Bubsy ficou bastante famoso na internet por conta dos memes, principalmente após o lançamento de Bubsy 3D. Lançado em 1996 para o primeiro PlayStation, o jogo acabou virando uma grande piada dentro da indústria, algo que se fortaleceu ainda mais com o passar dos anos e com a quantidade de vídeos no YouTube destacando seus problemas.
Agora, depois de muito tempo, Bubsy retorna em uma nova aventura totalmente em 3D, tentando conquistar uma segunda chance que poucas franquias conseguem receber. A grande questão é: será que dessa vez deu certo? Afinal, o que poderia dar errado?
Simples, mas funcional
Visualmente, o jogo entrega gráficos competentes dentro da proposta. Não chega a impressionar, porém também não faz feio. O que mais causa estranheza é sua direção de arte. Muitos cenários parecem feitos de papel colado sobre as texturas, algo que fica ainda mais evidente nos primeiros mundos. Já no terceiro planeta, as fases aparentam ter recebido um cuidado maior, com ambientes visualmente mais polidos.

A trilha sonora também não ajuda muito. Durante toda a campanha, as músicas passam despercebidas e dificilmente conseguem criar momentos marcantes. O jogo acaba se sustentando mais nas piadas constantes que Bubsy faz ao longo da aventura.
Um ponto bastante negativo para nós brasileiros é a ausência completa de localização em português. O jogo não possui sequer legendas no nosso idioma, o que pesa ainda mais considerando que boa parte do humor depende do entendimento das falas em inglês. Para quem não possui familiaridade com o idioma, várias piadas acabam simplesmente se perdendo.
Jogabilidade extremamente simples
Na jogabilidade, não há grandes novidades. O objetivo se resume basicamente a iniciar uma fase e chegar até o final dela. Os coletáveis espalhados pelos mapas são opcionais, então é possível ignorar praticamente tudo e apenas seguir até os créditos.
Existem dois tipos principais de itens colecionáveis. O primeiro são os novelos de lã, usados como moeda para desbloquear trajes do Bubsy. Cada fase possui 150 deles espalhados pelo cenário, incluindo versões prateadas que valem dez unidades. O segundo tipo são plantas de invenção, utilizadas para comprar melhorias na loja.

Esses upgrades ajudam bastante, principalmente para quem deseja buscar o 100%. Há habilidades que melhoram a movimentação no modo bola, como a possibilidade de fazer drift em curvas mais fechadas ou até planar por alguns segundos antes de cair, lembrando bastante os desenhos clássicos do Coiote em Looney Tunes.
O jogo também é extremamente curto. São apenas 15 fases divididas em três mundos, cada um com cinco estágios e um chefe ao final. Em uma primeira jogada, é possível terminar tudo em cerca de três horas.

Para aumentar a longevidade, existe um modo de corrida contra o tempo em todas as fases, recompensando o jogador com medalhas. Além disso, após concluir a campanha, um novo modo é desbloqueado, exigindo zerar o jogo inteiro podendo sofrer apenas nove ataques no total. É uma proposta interessante para quem gosta de desafios rápidos e diretos.
Vale a pena?
Bubsy 4D definitivamente não é um jogo obrigatório, e dificilmente vai disputar espaço entre os grandes jogos de plataforma da atualidade. Ainda assim, existe um certo charme em ver a franquia tentando se reinventar depois de tantos anos sendo lembrada apenas como meme.
Para os fãs do personagem, talvez seja finalmente o primeiro jogo 3D realmente competente estrelado pelo Bubsy. Já para quem apenas procura uma aventura simples, rápida e descompromissada, o jogo consegue entregar exatamente isso sem tentar ser maior do que realmente é.
Agradecimento a Atari por nos fornecer uma cópia para review.
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