Uma das maiores características do Garfield, na qual muita gente se identifica, é quando ele diz a famosa frase: “Odeio segunda-feira”. Tendo essa frase tão emblemática como destaque, quem diria que ela poderia servir como uma excelente ideia para um jogo de plataforma?
Em Garfield: Escape From Monday, nosso felino está preso dentro do próprio sonho, que está sendo controlado pelo Chefe Monday (Segunda). Ele tenta fazer com que Garfield coma comida saudável, como legumes e vegetais, algo que obviamente não agrada nem um pouco ao gato.
A criatividade é o charme do jogo
A primeira coisa que preciso destacar aqui é como a criatividade das fases está excelente para um jogo bastante simples. Cada mundo possui um tema relacionado a comidas. Além dos cenários, os inimigos também são totalmente baseados em alimentos, principalmente legumes.

Os inimigos são bem fáceis de derrotar, bastando apenas dar um golpe ou pular em cima deles. Raramente algum deles vai oferecer algum tipo de dor de cabeça durante a campanha.
Outra coisa que chama a atenção pela criatividade é o quanto as piadas são bem elaboradas e encaixadas. O jogo abusa bastante da quebra da quarta parede, principalmente com Garfield reclamando das fases e até mesmo dos desenvolvedores que fizeram elas. Para ajudar ainda mais nessa experiência, o jogo conta com legendas totalmente em português, o que é excelente.
Gameplay fácil de dominar
As mecânicas de Garfield são bem simples de dominar. Temos basicamente o pulo, ataque, a possibilidade de se abaixar e rolar pelo mapa. Os comandos são bastante simples e intuitivos, bastando pressionar um botão para executar cada ação.
Uma coisa que me decepcionou no jogo, e que senti que faltou um pouco mais de capricho, foi a trilha sonora. Senti que ela é muito vazia e pouco condizente com os cenários. Ela não transmite muita coisa, muito menos aquela sensação de estar jogando um desenho do Garfield, algo que poderia ter sido trabalhado melhor.

Sobre as fases, seguimos uma estrutura simples dos clássicos jogos de plataforma, onde precisamos coletar um item específico. Neste caso, temos as lasanhas, que podem ser obtidas de duas formas: procurando livremente pelos cenários ou coletando fragmentos de comidas espalhados pelo mapa.
Ao coletar esses fragmentos, temos um termômetro ao lado que indica se conseguimos a quantidade necessária para obter todas as lasanhas. Nesse caso, são sempre três. Já procurando diretamente pelo mapa, podemos encontrar de três até oito lasanhas, dependendo da missão.
Essas lasanhas não são necessárias para finalizar as fases. Podemos simplesmente chegar até o ponto final ou derrotar os chefes para concluir cada uma delas. Porém, as lasanhas servem para desbloquear móveis da casa de Jon, dono do Garfield. É um extra legal, mas que não faz muita diferença para o jogo em si.

Ao todo, o jogo possui três mundos, com missões principais que são as mais longas da campanha. Também temos as missões secundárias, que chegam a ser bem rápidas de completar, já que basicamente precisamos coletar todas as lasanhas e chegar ao final da fase.
Levei em torno de sete horas para finalizar toda a campanha, incluindo as missões secundárias. Acredito que, caso eu focasse somente nas principais, a duração ficaria em torno de cinco horas, o que considero uma boa duração para esse estilo de jogo.
Vale a pena?
Por fim, Garfield: Escape From Monday entrega uma experiência simples e sólida dentro do gênero de plataforma. A criatividade é o maior destaque, principalmente nos cenários e diálogos, fazendo com que o jogo seja uma boa opção para jogar com uma criança que está começando a se aventurar nos jogos de plataforma.
Para quem busca algo mais desafiador, o jogo pode não ser tão atrativo, já que ele foi totalmente projetado para o público infantil. É muito fácil encontrar barras de energia e o jogo sequer conta com algum tipo de game over para se preocupar.
Agradecimento a Microids por nos fornecer uma cópia para review.
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