É inegável que a Pixar Animation entregou animações de qualidade ao longo dos anos, mas há uma em específico, que sempre tive um carinho a mais, Wall-E. No filme, para quem não sabe, acompanhamos um robozinho simpático com a missão de “limpar” a Terra, tal qual foi abandonada pelos humanos por causa da poluição e agora vivem no espaço.
Bom, isso nos traz a BioEden, que logo ao jogar despertou aquele sentimento de estar vendo o universo de Wall-E, mesmo que de forma sutil. Isso porque o jogo mescla mecânicas de gerenciamento e sobrevivência.

BioEden nos coloca em uma Terra que foi tomada pela poluição. Rios, animais, toda a forma de vida acabou e resta a nós tentar, de alguma forma, recuperar tudo isso. Partindo das mecânicas de gerenciamento do que o jogo chama de Domo, uma estrutura onde vamos criar novos animais para repovoar a Terra.
Logo de início o jogo nos dá diferentes formas de se jogar, as chamadas Guildas. São um total de 6, sendo elas: Treinamento, Tecnologia, Natureza, Exploração, Restauração e Mística. Cada Guilda oferece vantagens iniciais diferentes, como área inicial maior ou mais recursos logo de cara. Escolher uma Guilda também afeta diretamente na jogabilidade, uma vez que elas também representam a “dificuldade” do jogo.
A partir daí, teremos nosso bestiário, onde analisaremos DNA’s consequentemente descobrindo mais espécies de animais. Cada animal apresenta características únicas, como temperatura ideal do ambiente para que ele possa reproduzir, assim como umidade, as plantas necessárias próximas do seu habitat, assim como o bioma ideal.

Tudo isso inicialmente é gerenciado no Domo, mas são necessários recursos para que possa construir itens. Os recursos variam como água, energia e uma lista de 6 tipos diferentes de minerais. Cada tipo de construção consome algum mineral específico.
Recursos como água, por exemplo, temos que monitorar o consumo em relação ao volume do reservatório, para que nosso Domo e as instalações de energia não parem de funcionar. O mesmo vale para a energia, que caso o consumo seja muito elevado ou valor disponível, nossas máquinas de mineração deixam de operar. Tudo é minuciosamente interligado ao funcionamento do Domo e aos recursos disponíveis.
Para coletar recursos, partimos então para a exploração externa ao Domo, utilizando as citadas máquinas de mineração, para obter recursos, centros de pesquisa para coletar DNA de novas espécies ou informações sobre o bioma do planeta. Também temos as antenas, que instaladas funcionam como as torres de Far Cry, liberando partes do mapa disponível.

A Terra, inicialmente está tomada por poluição, nossa missão é estabelecer a nossa base, coletar recursos. Além de, paralelamente a isso reduzir o nível de poluição, que fica indicado sua porcentagem. A cada vez que a poluição reduz os níveis, vamos vendo a evolução de todo ambiente ao redor, chegando a níveis ideais para começar a soltar os animais do Domo de volta à natureza.
Mas claro, o que poderia ser uma missão simples e rápida na teoria, na prática temos um sistema de Impacto. Construções em excesso espalhadas pelo planeta, ao mesmo tempo, afetam esse nível, onde aumentar mais que o ideal pode causar desastres naturais no planeta.
Os desastres naturais são marcados com a gravidade e duração. Nosso tempo dentro do jogo é contabilizado com sóis, portanto, quanto mais os riscos, mais grave serão os impactos causados. E caso o planeta colapse em um ponto sem retorno, resulta em fim de jogo.

No geral, a jogabilidade de BioEden é extremamente prazerosa e amigável. O jogo possui diversos tutoriais, que explicam bem a direção ao oeste. Mas sinceramente, muitas mecânicas são como todo e bom jogo de gerenciamento, falhando e aprendendo melhor em outra tentativa.
Enquanto a jogabilidade é satisfatória e conta com legendas, os gráficos são bem simples, até demais. Visualmente não consigo definir como um gráfico pixelado como Stardew Valley, por exemplo, nem mesmo realista. É um visual que se resume em distinção por cores, sendo quando o planeta muito poluído, a cor vermelha se destaca mais, assim como o verde se sobressai ao baixar o nível.

Conclusão
BioEden é um daqueles jogos de gerenciamento relaxantes, que você joga e até (talvez) te faça refletir sobre o futuro do nosso planeta, assim como Wall-E já fazia há quase 20 anos atrás. O jogo mescla boas mecânicas, que particularmente foi um dos mais “amigáveis” com jogadores casuais que já joguei do gênero e, pessoalmente, me rendeu muitas horas tentando levar o medidor de poluição a 0%.
Esse texto foi produzido no PlayStation 5 a partir de um código recebido
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