Antes de tudo, vale deixar claro: o nosso site já possui uma review completa de South of Midnight, analisando o jogo em sua totalidade. Este texto, portanto, tem outro objetivo: focar exclusivamente na versão de PlayStation 5 e entender como o jogo se comporta na plataforma da Sony.
Dito isso, preciso começar de forma bem pessoal. South of Midnight sempre foi um jogo que despertou minha curiosidade. Como alguém que joga majoritariamente no PlayStation e não possui Xbox, esse era um daqueles títulos que eu acompanhava de longe, mas com bastante interesse.
Sempre me pareceu um jogo com uma identidade muito alinhada ao tipo de experiência que eu gosto: narrativa forte, direção de arte chamativa e uma trilha sonora inesquecível.
Quando foi anunciado que ele chegaria ao PS5 no dia 31 de março de 2026, fiquei realmente empolgado. Era a oportunidade de finalmente jogar algo que já estava no meu radar há um bom tempo — e melhor ainda, poder trazer essa análise focada na versão que chegou ao console da Sony.

Weaver’s Edition e o que muda no PS5
A versão lançada no PlayStation 5 é a Weaver’s Edition, que traz alguns conteúdos adicionais interessantes para quem gosta de se aprofundar no universo do jogo. Entre eles estão um livro de ilustrações, a trilha sonora original composta por Olivier Derivière, materiais em formato de quadrinhos, vídeos musicais e até um documentário.
São extras que agregam valor ao pacote, principalmente para quem se conecta com o mundo e a estética do jogo. No entanto, sendo bem direto, fora esses conteúdos, as diferenças em relação à versão já lançada anteriormente no Xbox são mínimas.
Um espetáculo artístico que continua intacto
Mesmo sendo uma análise focada na versão de PS5, é impossível não reforçar alguns dos pontos mais fortes do jogo. A direção de arte continua sendo um dos grandes destaques. Em diversos momentos, me peguei simplesmente parando para observar os cenários, tamanha a qualidade e o cuidado na construção dos ambientes.

A trilha sonora segue no mesmo nível. É um trabalho impressionante, que não apenas acompanha a experiência, mas ajuda a construir a narrativa. Em vários trechos, principalmente para quem entende inglês, as músicas dialogam diretamente com os acontecimentos do jogo, ampliando ainda mais o impacto emocional da jornada.
DualSense pouco aproveitado
Um ponto que me chamou atenção negativamente foi o uso do DualSense — ou melhor, a falta dele. Os recursos do controle praticamente não são explorados de forma relevante. Não há um uso perceptível de gatilhos adaptáveis ou feedback háptico que realmente faça diferença na experiência.

Considerando o potencial do controle do PlayStation 5 e o tipo de jogo que South of Midnight propõe, era uma oportunidade clara de aprofundar a imersão, mas que acabou não sendo aproveitada.
Desempenho e problemas técnicos
A análise foi feita em um PS5 base, e o desempenho geral é sólido, mas longe de ser perfeito. Alguns problemas que já haviam sido relatados na versão original ainda estão presentes aqui.
Em momentos de combate, notei quedas de FPS, o que acaba chamando atenção justamente por serem trechos que exigem mais precisão do jogador. Além disso, o jogo apresenta pop-ins frequentes, com elementos do cenário surgindo conforme você se aproxima, o que pode quebrar um pouco da imersão em determinados momentos.
Também encontrei pequenos bugs visuais, como a personagem ficando presa em partes do cenário, mas nada que tenha comprometido a progressão. Diferente de outros relatos, não precisei reiniciar o jogo em nenhum momento durante a minha experiência.
Uma experiência que continua valendo a pena
Mesmo com esses pontos, minha experiência com South of Midnight no PlayStation 5 foi extremamente positiva. Eu finalizei o jogo com cerca de 17 a 20 horas, conquistando a platina, e posso dizer com tranquilidade que é uma jornada que vale a pena.
O combate, por exemplo, é simples e poderia ter mais profundidade, assim como a variedade de inimigos poderia ser maior. O ritmo também poderia ser melhor distribuído, já que os encontros acontecem em arenas e, em alguns momentos, há um espaçamento maior do que o ideal entre eles.

Ainda assim, o conjunto funciona muito bem.
Considerações finais
Finalizo esta review de South of Midnight em sua versão de PlayStation 5 cravando que, para quem, assim como eu, não teve a oportunidade de jogar anteriormente, a resposta é simples: vale muito a pena jogar no “lado azul da força”. Agora, se a expectativa é encontrar uma versão significativamente melhor no console da Sony, é importante alinhar isso desde o início.
As diferenças são pequenas e o jogo mantém praticamente a mesma experiência já conhecida.
No fim das contas, South of Midnight continua sendo um grande acerto. A Compulsion Games mostra novamente sua capacidade de trabalhar ideias criativas e construir mundos com identidade própria, algo que já havia sido visto em We Happy Few.
É uma IP com muito potencial. A Microsoft tem nas mãos algo que merece continuidade, e sinceramente, espero não ter que esperar muito para ver o que vem depois.
Porque se tem uma coisa que South of Midnight deixa, é vontade de continuar.
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