Arte da capa: Conecta Geek

Review | 007 First Light: A origem de uma lenda

Lançado oficialmente em 26 de maio de 2026 para Xbox Series S|X , PlayStation 5 e PC, 007 First Light não é apenas um resgate glorioso da franquia, mas um título absolutamente indispensável. Desde os primeiros minutos de jogatina, ficou evidente o quanto o game me cativou, superando de longe as expectativas criadas e se provando uma verdadeira carta de amor aos fãs da espionagem.

Sob a regência magistral da IO Interactive, o título consegue entregar uma jornada cinematográfica que honra e moderniza o legado de James Bond. Consequentemente, temos em mãos uma aventura imersiva que mistura tensão e elegância, consolidando-se rapidamente como um dos melhores e mais obrigatórios lançamentos do ano para qualquer entusiasta de ação. Continue lendo e descubra por que 007 First Light não é apenas mais um jogo de furtividade, mas a evolução definitiva da franquia.

Trailer oficial de lançamento de 007 First Light.

O Nascimento de um agente

A trama principal nos coloca na pele de um James Bond ainda inexperiente, brilhantemente interpretado pelo ator Patrick Gibson, trilhando seu árduo caminho para conquistar o cobiçado status 00. Durante a campanha, que se estende por cerca de 20 horas muito bem ritmadas, acompanhamos a caçada implacável ao renegado agente 009 através de um enredo repleto de cortinas de fumaça e reviravoltas.

Além de uma narrativa densa e surpreendente, o elenco de apoio brilha intensamente, entregando um charme único à jornada secreta do protagonista britânico. Figuras clássicas como M, Q e Moneypenny ganham contornos originais e cativantes, enquanto novatos e mentores garantem diálogos memoráveis e um excelente desenvolvimento interpessoal entre as missões de alto risco.

First light é um Hitman?

Inicialmente, existia o temor de que o título fosse apenas uma versão repaginada de Hitman, porém a desenvolvedora construiu uma identidade própria e incrivelmente balanceada. A jogabilidade mescla a furtividade tática característica do estúdio com sequências de ação dignas dos maiores blockbusters, guiando o jogador sem nunca segurar sua mão excessivamente.

O grande diferencial do nosso espião reside no carisma social e, naturalmente, no excepcional arsenal tecnológico fornecido pela sempre genial divisão Q. Com diversos dispositivos únicos à disposição, o jogador tem a liberdade de hackear sistemas à distância, blefar para obter informações sigilosas ou criar emboscadas impecáveis para concluir sua infiltração.

Combate e fator replay

Quando a diplomacia e a furtividade falham, o combate corpo a corpo de 007 First Light se mostra visceral e brutal. Além disso, o game utiliza o ambiente de forma muito criativa: você pode socar, chutar e arremessar objetos, como copos, jarras e livros. Em paralelo, é possível esquivar, contra-atacar e agarrar inimigos, jogando-os contra paredes e móveis, ou desestabilizando grupos inteiros ao arremessar um oponente contra o outro.

Adicionalmente, os tiroteios em terceira pessoa elevam a ação ao introduzir mecânicas de desarmamento rápido, incapacitação e uso de coberturas dinâmicas. Esses recursos, somados a execuções fluidas e ao uso estratégico do foco temporal (efeito bullet time), tornam os confrontos armados altamente táticos. Dessa forma, os combates deixam de ser uma mera troca de tiros e se transformam em uma coreografia cinematográfica gratificante, que evoca toda a elegância letal de James.

Para os completistas que adoram extrair o máximo de cada cenário, o alto fator replay é garantido pelas múltiplas abordagens disponíveis e pelo divertido Simulador Tático em realidade virtual. E para os caçadores de Troféus e Conquistas de plantão, uma excelente notícia: 007 First Light possui uma platina e 1000G bem tranquilas.

Desempenho e pontos de atenção

Rodando de forma deslumbrante através da proprietária Glacier Engine, a aventura entrega visuais belíssimos, multidões orgânicas e um capricho notável nas expressões faciais. A versão que joguei foi de Xbox Series X, o título se sai excepcionalmente bem com seus gráficos, ostentando texturas de altíssima qualidade, taxas de quadros estáveis e cenários ricos em detalhes reflexivos.

Apesar dos inúmeros acertos, nem tudo é perfeito, visto que a inteligência artificial inimiga se mostra complacente demais em certos momentos. Durante certos trechos os oponentes frequentemente hesitam, evidenciando uma escolha clara dos desenvolvedores em priorizar o espetáculo visual e o ritmo cinematográfico. Consequentemente, a sensação de perigo iminente acaba sendo um pouco sacrificada em prol de uma progressão mais fluida.

Além disso, outro pequeno problema é a escassez de seções de perseguição veicular verdadeiramente extensas e empolgantes. Embora os raros trechos de fuga ofereçam picos excelentes de adrenalina, eles terminam de forma abrupta, o que me deixou com a nítida vontade de que essas sequências durassem mais. Somado a esse fator, a dirigibilidade apresenta um estilo demasiadamente arcade, que certamente se beneficiaria de um peso maior para trazer mais imersão.

Veredito

007 First Light constrói uma jornada memorável que absorve o jogador com seu gameplay versátil e trilhas sonoras icônicas que entram em cena nos momentos mais épicos. A adaptação compreende a alma de James Bond de forma magistral, deixando o terreno perfeitamente preparado e instigante para uma inevitável continuação.

Para coroar esse lançamento estelar, pegando todos de surpresa durante o último Summer Game Fest, a IO Interactive anunciou um novo conteúdo que promete agitar a comunidade. A futura atualização terá ligação direta com o carismático e imprevisível Rei da cidade de Aleph, Bawma, indicando que a vida de missões de James Bond está longe de acabar e que o suporte a longo prazo será tão grandioso quanto o jogo base.

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Gamer apaixonado | Viciado em boas histórias | Explorador de mundos. Entre batalhas épicas, reviravoltas de tirar o fôlego e mundos fascinantes, estou sempre em busca da próxima grande aventura.