Lies of P foi um dos anúncios que mais me surpreendeu quando disseram que chegaria ao Nintendo Switch 2. A qualidade gráfica do jogo é absurda nos consoles concorrentes e no PC, então ver uma produção desse nível rodando na palma da sua mão parecia ser quase magia.
Agora, com o port em mãos, posso dizer que sim, a adaptação entrega uma experiência bastante estável, principalmente no modo desempenho, que é o mais desejado pelos jogadores. Contudo, alguns sacrifícios precisaram ser feitos para que Lies of P pudesse rodar dessa maneira no novo console da Nintendo.
Este review será focado somente no port para o Nintendo Switch 2. Caso queira ler mais sobre o jogo, recomendo o nosso review feito por outros redatores.
Desempenho consistente no Switch 2
A versão de Nintendo Switch 2 oferece diferentes opções de desempenho nos dois formatos de jogo, tanto no modo conectado à televisão quanto no portátil. Em ambos, temos três alternativas: qualidade, desempenho e equilíbrio.
De todas as opções, a que mais gostei foi o modo desempenho. A configuração se mostrou extremamente estável durante grande parte da aventura, principalmente no modo portátil, o que é um feito impressionante considerando o nível visual do jogo.

Existem alguns momentos em que o desempenho sofre pequenas quedas, principalmente durante situações mais pesadas, mas elas não chegam a comprometer a jogabilidade. Em um jogo no qual a precisão dos comandos é tão importante, esse é um dos principais méritos do port.
O grande brilho dessa adaptação, com certeza, está na possibilidade de jogar Lies of P totalmente no modo portátil. Estamos falando de um jogo com sistemas de combate complexos e uma apresentação visual bastante exigente, originalmente desenvolvido para consoles de mesa e PC, agora disponível para jogar em qualquer lugar.
Quando iniciei o jogo, o modo equilibrado veio selecionado por padrão. Ele oferece uma qualidade de imagem bastante agradável, acompanhada de uma fluidez um pouco melhor do que a encontrada no modo qualidade. O resultado é interessante para quem valoriza mais os gráficos, mas ainda quer uma experiência relativamente fluida.
Depois de algum tempo, troquei para o modo desempenho e senti imediatamente a queda na qualidade gráfica. A diferença é perceptível, principalmente em alguns detalhes dos personagens, texturas e elementos mais distantes dos cenários.
Por outro lado, basta jogar alguns minutos nessa configuração para perceber a fluidez proporcionada pelo modo desempenho. E é justamente aí que surge uma das decisões mais difíceis desse port: escolher entre uma imagem mais bonita ou uma experiência mais fluida.
O preço da experiência portátil
Não há como transportar um jogo como Lies of P para um hardware diferente sem algum tipo de sacrifício. No Nintendo Switch 2, essas concessões aparecem principalmente na qualidade visual.
Os cenários continuam apresentando um bom nível de detalhes, mas alguns elementos são claramente inferiores às versões disponíveis em outras plataformas. Modelos de personagens podem apresentar menos definição, enquanto texturas, cabelos e objetos localizados a distância perdem qualidade.

No entanto, durante a maior parte da experiência, essas diferenças não chegam a incomodar. Quando estamos concentrados em uma batalha ou explorando Krat, a redução de detalhes acaba ficando em segundo plano.
A escolha feita pelo port me parece acertada: sacrificar parte da qualidade visual para entregar uma experiência mais estável. Em Lies of P, a fluidez possui um impacto muito maior na experiência do que uma textura mais detalhada.
E o modo qualidade?
O modo qualidade é interessante para quem deseja aproveitar ao máximo a apresentação visual de Lies of P no Switch 2. A imagem ganha definição, mas isso vem acompanhado de uma redução na fluidez que fica mais evidente durante a jogatina.
No modo portátil, essa diferença pesa ainda mais. Para mim, é difícil recomendar essa configuração quando existe uma alternativa de desempenho tão mais agradável de jogar.
Já o modo equilibrado tenta encontrar um meio-termo. Ele não entrega a mesma fluidez do desempenho, nem a mesma qualidade visual do modo qualidade, mas consegue oferecer uma experiência bastante agradável para quem não quer abrir mão completamente de nenhum dos dois aspectos.
Ainda existe uma atualização prevista para o lançamento que adiciona uma opção de 60 quadros por segundo ao modo portátil. Isso pode melhorar ainda mais a experiência e tornar o modo desempenho uma escolha ainda mais interessante.
Carregamentos rápidos ajudam bastante
Outro ponto positivo do port está nos tempos de carregamento. As transições acontecem rapidamente e não criam grandes interrupções durante a aventura.
Isso faz diferença em Lies of P, principalmente porque morrer e tentar novamente faz parte da experiência. Enfrentar um chefe diversas vezes já pode ser cansativo por si só, então não ter que passar longos períodos olhando para uma tela de carregamento ajuda a manter o ritmo.
Vale a pena?
Lies of P: Complete Edition não apresenta a mesma qualidade visual encontrada nas versões mais potentes, e isso fica evidente principalmente quando alternamos entre os modos gráficos. Contudo, o port consegue preservar o que considero mais importante: uma experiência estável e responsiva.
Para quem pretende jogar no portátil, minha recomendação é direta: vá de modo desempenho. A perda gráfica é perceptível, mas a fluidez compensa rapidamente quando você começa a jogar.
Agradecimento a NEOWIZ por nos fornecer uma cópia para review.
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