogaram tanto que estão buscando outro passatempo até a chegada de um novo. Com a promessa de um suporte longevo e atualizações mensais, o jogo ainda tem tudo para não cair no esquecimento pelos jogadores e continuar sendo o território de muitos fãs.

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